Primavera do Leste / MT - Sexta-Feira, 06 de Novembro de 2026

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política

Vereador Luis Costa percorre regiões de assentamentos e solicita manutenções nas estradas



Da Redação

Desde que iniciou o período chuvoso, os problemas com as estradas que ligam os assentamentos que ficam na região de Primavera do Leste, começaram. São buracos, locais escorregadios, muita lama, e para piorar tem local que a estrada desapareceu. Diante da situação muitos moradores dos assentamentos do Vale Verde, Novo Poxoréu, Furnas do CTG, Tâmil, entre outros, solicitaram apoio do vereador Luis Costa, para verificar in loco as estradas e conseguir com a secretaria de infraestrutura, as manutenções.

“Estive em várias estradas que dão acesso aos assentamentos, e têm locais que as pessoas precisam deixar os veículos parados para irem a pé. As estradas precisam de cascalhamento ou alternativas, porque da forma que está chovendo, em pouco tempo alguns locais irão ficar isolados”. Explica o legislador.

Luis Costa solicitou por meio de ofício e também verbalmente, que a Secretaria de Infraestrutura pudesse fazer um trabalho paliativo nos locais, e há uma semana as máquinas já estão trabalhando em algumas estradas de assentamentos.

“Sabemos que a região pertence à Poxoréu, mas sempre fomos um município parceiro, e sempre nos preocupamos com os moradores destas regiões. Precisamos também atender nossa cidade e infelizmente não temos maquinário suficiente para deixar a disposição da comunidade dos assentamentos, porém vamos agir com cautela e paciência e também solicitar mais apoio da prefeitura de Poxoréu, para que tenha uma equipe de trabalho nestas regiões, principalmente neste período”. Finaliza Luis Costa.

 



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política

Lula cobra economia arrumada e regras claras para atrair investimentos

Declarações ocorreram durante encontro focado na industrialização de minerais críticos e estratégicos


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta quinta-feira (5), que o Brasil precisa ter uma “economia arrumada” para atrair novos investimentos. Durante a reunião do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos, o presidente reeleito no dia 25 de outubro reforçou que o Brasil precisa ter responsabilidade jurídica e fiscal.

Previsibilidade para o mercado

O chefe do Executivo conversou com ministros e autoridades sobre a importância de manter a economia previsível para os mercados, transmitindo segurança necessária para que nações estrangeiras apliquem recursos no país.

“Para a gente atrair [investidores], temos que ter uma economia arrumada. Ninguém vai fazer investimento numa economia desordenada. As pessoas querem saber se nós estamos falando sério”, disse.

Parcerias internacionais

Ao abordar o setor de terras raras e minerais críticos, o presidente ressaltou que o governo busca cooperação mútua com o setor privado e estrangeiro, sem a ambição de centralizar todas as etapas produtivas.

O presidente afirmou que não deseja que o Estado “seja o senhor supremo da exploração, da transformação, da industrialização”.

“Nós queremos construir parceria, precisamos aprender. Precisamos construir com outros países que queiram participar conosco do processo de transformação e exploração dessa riqueza. Se a gente quiser atrair capital, temos que ter seriedade”, disse.

Reconhecimento aos eleitores

Enquanto sinalizava austeridade fiscal aos mercados, o mandatário também celebrou o apoio dos mais de 64 milhões de eleitores que asseguraram seu quarto mandato nas urnas.

“Quem ganhou essa eleição não foi um partido nem um candidato. Quem ganhou essa eleição foi o povo brasileiro que acordou para não permitir que o país caísse num abismo de incerteza”, disse o presidente.

O governante encerrou destacando o compromisso com a população que participou ativamente da campanha nas ruas e redes sociais.

“Precisamos provar ao voto do dia 25 de outubro que valeu a pena o povo brasileiro fazer o que fez nas ruas, nas redes, e os nossos velhinhos que fizeram o sacrifício que fizeram para votar num projeto que pode dar dignidade de decência a esse país chamado Brasil”.


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política

Lula anuncia criação do ministério da segurança pública por medida provisória

Anúncio ocorre dias após o Senado aprovar a PEC da Segurança Pública por 73 votos favoráveis em Brasília


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou, nesta quinta-feira (5), a criação do Ministério da Segurança Pública através de uma Medida Provisória (MP). A medida tem como objetivo principal intensificar o combate às organizações criminosas e ganha força após debates iniciados ainda em fevereiro e amplificados durante o período de campanha eleitoral.

Detalhes do anúncio e articulação política

A declaração foi feita durante uma transmissão ao vivo ao lado do deputado federal André Janones (Rede-MG). Na ocasião, o chefe do Executivo comemorou a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, validada pelo Senado na última terça-feira (3), e destacou os próximos passos do governo.

“Alcolumbre cumpriu com a palavra dele e botou para votar a PEC da Segurança Pública. E foi aprovada por 73 votos. Agora, amanhã já vamos fazer a primeira discussão porque eu vou mandar a Medida Provisória criando o Ministério da Segurança Pública, discutindo dinheiro para a gente investir”.

Foco no combate ao crime organizado

A iniciativa busca dar suporte ao Programa Brasil contra o Crime Organizado, lançado em maio deste ano. Entre as prioridades da nova pasta estão o combate ao tráfico de armas, munições, acessórios e explosivos, a desarticulação financeira de milícias e facções, além do endurecimento da segurança nos presídios.

O planejamento estratégico prevê que o ministério atue na coordenação de políticas nacionais em parceria com governos estaduais e municipais. A meta central é unificar as forças de atuação entre a União, os estados e os municípios para otimizar as operações


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política

Governador anuncia fusão de pastas e diz que irá passar serviços a prefeitos


Na reforma administrativa proposta pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos) consta a fusão de secretarias do governo para reduzir despesas. Conforme o chefe do Executivo estadual, a intenção é deixar que os municípios sejam os responsáveis por levar os serviços públicos aos cidadãos, e não o governo. Apesar da redução, ele garante que não haverá prejuízo à demanda dos mato-grossenses.

“Fechar, não. Nós vamos fazer algumas fusões. Nós vamos diminuir o tamanho da máquina, nós vamos economizar”, afirmou em entrevista coletiva realizada nesta quinta-feira. Pivetta disse que o governo tem “espírito municipalista” e que a ideia é trabalhar ao lado dos gestores municipais, mas reduzir a presença do Estado nas ações da ponta, em serviços como a educação pública, as políticas para a população idosa e a saúde pública, por exemplo.

“Ao invés de ter estrutura aqui [no governo] para fazer o que o município pode fazer e deve fazer, nós vamos diminuir essa estrutura aqui para poder canalizar com facilidade os recursos, fundo a fundo, para os municípios executarem as políticas públicas. É simples assim, não vamos inventar nada”, acrescentou.

Questionado sobre quais outras medidas estão sendo adotadas, o governador afirmou que o deputado estadual Max Russi (Podemos) ficará responsável por apresentar as propostas aos parlamentares no período em que estiver à frente do governo. Pivetta vai ficar dez dias no exterior. A expectativa é que haja um acordo costurado até seu retorno.

“Por uma questão até de praticidade, para não criar polêmica desnecessária, nós combinamos com os deputados que eu vou deixar o resumo do que nós fizemos para o Max, que vai assumir o governo amanhã. E para ele apresentar para os deputados, para que, quando eu voltar, esse assunto, para não ter nenhuma dúvida, para a gente avançar, votar, se o deputado entender que nossas propostas são do interesse da sociedade”, disse Pivetta.

Logo após sua reeleição, o governo exonerou 155 servidores comissionados de pelo menos 14 secretarias ou órgãos públicos.

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política

Seduc e Ministério Público discutem acompanhamento dos planos de educação do Estado e dos municípios de Mato Grosso


A atualização dos planos estadual e municipais de educação para os próximos dez anos foi tema de discussão entre representantes da Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) e do Ministério Público do Estado (MPMT), nesta quinta-feira, em Cuiabá. Entre as prioridades apontadas pela Seduc estão as soluções pedagógicas, a qualificação profissional e a integração curricular entre as redes de ensino.

O encontro ocorreu durante a última reunião do ano do Fórum Intersetorial de Acompanhamento dos Planos de Educação (Fiape 2026). As contribuições para o novo planejamento estão sendo discutidas nas conferências regionais e serão apresentadas na Conferência Estadual de Educação, prevista para este mês.

Aprovado pelo Fórum Estadual de Educação (FEE-MT), o texto-base reúne objetivos, metas e estratégias para orientar as políticas educacionais de Mato Grosso pelos próximos dez anos. O documento trata de temas como alfabetização, aprendizagem, educação inclusiva, formação profissional e valorização dos profissionais da educação.

Organizado pelo MPMT, o encontro reuniu instituições ligadas à educação para discutir a atualização dos planos estadual e municipais. Também foram apresentados indicadores usados para acompanhar o avanço das metas. A apresentação destacou que os planos precisam considerar as diferenças entre os municípios e ser construídos com base em dados, diagnósticos e participação social.

Entidades representativas, movimentos sociais e comunidades também contribuíram com o debate por meio de conferências livres. As propostas elaboradas nesses encontros foram registradas no formulário oficial de escuta social disponibilizado no site oficial da Seduc.

A secretária de Estado de Educação, Flávia Emanuelle Soares, defendeu a atuação conjunta entre Estado e municípios para que o novo plano seja viável e responda às necessidades da educação. Ela também apontou como prioridades as soluções pedagógicas, a qualificação profissional e a integração curricular entre as redes.

“Precisamos atuar em conjunto, olhar os desafios e entender como podemos avançar. Temos que formatar um Plano Estadual de Educação que seja executável e que atenda à demanda da educação como um todo”, afirmou.

O promotor de Justiça Miguel Slhessarenko ressaltou que o acompanhamento frequente permite identificar dificuldades e fazer ajustes para que as metas sejam cumpridas. Para ele, o planejamento também deve priorizar a qualidade do ensino e a aprendizagem dos estudantes.

“Precisamos garantir que os cronogramas sejam cumpridos e que os prazos de monitoramento sejam reduzidos. As intervenções precisam ocorrer mais rapidamente para que as metas sejam cumpridas, adaptadas e constantemente atualizadas”, disse.

Slhessarenko citou ainda a alfabetização na idade certa como uma prioridade. Segundo ele, garantir que as crianças aprendam a ler, escrever e interpretar textos é fundamental para o avanço escolar nas etapas seguintes.

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Brasil

Operação contra fraudes faz 34 prisões em dez estados e no DF


Policiais civis prenderam nesta quinta-feira (5) 34 pessoas suspeitas de participar de uma organização criminosa investigada por fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro. A ação foi coordenada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul e deflagrada em dez estados e no Distrito Federal, com o nome de “Operação Fortuna Reversa”.

Entre os 34 presos, 32 foram por mandados de prisão preventiva, um por flagrante e um por prisão cível. Foram apreendidos cinco veículos, sendo dois automóveis e três motocicletas, telefones celulares, um notebook e 201 gramas de substância com aparência de crack.

Notícias relacionadas:

  • Polícia de SP investiga venda de dados de mortos a funerárias.
  • Operação mira rede ilegal de bets que movimentou R$ 734 milhões.
  • PF faz operação no Rio para conter repasses ilegais de arma a CACs.

Os mandados foram cumpridos simultaneamente em diversas partes do país, com apoio das polícias civis de Goiás, Mato Grosso, Tocantins, Ceará, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Pará, Paraná e Maranhão.

A investigação, conduzida pela Delegacia de Polícia de Itaara, no Rio Grande do Sul, teve início após uma fraude que causou prejuízo superior a R$ 1,2 milhão a uma casa lotérica do município. A operação foi coordenada pela delegada Carla Dolores Castro de Almeida, titular da delegacia gaúcha.

“As medidas cumpridas nesta etapa permitirão o aprofundamento das investigações, a responsabilização dos envolvidos e o desenvolvimento das próximas fases da operação, fortalecendo o combate ao crime organizado em todo o país”, esclareceu a delegada.

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Ocultação de valores

Os investigadores identificaram uma estrutura criminosa com atuação em diferentes estados brasileiros e responsável pela movimentação e ocultação dos valores obtidos ilegalmente.

Ao todo, 41 pessoas são suspeitas de integrar o esquema, que utilizava uma complexa rede de movimentações financeiras para pulverizar os recursos ilícitos, dificultando o rastreamento do dinheiro e a identificação dos beneficiários.

Em razão da abrangência nacional da investigação e da necessidade de cumprimento sincronizado das medidas judiciais, a operação contou com o apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

O órgão foi responsável pela articulação institucional entre as polícias civis envolvidas, garantindo a integração operacional necessária para a execução simultânea das diligências e conferindo maior efetividade às ações.


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Brasil

Equipe da Agência Brasil vence Seleção Petrobras de Jornalismo


O repórter Rafael Cardoso e a fotógrafa Tânia Rêgo estão entre os vencedores da Seleção Petrobras de Jornalismo. Eles receberão uma bolsa para desenvolver reportagem com o tema Ciência e Energias do Futuro.

O resultado da seleção foi divulgado nesta quinta-feira (5).  Ao todo, 14 propostas de reportagens foram contempladas em 12 estados do país. Os jornalistas ou equipes de jornalistas selecionados receberão bolsas no valor de R$ 20 mil reais cada para a produção das reportagens.  

A bolsa permitirá que a equipe desenvolva conteúdos especiais. A proposta selecionada é Quem mantém a luz acesa? Ciência, energia solar e autonomia Baniwa no Rio Negro. 

“O acesso à energia ainda é um desafio para populações periféricas e comunidades mais isoladas dos centros urbanos. E uma das funções da comunicação pública é justamente olhar para lugares e pessoas que podem passar à margem da cobertura da mídia tradicional privada. Nesse sentido, a bolsa de reportagem permite que cheguemos até essas regiões e consigamos dar voz para quem não costuma ser ouvido”, diz Rafael Cardoso. 

“A premiação do Rafael Cardoso e da Tânia Rêgo reafirma o compromisso histórico da EBC com o jornalismo público, investigativo e de profundidade. Levar a cobertura para o interior da Amazônia, dando luz à inovação e à autonomia do povo Baniwa, é a essência da nossa missão: mostrar um Brasil diverso, sustentável e que muitas vezes fica fora da grande mídia privada.”, afirmou a diretora de Jornalismo da EBC, Myrian Pereira.

O tema desta edição, Ciência e Energias do Futuro, incentiva a produção jornalística sobre pesquisa, desenvolvimento e inovação em energia, transição energética justa, novas fontes de energia, combustíveis sustentáveis e outros temas ligados ao setor energético.  

“É uma oportunidade de ampliar a presença da comunicação pública, dar visibilidade a histórias pouco contadas em veículos de imprensa tradicionais e produzir informação de qualidade sobre temas de interesse da sociedade”, diz, Tânia Rêgo. 

Veja a lista completa dos jornalistas selecionados: 

Norte 
Deylon dos Santos Félix (AC), “Energia esquecida: por que o Acre abandonou a pesquisa em biocombustíveis?” – TV Norte (SBT)  
Marly Ramos de Quadros (PA), “A energia do futuro navega pelos rios da Amazônia” – Jornal e Portal O Liberal  
Mauricio Max da Silva Castelo Branco (AM), “Transição energética sobre rios: desafios para eletrificar o transporte fluvial na Amazônia” – BandNews Difusora  

Nordeste 
Andréia da Cunha Vitório e Catalina Leite (CE), “Laboratório Caatinga” – Agência Eco Nordeste  
Camila Gabrielle Oliveira Calzavara, Ana Paula Rocha e Hector Sousa (SE), “Do descarte ao combustível: ciência sergipana transforma resíduos do coco e do camarão em energia limpa” – Mangue Jornalismo  
Karyne Lane Alves Gomes, Révinna Nobre Maia Mourão, Antonio Wandersson Silva Trindade, Maria de Fátima Sudário de Pinho e Manuela Catalina Beltrán Leite (CE), “Terra de urânio: em Santa Quitéria, jaz o futuro da energia sob um solo de incertezas” – O Povo 

Centro-Oeste 
Fernanda Safira Soares Campos (MT), “Depois do sol: a rede elétrica sob pressão no celeiro do agronegócio” – PNB Online  
Tânia Alves Rêgo e Rafael de Carvalho Cardoso (DF), “Quem mantém a luz acesa? Ciência, energia solar e autonomia Baniwa no Rio Negro” – Agência Brasil 
 
Sudeste 
Ana Carolina Silva Vasconcelos e Flora Villela Faria Cardoso Rabello (MG), “Potenciais do desenvolvimento da mineração de Elementos de Terras Raras (ETRs) no Planalto Vulcânico da região de Poços de Caldas” – Brasil de Fato  
Carlos Tautz (RJ), “Brasil pode assumir vanguarda de pesquisas quânticas, liderar processos descarbonização da energia e reduzir a crise climática” – O Eco  
Thiago de Souza Borges (SP), “O sol, o lixo e o povo – Os desafios para escalar soluções locais de energia” – Periferia em Movimento 

Sul 
Bianca Renate Dilly (RS), “Biodigestores em escolas municipais no Rio Grande do Sul: quando a eficiência energética começa em sala de aula” – ABC Mais  
Lavínia dos Santos Machado e Rodrigo Alcântara Davila (RS), “A ciência na emergência: como a crise climática tem impulsionado novas soluções energéticas” – Rádio Comunitária FM e Associação Brasileira de Rádios Comunitárias do RS  
Vinicius Bonato (PR), “Laboratórios do Paraná adiantam a energia do futuro” – CBN Curitiba


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Mundo

Macron sugere coalizão para evitar direita e esquerda radicais nas eleições da França


O presidente francês, Emmanuel Macron, defendeu a criação de uma coalizão política entre centro-esquerda e direita para a eleição presidencial de 2027, segundo a agência de notícias AFP, que ouviu uma fonte próxima ao Palácio do Eliseu. A iniciativa surge em um momento em que lideranças da extrema direita e da esquerda radical lideram as pesquisas de intenção de voto no país.

Impedido pela legislação de buscar um terceiro mandato consecutivo — após assumir o poder em 2017 e romper o tradicional bipartidarismo entre o Partido Socialista e a legenda de direita Os Republicanos –, Macron se recusa a aceitar um eventual duelo no segundo turno entre a ultradireitista Marine Le Pen e o líder da esquerda radical Jean-Luc Mélenchon. Segundo levantamentos recentes, Le Pen sairia vitoriosa nessa eventual corrida.

+ Polícia entra em confronto com manifestantes em Lyon durante novos protestos na França

Estratégia

Para evitar a polarização, o chefe de Estado francês defende uma articulação que se estenda do candidato social-democrata Raphaël Glucksmann ao aspirante de direita liberal David Lisnard, deixando de fora os nomes dos extremos.

Aliados de Macron afirmam que o consenso em torno da defesa da União Europeia, do Estado de direito, da economia de mercado e da rejeição aos radicalismos é mais forte do que as divergências entre essas correntes.

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Essa tentativa de aproximação reflete o cenário de fragmentação da Assembleia Nacional francesa que, desde as eleições legislativas antecipadas de 2024, encontra-se dividida em três blocos (esquerda, centro-direita e extrema-direita), forçando o governo a depender da direita para governar.

+ Macron bane protestos ‘ilegítimos’ e diz que extrema esquerda quer ‘derrubar a república’

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Divisões internas

A construção dessa coalizão, no entanto, enfrenta resistência direta das lideranças citadas: tanto Glucksmann quanto Lisnard já rejeitaram categoricamente qualquer aliança com o “macronismo”.

Além disso, o próprio bloco governista lida com diversas candidaturas à Presidência e com o desgaste da gestão de Macron. O ex-primeiro-ministro Édouard Philippe aparece como o nome mais competitivo da centro-direita, mesmo estando em terceiro lugar nas pesquisas.

No entanto, Philippe não quer disputar as eleições primárias para a escolha de um candidato único, contrariando o pedido de seus adversários internos: o ex-primeiro-ministro Gabriel Attal e o chefe dos republicanos, Bruno Retailleau.

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A articulação eleitoral é dificultada ainda mais pelo momento político de Macron. Conforme pesquisa divulgada pelo instituto Elabe, o presidente atingiu o índice histórico de apenas 13% de confiança, superando a marca de impopularidade estabelecida por seu antecessor, o socialista François Hollande.

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Mundo

Brasil no Mundo analisa eleições nos EUA e geopolítica internacional


A TV Brasil transmite nesta quinta-feira (5), às 22h, o último episódio da temporada do programa Brasil no Mundo. A edição analisa os resultados das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, a emergência de novos perfis de candidatos democratas e os desafios políticos enfrentados pelo presidente Donald Trump em meio à reconfiguração do cenário político norte-americano.

Para contribuir com o debate, os jornalistas Cristina Serra, Jamil Chade e Yan Boechat recebem Eduardo Heleno, doutor em ciência política, jornalista e professor do Instituto de Estudos Estratégicos da Universidade Federal Fluminense (UFF). Heleno é coordenador do MBA em Estudos Estratégicos e Relações Internacionais da instituição, integra o Programa de Pós-Graduação em Estudos Estratégicos da UFF e desenvolve pesquisas sobre democracia, relações internacionais, defesa e política contemporânea.

Notícias relacionadas:

  • Entenda as eleições de meio de mandato do presidente nos EUA.
  • Eleições nos EUA têm vitórias históricas de minorias sub-representadas.
  • Derrota de Trump pode frear política de intervenções na América Latina.

O programa também discute os desdobramentos das guerras no Irã e na Ucrânia, as tensões sociais e políticas na Europa, agravadas por ataques cibernéticos à infraestrutura civil, e o impasse na escolha do novo secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A atração ainda aborda a estratégia do governo Lula de diversificar as relações comerciais na Ásia, reduzir a dependência da China e redefinir o diálogo com os Estados Unidos diante das mudanças políticas em curso nos dois países.

Sobre a produção

O Brasil no Mundo se dedica a discutir, com profundidade e clareza, os grandes acontecimentos internacionais que moldam a política, a economia e a vida cotidiana. Conduzido por Cristina Serra, Jamil Chade e Yan Boechat, o programa combina análises de contexto, explicações acessíveis e entrevistas com especialistas que ajudam a iluminar os reflexos do cenário global no Brasil.

Cristina Serra atua como jornalista há cerca de 40 anos, tendo trabalhado na Globo por 26 anos, incluindo o período em que foi correspondente em Nova York. Jamil Chade trabalha há duas décadas como correspondente internacional em Genebra e colaborou com veículos como BBC, CNN e The Guardian. Já Yan Boechat cobre conflitos internacionais há mais de 20 anos e realizou reportagens em diversas regiões do mundo, como África, Oriente Médio, Rússia e América Latina.

O programa já recebeu personalidades como a ministra Marina Silva; o embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30; o geógrafo Elias Jabbour; e a economista Juliana Furno.

Ao vivo e on demand

Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Sintonize: https://tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar. 

Seus programas favoritos estão no TV Brasil Play, pelo site http://tvbrasilplay.com.br ou por aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV: https://tvbrasil.ebc.com.br/webtv.

Serviço

Brasil no Mundo – quintas-feiras, às 22h, na TV Brasil (com reprise na madrugada).

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Mundo

Derrota de Trump coloca em xeque relação histórica dos EUA com Israel


A derrota histórica dos republicanos na eleição de meio de mandato do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, colocou em xeque a sólida relação entre o país norte-americano e Israel, que vem sendo alvo de críticas internas nos últimos anos.

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou que a relação do país com Israel foi um dos quatro principais motivos apontados por consultor de confiança que fizeram o partido Republicano perder as maiorias na Câmara e no Senado para os Democratas.  

Notícias relacionadas:

  • Presidente do Paraguai renuncia em meio à crise bancária; vice assume.
  • Extrema-direita europeia se distancia de Trump .
  • Polícia entra em conflito com manifestantes na cidade francesa de Lyon.

No dia da eleição, o presidente Trump anunciou, para surpresa dos aliados em Israel, o fim da ajuda militar ao país estimada em US$ 3,8 bilhões, ao ano, prevista anteriormente para continuar até 2028.

O professor de relações internacionais da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Bruno Huberman avalia que a decisão de Trump de suspender o repasse é resultado de uma mudança nas relações bilaterais entre Washington e Tel Aviv.

São Paulo (SP), 26/06/2025 - O professor de relações internacionais Bruno Huberman é entrevistado por Leandro Demori no programa Dando a Real com Demori na TV Brasil. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Bruno Huberman avalia que a decisão de Trump de suspender repasse é resultado de mudança nas relações bilaterais entre Washington e Tel Aviv – Rovena Rosa/Agência Brasil

“Essa ajuda militar foi muito criticada. Os EUA fornecem ajudar militar para Israel desde o governo de John Kennedy (1961-1963). No primeiro governo Trump (2016-2020), essa ajuda se expandiu de forma muito agressiva”, contou o coordenador do Observatório de Conflitos do Oriente Médio.  

A organização não governamental Conselho de Relações Exteriores, sediada nos EUA, afirma que Israel é “há muito tempo, o principal beneficiário da ajuda externa dos EUA, incluindo assistência militar”.

A instituição calcula que, desde a fundação de Israel, em 1947, o país recebeu dos EUA mais de US$ 300 bilhões até 2025. Desse total, US$ 224 bilhões são de assistência militar, mais que o dobro que o segundo colocado, Afeganistão, com US$ 113 bilhões.

O pesquisador do Grupo de Estudos de Conflitos Internacionais (GECI) da PUC-SP Bruno Huberman destacou que presidente democrata Joe Biden (2020-2024) manteve o nível de ajuda no contexto da guerra na Faixa de Gaza, classificada por especialistas como um genocídio. Esse apoio motivou uma onda de manifestações contrárias em universidades dos EUA em 2024.

“É uma ajuda sem qualquer contrapartida de Israel. O fato de Israel usar esses recursos para comprar armas fabricadas pelas corporações americanas foi muito criticado pela esquerda do Partido Democrata durante a eleição, embora, no poder, os democratas não fizeram nada muito diferente”, destacou Huberman.

Israel em pauta

As eleições nos EUA foram marcadas pela vitória do primeiro mulçumano para o Senado dos EUA, Abdul El-Sayed, pelo estado de Michigan, que fez campanha criticando os gastos do país com ajuda militar a Israel.

“Tentam rotular você como alguém cheio de ódio se você acredita que crianças palestinas deveriam poder crescer na terra de seus antepassados sem serem assassinadas com o dinheiro dos nossos impostos”, afirmou o senador eleito.

O professor da PUC de Minas Danny Zahreddine, especialista em conflitos no Oriente Médio, avalia que o anúncio de Trump de suspender a ajuda militar à Israel foi uma tentativa de impedir a vitória de El-Sayed para o Senado pelo Michigan.

“A relação dos EUA com Israel traz hoje para o público americano um desconforto. Historicamente, o imaginário do mundo americano sempre foi muito favorável a essa relação. Isso começou a se desgastar com o genocídio em Gaza. Essa mudança começa em Gaza”, explicou.

Custo político

O diretor-executivo da Brazil Office Alliance, organização que conecta pesquisadores brasileiros que atuam nos EUA, Paulo Abraão argumentou à Agência Brasil que a Casa Branca reconheceu o custo político da aliança com Israel.

“Eu não diria que isso significa necessariamente o enfraquecimento da aliança estratégica entre os dois países, mas sim uma mudança relevante nas condições políticas de sua sustentação”, comentou.

Belo Horizonte (MG), 27/03/2026 - Danny Zahreddine, diretor do Instituto de Ciências Sociais da PUC Minas. Foto: Agência Pública/Divulgação

Danny Zahreddine aponta que o apoio à Israel deixou de ser um consenso bipartidário nos EUA – Agência Pública/Divulgação

Para o analista, o apoio à Israel deixou de ser um consenso bipartidário nos EUA, de democratas e republicanos, e passou a produzir divisões eleitorais, geracionais e ideológicas.

“Acho que o mais interessante é que a eleição demonstrou que a política externa americana no Oriente Médio também pode ser cobrada nas urnas”, concluiu.

Ainda durante a eleição dessa terça, a cidade de Providence, em Rhode Island, aprovou, com cerca de 75% dos votos, uma medida que força a cidade a acabar com os investimentos em “países estrangeiros que conduzem limpeza étnica, apartheid, ocupação militar ilegal ou genocídio”.

Apesar de não citar Israel, a iniciativa foi apresentada pela Coalizão Providence Pela Palestina, contando com apoio do prefeito democrata local, David Morales.

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Israel 

Em resposta ao comentário do vice-presidente DJ Vance, dos EUA, o presidente de Israel, Isaac Herzog, reconheceu que existe um sentimento anti-Israel nos EUA. 

“Esses são sentimentos que estão no ar em nosso grande amigo e aliado”, acrescentando que Israel sempre “se esforçou ao máximo para ser bipartidário”, buscando apoio tanto dos democratas, quanto dos republicanos, informou o jornal The Times of Israel. 

O representante do país do Oriente Médio na ONU, Danny Danon, rejeitou a análise de Vance que responsabilizou as relações com Israel pela derrota nas eleições de meio de mandato. 

“É muito fácil culpar Israel por tudo, mas não é esse o caso”, disse, acrescentando que é preciso “prestar atenção” às vozes críticas à Israel dentro dos EUA. O comentário do diplomata foi em entrevista a emissora i24News.


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Agro

Juros futuros caem, mas curva ganha inclinação após comunicado do Copom


Os juros futuros intensificaram a queda ao longo da tarde desta quinta-feira (5), em meio à melhora parcial do cenário externo e à acomodação dos ganhos do petróleo. O movimento foi mais forte nos contratos de curto prazo do que nos de vencimento mais longo, o que levou a um leve aumento da inclinação da curva a termo. No mercado, a avaliação foi de que o comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) afastou, no curto prazo, a hipótese de alta da Selic.

No fechamento, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2028 caiu de 14,433% no ajuste anterior para 14,310%. O DI para janeiro de 2029 recuou de 14,834% para 14,680%, enquanto o DI para janeiro de 2031 passou de 15,06% para 14,935%.

Após manter a Selic em 13,75%, o Copom evitou sinalizar de forma explícita os próximos passos da política monetária. Ainda assim, a menção à desaceleração mais significativa do nível de atividade e ao caráter “substancialmente contracionista” do juro básico foi interpretada pelo mercado como um tom mais brando.

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Segundo essa leitura, o Banco Central não indicou disposição de elevar a Selic no curto prazo. Ao mesmo tempo, a precificação de juros mais altos à frente foi mantida, em um ambiente ainda marcado pelo prêmio de risco fiscal.

Um trader ouvido pela Broadcast afirmou que esses trechos deixaram a curva com formato mais “empinado”. Na mesma direção, o economista-chefe do banco Bmg, Flávio Serrano, avaliou que o alívio vindo do petróleo retirou a urgência de alta de juros, mas a preocupação com o quadro fiscal doméstico preservou a inclinação da curva.

No fim da tarde, a precificação indicava cerca de 70% de chance de manutenção da Selic em dezembro, ante 30% de probabilidade de alta de 25 pontos-base. Para as reuniões de janeiro e março de 2027, as chances de alta subiam para 80% e 90%, respectivamente. A taxa terminal do próximo ano estava em 15%, segundo cálculos do Bmg.

A reunião do presidente Lula com ministros, ex-ministros e economistas nesta quinta-feira (5) não alterou o comportamento dos ativos domésticos. No mercado, a percepção foi de que a curva de juros seguiu respondendo principalmente à leitura do comunicado do Copom, ao movimento do petróleo e à permanência do prêmio de risco fiscal nos vencimentos mais longos.

Fonte: Estadão Conteúdo


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