Primavera do Leste / MT - Domingo, 05 de Abril de 2026

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Vereador Luis Costa fala sobre “o pagamento de propina”, praticado por muitos cidadãos



Da Assessoria

Durante a sessão ordinária de segunda, 16, o vereador Luis Costa (PR), falou na tribuna sobre o estudo feito pela ONG Transparência Internacional, que aponta que 78% dos brasileiros acreditam que a corrupção cresceu nos últimos 12 meses e que 11% dos brasileiros admitiram ter subornado agentes públicos. “Esta pesquisa mostra que existe pagamento de propina, não apenas em órgãos públicos mais também em empresas privadas”.

Luis Costa utilizou os dados da pesquisa para dizer que o pagamento de propina não ocorre apenas nos grandes centros e com valores altos de dinheiro, mas também em nossa cidade. O vereador recebeu, nestas últimas semanas, denúncias de que alguns moradores do Residencial Guterres estão pagando propina para alguns funcionários da empresa Energisa, para que seja feita a instalação de energia residencial.

“Eu recebi muitas reclamações de pessoas que moram no Residencial, e precisam da energia para viver com dignidade, mas até agora não tiveram o retorno da empresa. Também denúncias foram feitas de que algumas pessoas estão pagando propina pra funcionários da energisa para agilizar a instalação. Eu estou indignado! Eu fiz uma denúncia para a Agência Nacional de Energia Elétrica, para que apure corretamente, cada caso, de cada morador, para que, caso esteja havendo um pagamento de propina para beneficio próprio, as pessoas envolvidas sejam punidas”. Afirma Luis Costa.

O vereador explica que a instalação de energia elétrica é um direito do cidadão, e que as pessoas não precisam pagar propina para tê-la. “Vários órgãos do governo não funcionam direito porque precisam de propina! Empresas vendendo serviços, que muitos são direitos, para o cidadão.  Não é possível! Precisamos passar esse País a limpo. Eu tenho esperança, e todos vocês precisam ter esperança de que podemos melhorar, se cada brasileiro fizer a sua parte, iremos sim mudar a história deste País. Que o senhor ou a senhora não pague propina e possa fazer uso dos direitos legais, conquistados a nós brasileiros. Os direitos assegurados, não foram tirados, temos que fazer valer. Então que possamos estar atentos as grandes e pequenas corrupções, e que não sejamos coniventes, e jamais paguemos propina”. Conclui o vereador Luis Costa.



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A Palavra - Opinião

📰 Crônica: A cassação que parou na recepção


Em Primavera do Leste, a política resolveu inovar. Não é mais preciso enfrentar plenário, debate ou voto. Agora, certos assuntos já são resolvidos ali mesmo, na recepção.

 

O pedido de cassação contra o vereador Sargento Telles sequer chegou a “dar bom dia” no plenário. Foi barrado antes, com toda a elegância que os procedimentos técnicos permitem.

 

Segundo a versão oficial, faltou “autorização adequada” para a denúncia. Curioso. Porque, para alguns, a lei parece permitir que até o eleitor participe. Para outros, nem tanto. Vai entender, o Direito, às vezes, é quase uma obra de arte contemporânea: cada um enxerga o que quer.

 

Enquanto isso, o conteúdo da denúncia ficou intacto. Intocado. Intocável. Uma espécie de segredo que ninguém quis abrir — talvez por zelo institucional, talvez por excesso de prudência.

 

E sob a condução do presidente da Câmara, Marco Aurélio, tudo seguiu com tranquilidade exemplar. Sem ruído, sem desgaste, sem aquele incômodo chamado “debate público”.

 

Eficiência é isso.

 

Resolve-se rápido, evita-se constrangimento e, de quebra, mantém-se a harmonia entre os pares. Afinal, política também é sobre convivência.

 

Agora, claro, tudo dentro das regras. Ou pelo menos dentro de uma leitura bastante conveniente delas.

 

No fim, Primavera do Leste dá mais um passo à frente na inovação institucional: criou-se o julgamento sem julgamento.

 

E fica aquela dúvida que ninguém responde, mas todo mundo entende:

 

Foi rigor técnico… ou apenas uma solução elegante para um problema inconveniente?

 

Mas veja, é só uma crônica.

 

 

 


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