Primavera do Leste / MT - Sábado, 13 de Junho de 2026

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Vereador Luis Costa ouve reivindicações dos moradores do Bairro Guterres



Da Redação

Os moradores do Bairro Guterres estão na bronca! O motivo é problemas de infraestrutura e manutenção do Bairro. Procurado por alguns moradores, o vereador Luis Costa (PR), esteve na manhã de ontem (14), na comunidade, para verificar as reivindicações e buscar soluções junto aos moradores.

O maior problema de algumas famílias tem sido as faturas dos talões de água. A situação já foi até noticiado pela mídia de nossa cidade, e sem soluções, os moradores continuam com os questionamentos. Só para se ter uma idéia, a Fernanda Lima da Silva, teve sua conta nos dois meses anteriores, com o mesmo valor, sendo R$832 reais. “Fui reclamar com a empresa e eles queriam que eu parcelasse esse valor das duas contas, e ainda disseram que seu eu não pagar, vão cortar a minha água”.

Outra situação apontada pela comunidade é lama que fica empossada nas esquinas e em frente de algumas residências. É só chover que tudo vira lama, é como se tivesse vários buracos nas ruas. Os moradores reclamam que já procuraram a prefeitura, também a empresa e não sabem de quem é a responsabilidade.

Diante das indagações, o vereador Luis Costa, esteve no Escritório da Construtora Égida, que é responsável pela obra do Residencial Guterres e foi recebido pela Luana do Carmo, que representa a Construtora em Primavera do Leste. “A conversa foi muito explicativa. A Luana disse que a Construtora após a entrega do residencial, é responsável por manutenções por um período de cinco anos e diante das reclamações dos moradores, fui informado de como proceder”.  Afirma Luis Costa

O legislador explica que a orientação aos moradores é de que, todas as reivindicações que ocorre é necessário informar a Construtora. “Por exemplo, se o morador tem problema com a conta de água, ele tem que ligar ou mandar um email, ou ir até o escritório da Construtora e relatar o problema que está tendo. Assim, a construtora vai enviar uma equipe técnica que irá verificar se existe um problema de vazamento ou outra situação na residência. Caso haja, a Construtora emite um laudo técnico e o morador tem que ir até a empresa Águas de Primavera, levar o laudo para regularizar a conta de água. Agora caso, não haja nenhum problema com a distribuição de água na residência, é preciso também que o morador vá a empresa Águas de Primavera e comunique, pois é necessário pagar o valor da conta de água de forma justa, então a empresa tem que atender o consumir sim. Caso não a alternativa é a justiça, porque as pessoas não podem ser lesadas de seu direito”. Explana Luis Costa.

Ainda durante a reunião, Luana, a responsável pela construtora informou que outros problemas de infraestrutura como a situação da lama que fica empossada principalmente quando chove, também é uma reclamação que tem que ser registrada pelo telefone, email ou pessoalmente no escritório.

“Todas as reclamações podem ser feitas a construtora, mas caso não esteja dentro da responsabilidade da empresa, a comunidade tem que procurar sim o poder público e as empresas competentes para resolver os problemas, porque o cidadão tem direito sim, de ser atendido e ter seu problema sanado”. Pontua o vereador Luis Costa.

A Construtora Égida atende a comunidade pelo telefone do SAC: (65) 3628-1538 / (65) 9 8475-9008, pelo E-mail: sac@construtoraegida.com.br, ou no escritório que fica na Rua Arapongas, sem número, Bairro Guterres.



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Brasil

Justiça dá prazo de 24 meses para União e Funai demarcarem terra indígena no Nortão


A Justiça Federal em Mato Grosso determinou que a União e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) concluam o processo de demarcação da terra indígena do povo Kajkwakratxi (Tapayuna), na região de Brasnorte e Juara (cerca de 300 quilômetros de Sinop), num prazo de 24 meses. O juiz federal Pablo Kipper Aguilar ordenou ainda o pagamento de R$ 10 milhões em danos morais coletivos e a realização de uma cerimônia pública de pedido de desculpas aos indígenas.

 

Na decisão, o magistrado reconheceu violações de direitos humanos cometidas contra o povo Kajkwakratxi. O juiz mandou a União reunir toda a documentação disponível no Arquivo Nacional sobre violências ocorridas durante o processo de colonização da região do Rio Arinos e a remoção forçada desse povo ao Parque Indígena do Xingu. No processo, os indígenas contaram com o apoio da Defensoria Pública da União (DPU) e do Ministério Público Federal (MPF).

 

O magistrado afastou o argumento da Funai e da União de que o Supremo Tribunal Federal (STF) já estabeleceu prazo de dez anos para a conclusão das demarcações em andamento. Para ele, tal prazo tem natureza administrativa e não impede a atuação da Justiça quando há demora excessiva. “Agradeço a luta coletiva, fico muito feliz, a comunidade fica muito feliz, é uma surpresa”, disse Wetaktxi Tapayuna, presidente da Associação Indígena Tapayuna (AIT), de acordo com mensagem divulgada pela DPU.

 

Ele acrescentou que a comunidade considera a decisão “emocionante”. “É muita alegria ver toda essa trajetória que passamos até chegar nesse ponto tão importante, com relação ao nosso povo, com as gerações que estão lutando pelo território tradicional, para demarcação do território tradicional, com expectativa de viver em cima dos seus parentes que deixaram naquele tempo. Para defender nossa ancestralidade, para viver com a alma dos parentes”, completou Wetaktxi Tapayuna.

 

De acordo com o MPF, os indígenas Kajkwakratxi foram alvo de uma série de violências ao longo do século 20, que resultaram na desestruturação social do grupo. Na década de 1970, eles foram removidos à força, pelo Estado, de seu território tradicional para o Parque Nacional do Xingu.

 

Em seguida, uma Reserva Indígena Tapayuna chegou a ser criada em 1968, mas foi extinta em 1976 sob o argumento de que não haveria indígenas na área. Há indícios, porém, de que até o presente momento existem indígenas da etnia isolada na região de ocupação tradicional.


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