Primavera do Leste / MT - Segunda-Feira, 23 de Fevereiro de 2026

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Vereador Luis Costa contesta salário pago pela empresa terceirizada



Em tribuna na última sessão (03), Luis Costa (PR) falou que empresas terceirizadas pela Prefeitura Municipal têm oferecido um salário inferior ao que o trabalhador ganhava antes.

Da Redação

A Prefeitura Municipal de Primavera do Leste, neste ano de 2018, terceirizou a contratação de pessoas para exercerem a função de auxiliar e na limpeza. Essa medida foi tomada com a extinção de vários cargos públicos. O projeto de autoria do executivo e aprovado pela maioria dos vereadores, no entanto, obtiveram votos contrários do vereador Luis Costa (PR) e Edna Manich (PT), fez com que as pessoas que antes trabalhavam para a Prefeitura Municipal, nestes cargos e recebiam R$1.115,00, agora, com a extinção dos cargos e por meio da contratação das empresas terceirizadas, (por licitações) que prestam serviços para a prefeitura, o mesmo trabalhador, com o mesmo cargo, recebe R$ 715,00 reais.

“É triste essa situação, porque o salário tem que ser menor? Porque quando terceiriza alguém tem que ganhar? É triste quando o município extingue cargos que eram exercidos por pessoas com remuneração de R$ 1.100 a 1.200 reais, valor pequeno que mau da para sobreviver, que basicamente, quem ganha é para comprar comida”. Indaga o vereador.

Luis Costa explica que foi contrário ao projeto de lei que extinguiu os cargos. O legislador afirma que irá acompanhar todo o processo de contratação das pessoas, as horas trabalhadas, e se estão sendo tratadas dignamente, e quais os motivos do salário ser inferior. Outro questionamento é sobre o andamento das férias dos servidores.

“Não podemos fazer novas contratações sem antes zelar pelos direitos dos funcionários que trabalham na gestão pública e estão com seus direitos violados. Cadê as férias? Tem servidor que continua sem poder gozar do seu direto. Essa situação tem que ser resolvida. Quero dizer que estou questionando essas situações porque sou representante do povo, não por ser oposição ao prefeito, mas porque esse é meu dever, de representar, fiscalizar e atender a população”. Pontua o vereador.

O legislador finaliza sua fala pedindo mais respeito aos cidadãos primaverenses, e explica que ninguém é melhor que ninguém, independente de cargos que ocupa, ou de cor, e classe social, “estarei de olho nestas situações, porque sou cobrado diariamente com mensagens pelo celular, na rua, na Câmara e se alguém está ganhando em cima do salário do trabalhador, eu irei denunciar, porque todos temos o mesmo valor, somos iguais perante Deus”.



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Hospitais São Lucas e Das Clínicas enviam notificação à Secretária de Saúde, podendo interromper atendimento ao SUS


Os hospitais lamentam a falta de ajuste no contrato e ameaçam suspender o atendimento aos pacientes do SUS encaminhados pela UPA.


No dia 13 de fevereiro de 2026, a direção dos Hospitais São Lucas e das Clínicas de Primavera do Leste enviou uma notificação formal à Secretária Municipal de Saúde, Laura Leandra, alertando sobre a ausência de um reajuste no contrato, o que comprometeria a continuidade dos serviços prestados. O documento destaca que, após sucessivas prorrogações contratuais sem o ajuste necessário, a situação financeira dos hospitais se tornou insustentável, podendo até resultar na interrupção dos atendimentos aos pacientes do SUS.

 

O texto revela que o contrato atual, com término previsto para 28 de fevereiro de 2026, já foi prorrogado anteriormente e que, até a data mencionada, não foi apresentado um novo contrato ou proposta formal por parte da Secretaria Municipal de Saúde. Em resposta, os hospitais afirmaram que não aceitarão a celebração de um novo termo aditivo nas condições atuais.

 

A medida de não continuar com o contrato atual está relacionada ao descumprimento das condições financeiras necessárias para a manutenção da qualidade no atendimento. A partir de março de 2026, os serviços poderão ser prestados sob novas condições, que envolvem a assinatura de um novo contrato com valores atualizados ou a aplicação de um reajuste provisório de 20% sobre os valores vigentes, até a formalização de um novo acordo.

 

Os hospitais registraram que, caso haja interrupção no serviço após o término da vigência contratual, essa responsabilidade não será imputada aos hospitais, mas sim à Secretaria Municipal de Saúde, que não tomou as medidas administrativas necessárias para resolver a questão de forma tempestiva.

 

A Secretaria Municipal de Saúde ainda não se manifestou oficialmente sobre a situação, mas a expectativa é que um novo ajuste contratual seja negociado o quanto antes para garantir a continuidade dos serviços essenciais à população.


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