Primavera do Leste / MT - Sábado, 13 de Junho de 2026

HOME / NOTÍCIAS

política

Vereador Luis Costa percorre regiões de assentamentos e solicita manutenções nas estradas



Da Redação

Desde que iniciou o período chuvoso, os problemas com as estradas que ligam os assentamentos que ficam na região de Primavera do Leste, começaram. São buracos, locais escorregadios, muita lama, e para piorar tem local que a estrada desapareceu. Diante da situação muitos moradores dos assentamentos do Vale Verde, Novo Poxoréu, Furnas do CTG, Tâmil, entre outros, solicitaram apoio do vereador Luis Costa, para verificar in loco as estradas e conseguir com a secretaria de infraestrutura, as manutenções.

“Estive em várias estradas que dão acesso aos assentamentos, e têm locais que as pessoas precisam deixar os veículos parados para irem a pé. As estradas precisam de cascalhamento ou alternativas, porque da forma que está chovendo, em pouco tempo alguns locais irão ficar isolados”. Explica o legislador.

Luis Costa solicitou por meio de ofício e também verbalmente, que a Secretaria de Infraestrutura pudesse fazer um trabalho paliativo nos locais, e há uma semana as máquinas já estão trabalhando em algumas estradas de assentamentos.

“Sabemos que a região pertence à Poxoréu, mas sempre fomos um município parceiro, e sempre nos preocupamos com os moradores destas regiões. Precisamos também atender nossa cidade e infelizmente não temos maquinário suficiente para deixar a disposição da comunidade dos assentamentos, porém vamos agir com cautela e paciência e também solicitar mais apoio da prefeitura de Poxoréu, para que tenha uma equipe de trabalho nestas regiões, principalmente neste período”. Finaliza Luis Costa.

 



COMENTÁRIOS

0 Comentários

Deixe o seu comentário!





*

HOME / NOTÍCIAS

Brasil

Justiça dá prazo de 24 meses para União e Funai demarcarem terra indígena no Nortão


A Justiça Federal em Mato Grosso determinou que a União e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) concluam o processo de demarcação da terra indígena do povo Kajkwakratxi (Tapayuna), na região de Brasnorte e Juara (cerca de 300 quilômetros de Sinop), num prazo de 24 meses. O juiz federal Pablo Kipper Aguilar ordenou ainda o pagamento de R$ 10 milhões em danos morais coletivos e a realização de uma cerimônia pública de pedido de desculpas aos indígenas.

 

Na decisão, o magistrado reconheceu violações de direitos humanos cometidas contra o povo Kajkwakratxi. O juiz mandou a União reunir toda a documentação disponível no Arquivo Nacional sobre violências ocorridas durante o processo de colonização da região do Rio Arinos e a remoção forçada desse povo ao Parque Indígena do Xingu. No processo, os indígenas contaram com o apoio da Defensoria Pública da União (DPU) e do Ministério Público Federal (MPF).

 

O magistrado afastou o argumento da Funai e da União de que o Supremo Tribunal Federal (STF) já estabeleceu prazo de dez anos para a conclusão das demarcações em andamento. Para ele, tal prazo tem natureza administrativa e não impede a atuação da Justiça quando há demora excessiva. “Agradeço a luta coletiva, fico muito feliz, a comunidade fica muito feliz, é uma surpresa”, disse Wetaktxi Tapayuna, presidente da Associação Indígena Tapayuna (AIT), de acordo com mensagem divulgada pela DPU.

 

Ele acrescentou que a comunidade considera a decisão “emocionante”. “É muita alegria ver toda essa trajetória que passamos até chegar nesse ponto tão importante, com relação ao nosso povo, com as gerações que estão lutando pelo território tradicional, para demarcação do território tradicional, com expectativa de viver em cima dos seus parentes que deixaram naquele tempo. Para defender nossa ancestralidade, para viver com a alma dos parentes”, completou Wetaktxi Tapayuna.

 

De acordo com o MPF, os indígenas Kajkwakratxi foram alvo de uma série de violências ao longo do século 20, que resultaram na desestruturação social do grupo. Na década de 1970, eles foram removidos à força, pelo Estado, de seu território tradicional para o Parque Nacional do Xingu.

 

Em seguida, uma Reserva Indígena Tapayuna chegou a ser criada em 1968, mas foi extinta em 1976 sob o argumento de que não haveria indígenas na área. Há indícios, porém, de que até o presente momento existem indígenas da etnia isolada na região de ocupação tradicional.


Antenado News