Primavera do Leste / MT - Terca-Feira, 13 de Outubro de 2026

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Vereador Luis Costa ouve reivindicações dos moradores do Bairro Guterres



Da Redação

Os moradores do Bairro Guterres estão na bronca! O motivo é problemas de infraestrutura e manutenção do Bairro. Procurado por alguns moradores, o vereador Luis Costa (PR), esteve na manhã de ontem (14), na comunidade, para verificar as reivindicações e buscar soluções junto aos moradores.

O maior problema de algumas famílias tem sido as faturas dos talões de água. A situação já foi até noticiado pela mídia de nossa cidade, e sem soluções, os moradores continuam com os questionamentos. Só para se ter uma idéia, a Fernanda Lima da Silva, teve sua conta nos dois meses anteriores, com o mesmo valor, sendo R$832 reais. “Fui reclamar com a empresa e eles queriam que eu parcelasse esse valor das duas contas, e ainda disseram que seu eu não pagar, vão cortar a minha água”.

Outra situação apontada pela comunidade é lama que fica empossada nas esquinas e em frente de algumas residências. É só chover que tudo vira lama, é como se tivesse vários buracos nas ruas. Os moradores reclamam que já procuraram a prefeitura, também a empresa e não sabem de quem é a responsabilidade.

Diante das indagações, o vereador Luis Costa, esteve no Escritório da Construtora Égida, que é responsável pela obra do Residencial Guterres e foi recebido pela Luana do Carmo, que representa a Construtora em Primavera do Leste. “A conversa foi muito explicativa. A Luana disse que a Construtora após a entrega do residencial, é responsável por manutenções por um período de cinco anos e diante das reclamações dos moradores, fui informado de como proceder”.  Afirma Luis Costa

O legislador explica que a orientação aos moradores é de que, todas as reivindicações que ocorre é necessário informar a Construtora. “Por exemplo, se o morador tem problema com a conta de água, ele tem que ligar ou mandar um email, ou ir até o escritório da Construtora e relatar o problema que está tendo. Assim, a construtora vai enviar uma equipe técnica que irá verificar se existe um problema de vazamento ou outra situação na residência. Caso haja, a Construtora emite um laudo técnico e o morador tem que ir até a empresa Águas de Primavera, levar o laudo para regularizar a conta de água. Agora caso, não haja nenhum problema com a distribuição de água na residência, é preciso também que o morador vá a empresa Águas de Primavera e comunique, pois é necessário pagar o valor da conta de água de forma justa, então a empresa tem que atender o consumir sim. Caso não a alternativa é a justiça, porque as pessoas não podem ser lesadas de seu direito”. Explana Luis Costa.

Ainda durante a reunião, Luana, a responsável pela construtora informou que outros problemas de infraestrutura como a situação da lama que fica empossada principalmente quando chove, também é uma reclamação que tem que ser registrada pelo telefone, email ou pessoalmente no escritório.

“Todas as reclamações podem ser feitas a construtora, mas caso não esteja dentro da responsabilidade da empresa, a comunidade tem que procurar sim o poder público e as empresas competentes para resolver os problemas, porque o cidadão tem direito sim, de ser atendido e ter seu problema sanado”. Pontua o vereador Luis Costa.

A Construtora Égida atende a comunidade pelo telefone do SAC: (65) 3628-1538 / (65) 9 8475-9008, pelo E-mail: sac@construtoraegida.com.br, ou no escritório que fica na Rua Arapongas, sem número, Bairro Guterres.



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A Palavra - Opinião

Entre o “Fora, Lula” e as polêmicas de Primavera: onde fica a coerência política?


Opinião | Por Luis Costa

Primavera do Leste (MT) — Na política, o discurso costuma ser uma coisa; a prática, outra. E é justamente por isso que o eleitor precisa olhar além dos slogans, das bandeiras partidárias e das palavras de ordem que ganham força nas redes sociais.

Em Primavera do Leste, uma contradição merece ser debatida: há pessoas que levantam a bandeira do “Fora, Lula”, criticam posições ideológicas da esquerda e, ao mesmo tempo, apoiam lideranças políticas locais cujas gestões também foram palco de debates e controvérsias envolvendo cultura, comportamento e ideologia.

A pergunta é simples: os princípios políticos valem para todos ou mudam conforme o candidato que recebe o apoio?

A cultura entrou no centro do debate

Durante a gestão de Leonardo Bortolin à frente da Prefeitura de Primavera do Leste, a cultura ganhou espaço na agenda pública, com investimentos em estrutura e iniciativas voltadas às manifestações artísticas.

Em fevereiro de 2023, por exemplo, a cidade inaugurou o Teatro Municipal e uma nova estrutura do Centro Cultural Professora Evangeline Alcântara Takeuchi. Na ocasião, o então prefeito destacou a importância dos espaços para o desenvolvimento cultural e para a formação de jovens.

A informação foi divulgada pelo portal PNB Online, em reportagem publicada em 8 de fevereiro de 2023.

Mas a cultura também se tornou assunto de disputa política na cidade. E é nesse ambiente que surge uma discussão que ainda provoca questionamentos sobre os limites entre arte, liberdade de expressão, valores familiares e posicionamentos ideológicos.

O episódio do beijo que provocou polêmica

Em junho de 2022, uma apresentação artística com temática LGBTQIA+ provocou forte repercussão em Primavera do Leste. A encenação incluía a simulação de um beijo entre pessoas do mesmo sexo e gerou críticas de vereadores, que classificaram a apresentação de maneira negativa.

O caso foi noticiado pelo portal Primeira Página em 30 de junho de 2022.

É importante esclarecer um detalhe: segundo a reportagem, a apresentação foi realizada por uma escola particular, e não se tratava de um espetáculo organizado diretamente pela Prefeitura. Portanto, o episódio não pode ser atribuído automaticamente à administração municipal.

Ainda assim, a repercussão revelou como as questões culturais e ideológicas dividiam opiniões na cidade e eram levadas para o debate político.

A pergunta que permanece pertinente é: quem defende liberdade de expressão em determinadas situações está disposto a defender o mesmo princípio quando a manifestação artística contraria suas próprias convicções?

E quem critica a chamada ideologia de esquerda em âmbito nacional mantém os mesmos critérios quando se trata de aliados políticos locais?

O eleitor não pode ter dois pesos e duas medidas

O problema não está em ser de direita, de esquerda ou de qualquer outra corrente política. Cada cidadão tem o direito de defender suas convicções, apoiar candidatos e discordar de manifestações culturais.

O problema começa quando os princípios são utilizados seletivamente.

Se uma pessoa considera determinadas manifestações culturais inadequadas, tem o direito de expressar sua opinião. Mas também precisa estar disposta a avaliar criticamente as decisões e os posicionamentos dos políticos que apoia.

Da mesma forma, quem cobra coerência ideológica do governo federal não deveria abrir mão de fazer as mesmas perguntas aos representantes de sua preferência em Primavera do Leste.

A coerência política não pode ser uma exigência apenas para os adversários.

Flores, obras e disputas ideológicas: o que fica para a população?

Uma gestão pública não pode ser avaliada apenas por eventos, inaugurações, slogans ou imagens bonitas. É preciso observar os resultados, as prioridades administrativas, a aplicação dos recursos públicos e a capacidade de atender às necessidades da população.

Na cultura, isso significa discutir acesso aos espaços públicos, valorização dos artistas locais, transparência nos investimentos e respeito à diversidade de manifestações culturais.

Também significa permitir que a população questione as escolhas da administração sem ser automaticamente rotulada por suas posições políticas ou religiosas.

O debate precisa ser mais amplo do que um beijo em um palco ou uma palavra de ordem nas redes sociais. O cidadão tem o direito de saber quais políticas foram executadas, quanto custaram e quais benefícios trouxeram para a comunidade.

E os eleitores de Léo que gritam “Fora, Lula”?

É aqui que a discussão ganha força política.

Não há contradição automática em alguém criticar Lula e apoiar Leonardo Bortolin. São lideranças diferentes, com trajetórias, propostas e responsabilidades distintas. Um eleitor também pode concordar com um político em determinados assuntos e discordar dele em outros.

Mas, quando o argumento utilizado contra um adversário é ideológico, é legítimo cobrar que os mesmos critérios sejam aplicados aos aliados.

Se o discurso é contra determinadas manifestações culturais, por exemplo, o eleitor pode perguntar como os políticos de sua preferência se posicionaram diante de situações semelhantes. Se a cobrança é por valores familiares, cabe questionar quais políticas públicas efetivamente defendem esses valores. E, quando o argumento é o uso do dinheiro público, a fiscalização deve valer para todos.

Não se trata de defender Lula nem de atacar quem pensa diferente. Trata-se de cobrar coerência de quem faz da ideologia uma bandeira política.

A política precisa de menos slogans e mais coerência

Primavera do Leste precisa de debate sério sobre saúde, educação, infraestrutura, cultura, segurança e aplicação dos recursos públicos. As discussões ideológicas fazem parte da democracia, mas não podem substituir a avaliação concreta dos resultados de uma gestão.

O eleitor não deve entregar um cheque em branco a nenhum político. Nem a um adversário, nem a um aliado.

Quem cobra coerência precisa praticá-la. Quem exige transparência deve aceitar a fiscalização. E quem critica as escolhas de um governo precisa estar disposto a examinar as decisões dos representantes que apoia.

No fim das contas, a pergunta não é apenas quem grita “Fora, Lula”. A pergunta é: quais critérios essa pessoa utiliza para avaliar os políticos em quem acredita?

Porque, em uma democracia, a coerência não se mede pelo volume do grito, mas pela disposição de aplicar os mesmos princípios a todos.

 


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