Primavera do Leste / MT - Sexta-Feira, 01 de Maio de 2026

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Vereador Luis Costa solicitará aumento de servidores nos Correios de Pva



A falta de servidores dos Correios de Primavera do Leste tem prejudicado a população, que recebe correspondências com atraso. Esse tema foi levantado em tribuna pelo vereador Luis Costa (PR) que afirmou encaminhar ao Ministério Público (MP) essa demanda existente no município. “Tenho recebido reclamações diariamente sobre esse problema que não tem previsão para acabar e gera grandes transtornos aos cidadãos. Correspondências que são consideradas simples, como fatura, não tem sido entregue aos remetentes, o que acaba prejudicando essas pessoas”, salientou.

O parlamentar também pediu uma atenção especial ao Executivo Municipal em relação a nomeação de um responsável pela Defesa Civil. “Passamos por situação que exige essa proteção civil, mas estamos sem essa segurança em nosso município, que é importante nas ações preventivas, de socorro, assistenciais e também preservar o moral da população e restabelecer a normalidade social”, afirmou.

Além da estruturação da Defesa Civil, Luis Costa solicitou limpezas de terrenos baldios nos bairros Primavera III, Buritis e Bela Vista. Conforme ele, a falta de manutenção tem gerado uma preocupação na população relacionada ao aumento de animais peçonhentos.

Fonte: Assessoria Câmara Municipal



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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