Primavera do Leste / MT - Segunda-Feira, 15 de Junho de 2026

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Vereador Luis Costa solicita obras de escoamento de água para o bairro COHAB Jaime Campos



Da Redação

A reclamação dos moradores do Bairro COHAB Jaime Campos, não é de hoje. Sempre que chove muito a ladainha é a mesma, a água empossa as ruas, e sem ter para onde escorrer, entra em algumas residenciais. Esse problemão tem causado dor de cabeça há anos, para a comunidade.

Recentemente alguns moradores chamaram o vereador Luis Costa (PR) para verificar in loco a situação que fica as ruas e as residências com o alagamento. “Eu estive com moradores do Bairro COHAB Jaime Campos e por lá a situação está difícil porque a água não tem para onde escorrer. Quando foi feito o bairro, deixaram uma rua do bairro Novo Horizonte desaguar em frente as residências da COHAB,  e assim os moradores tem perdido até móveis com essa situação. Não dá mais para adiar, eu sei que para resolver o problema precisa de recursos, mas precisamos de uma obra urgente no local”. Explica o vereador Luis Costa.

De acordo com o vereador, os moradores têm usado as redes sociais, para denunciar o problema. Em várias postagens Luis Costa foi marcado, e já solicitou por meio de indicações e ofícios que o problema seja sanado.

Outra situação que o legislador apontou durante sua fala na última sessão, 4,  que foi também denúncia de vários moradores do bairro Primavera III, é o problema com um bueiro que fica na baixada do bairro, em que a concessionária Águas de Primavera, vem desaguando no córrego. “Os moradores que moram na região do Primavera III e no buritis e que passam pelo bueiro todos os dias para trabalhar, reclamaram que o cheio está horrível. Vou levar para prefeitura, para a SEMA, em todos os órgãos competentes para que a empresa possa cumprir o serviço de forma correta”. Pontua o vereador.

ESPECIALIDADES NA SAÚDE

A saúde pública também foi comentada por Luis Costa, em que, recentemente, disseram que vários moradores de bairros diferentes questionaram a falta de especialistas, principalmente médicos pediatras. “Falaram-me que algumas especialidades médicas estão faltando no SUS, preciso saber até quando? Se já contrataram? Porque o povo que precisa de atendimento, não espera não. Eu digo aqui, que não importa o prefeito, que irei continuar cobrando e lutando por melhorias para o povo. Eu quero é que o cidadão seja do bairro São Cristovão, do São José, seja qual for o bairro, seja atendido, e preciso de prazo, quando?”. Finaliza o legislador.



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Polícia

TJMT suspende prisão de suposta mandante do assassinato de Roberto Zampieri


O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) suspendeu, em decisão liminar proferida na manhã deste domingo (14), o mandado de prisão preventiva expedido contra Elenice Ballarotti Laurindo. Conforme noticiado durante a manhã, Elenice e seu marido, Aníbal Manoel Laurindo, foram apontados pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) como os mandantes do assassinato do advogado Roberto Zampieri, crime motivado por uma disputa de terras avaliada em R$ 100 milhões.

A ordem de prisão contra Elenice havia sido decretada na última semana pela 12ª Vara Criminal de Cuiabá, ao receber a denúncia que transformou nove pessoas em réus. No entanto, ao analisar o habeas corpus impetrado pela defesa, o desembargador plantonista Gilberto Giraldelli deferiu parcialmente a liminar para sobrestar os efeitos da prisão até o julgamento definitivo do recurso pelo colegiado.

 

Ao fundamentar a decisão de urgência, o magistrado reconheceu que a denúncia traz indícios individualizados contra a acusada, como quebras de sigilo bancário indicando saques vultosos e depósitos em contas vinculadas aos executores, o que afasta a tese defensiva de que ela estaria sendo processada “apenas por ser esposa” de Aníbal.

 

Contudo, Giraldelli ponderou que a prisão preventiva é uma medida de caráter excepcional, especialmente diante da idade da ré, que tem 69 anos. Para o desembargador, em uma análise preliminar, não ficou demonstrado o risco atual que justificasse o encarceramento imediato.

“Não se extrai com facilidade da decisão objurgada qualquer conduta recente que indique objetivamente reiteração delitiva, tentativa de interferência na persecução penal, intimidação de testemunhas ou risco concreto à efetividade da aplicação da lei penal”, anotou o magistrado, lembrando que Elenice permaneceu em liberdade por mais de dois anos e meio desde o homicídio, ocorrido em dezembro de 2023.

A defesa de Elenice, conduzida pelo advogado Huendel Rolim Wender, pleiteou prioritariamente que, caso a prisão fosse mantida, ela fosse convertida em regime domiciliar por razões humanitárias.

Segundo os autos, o genro de Elenice sofre de uma neoplasia cerebral grave e tem viagem marcada para esta segunda-feira (15) rumo aos Estados Unidos para tratamento médico especializado. Com Aníbal Laurindo preso desde maio de 2025 no âmbito da Operação Sisamnes do Supremo Tribunal Federal (STF), Elenice alegou ser a única rede de apoio de sua filha, que ficará sozinha em Cuiabá cuidando de quatro filhos pequenos, de 2, 3, 7 e 10 anos.

O desembargador, no entanto, não conheceu deste pedido específico. Ele explicou que a questão humanitária e a documentação médica não foram apresentadas previamente ao juízo de primeira instância. Decidir sobre isso diretamente no Tribunal configuraria supressão de instância. Com a suspensão do mandado de prisão principal, contudo, a ré permanece em liberdade.

Próximos passos

Com a concessão parcial da liminar, o Tribunal de Justiça expediu uma ordem urgente à 12ª Vara Criminal de Cuiabá para obstar o cumprimento do mandado de prisão. Encerrado o plantão do final de semana, o processo será distribuído formalmente a um relator originário, que colherá informações detalhadas do juiz de piso e dará o andamento final ao julgamento do mérito do habeas corpus.

Procurada, a defesa de Elenice Ballarotti Laurindo informou que não emitirá novas declarações públicas em virtude do segredo de justiça que recai sobre os desdobramentos do caso. O assassinato de Roberto Zampieri, executado com 12 tiros quando saía de seu escritório no bairro Bosque da Saúde, segue como um dos casos mais complexos do cenário policial e jurídico de Mato Grosso.


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