Primavera do Leste / MT - Sábado, 24 de Outubro de 2026

HOME / NOTÍCIAS

política

Vereador Luis Costa fala sobre “o pagamento de propina”, praticado por muitos cidadãos



Da Assessoria

Durante a sessão ordinária de segunda, 16, o vereador Luis Costa (PR), falou na tribuna sobre o estudo feito pela ONG Transparência Internacional, que aponta que 78% dos brasileiros acreditam que a corrupção cresceu nos últimos 12 meses e que 11% dos brasileiros admitiram ter subornado agentes públicos. “Esta pesquisa mostra que existe pagamento de propina, não apenas em órgãos públicos mais também em empresas privadas”.

Luis Costa utilizou os dados da pesquisa para dizer que o pagamento de propina não ocorre apenas nos grandes centros e com valores altos de dinheiro, mas também em nossa cidade. O vereador recebeu, nestas últimas semanas, denúncias de que alguns moradores do Residencial Guterres estão pagando propina para alguns funcionários da empresa Energisa, para que seja feita a instalação de energia residencial.

“Eu recebi muitas reclamações de pessoas que moram no Residencial, e precisam da energia para viver com dignidade, mas até agora não tiveram o retorno da empresa. Também denúncias foram feitas de que algumas pessoas estão pagando propina pra funcionários da energisa para agilizar a instalação. Eu estou indignado! Eu fiz uma denúncia para a Agência Nacional de Energia Elétrica, para que apure corretamente, cada caso, de cada morador, para que, caso esteja havendo um pagamento de propina para beneficio próprio, as pessoas envolvidas sejam punidas”. Afirma Luis Costa.

O vereador explica que a instalação de energia elétrica é um direito do cidadão, e que as pessoas não precisam pagar propina para tê-la. “Vários órgãos do governo não funcionam direito porque precisam de propina! Empresas vendendo serviços, que muitos são direitos, para o cidadão.  Não é possível! Precisamos passar esse País a limpo. Eu tenho esperança, e todos vocês precisam ter esperança de que podemos melhorar, se cada brasileiro fizer a sua parte, iremos sim mudar a história deste País. Que o senhor ou a senhora não pague propina e possa fazer uso dos direitos legais, conquistados a nós brasileiros. Os direitos assegurados, não foram tirados, temos que fazer valer. Então que possamos estar atentos as grandes e pequenas corrupções, e que não sejamos coniventes, e jamais paguemos propina”. Conclui o vereador Luis Costa.



COMENTÁRIOS

0 Comentários

Deixe o seu comentário!





*

HOME / NOTÍCIAS

política

TSE estuda desativar canais políticos no WhatsApp 48h antes da eleição


Proposta foi escrita pelo vice-presidente da Corte, André Mendonça

TSE faz últimos preparativos para o primeiro turno nas Eleições 2018

Uma minuta de resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê que canais de WhatsApp com teor político e mais de 200 mil seguidores sejam desativados nas 48 horas anteriores e 24 horas posteriores ao segundo turno da eleição, marcado para o próximo domingo (25). 

Caso aprovada pelo plenário do TSE, a medida entraria em vigor de imediato, conforme o texto da minuta obtida pela Agência Brasil.

A minuta com a proposta passou a circular entre os ministros do TSE após o tema ser debatido em reuniões informais realizadas na sexta-feira (16) e na terça-feira (20). O texto foi redigido pelo ministro André Mendonça, vice-presidente da Corte Eleitoral.

Em nota à imprensa, o gabinete de Mendonça informou não se tratar de uma iniciativa pessoal do ministro, mas que coube a ele a autoria da minuta por ser tradição que as normas eleitorais sejam redigidas pelo vice-presidente do TSE.

“O objetivo discutido é proteger a integridade do pleito nas horas que antecedem e sucedem a votação, quando não há tempo hábil para resposta ou correção de conteúdos ilícitos”, diz a nota do gabinete de Mendonça.

A nota acrescenta ainda que o texto foi redigido a partir de um consenso interno, e que “os critérios em análise são objetivos e impessoais e valem igualmente para todos os canais de natureza político-eleitoral de grande alcance, qualquer que seja o candidato, o partido ou a orientação política”.

Caso seja aprovada, a iniciativa deve atingir o canal “Exército do Lula”, que atingiu nesta quarta (21) a marca de 7 milhões de inscritos no aplicativo de mensagens WhatsApp. Também seria desativado o canal “Tropa do Flávio”, que possui 2 milhões de inscritos.

Proposta

O texto da minuta aplica aos canais de transmissão de natureza político-eleitoral com mais de 200 mil seguidores as mesmas restrições que já vigoram sobre o conteúdo impulsionado de campanha, aquele cujo alcance é potencializado mediante pagamento às plataformas.

O texto também considera haver “alcance desproporcional de canais com grande audiência na difusão de conteúdos ilícitos”.

Em outro trecho, a proposta diz ainda que “o período compreendido entre as 48 (quarenta e oito) horas antes e as 24 (vinte e quatro) horas depois da eleição concentra o maior risco de dano irreversível à formação livre da vontade do eleitorado, por não haver tempo hábil para resposta, esclarecimento ou tutela jurisdicional efetiva”.

Controvérsia

A proposta surge após uma disputa de liminares em torno do canal “Exército do Lula”. Na semana passada, o canal foi retirado do ar pelo ministro Kássio Nunes Marques, presidente do TSE, após pedido da campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro, que alegou disseminação de desinformação.

Logo em seguida, porém, o corregedor-nacional da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o canal. Ele afirmou não haver elementos que justificassem a medida e que Nunes Marques não poderia ter suspendido o canal por via administrativa, como fez, uma vez que o caso já tramitava pela via judicial em processo relatado pelo próprio corregedor.

Pouco depois, porém, Nunes Marques voltou a suspender o canal, alegando que mesmo sendo administrado por um apoiador, o deputado André Janones (Rede-MG), a ferramenta teria vínculo com a campanha oficial, e portanto deveria estar registrado no TSE como tal.

Por fim, o Exército do Lula acabou sendo liberado pelo presidente do TSE, após o registro ter sido feito pela campanha oficial.

Felipe Pontes – repórter da Agência Brasil


Antenado News