Vereador Luis Costa sugere à prefeitura a contratação de mais servidores para o administrativo das unidades de saúde
Da Redação
Em visita há alguns postos de saúde de nossa cidade, o vereador Luis Costa (PR) foi questionado pela população por quais motivos está faltando servidores para trabalharem no administrativo dos postos de Estratégia da Saúde da Família (ESF). A indagação da comunidade foi questionada pelo vereador durante a última sessão ordinária (14).
“Gostaria de saber da Secretaria de Saúde, por meio da Prefeitura Municipal, o motivo de estar faltando servidores para o administrativo de vários postos de saúde. Quero saber também se já está sendo providenciado por meio de seletivo ou contratação, porque quem sofre com a falta de informação e que afeta a gestão da unidade de saúde, são os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS)”. Explica Luis Costa.
O legislador disse ainda que, têm acompanhado a saúde de nosso município, em visitas aos postinhos e também a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), e tem visto que a maioria dos servidores realiza um atendimento de excelente qualidade. No entanto, Luis Costa questiona que alguns setores têm servidores que precisam atender melhor o cidadão.
“Eu peço para que a prefeitura possa desenvolver mais projetos, ações para humanizar nosso atendimento. São várias situações relatadas pelos nossos pacientes, causando assim, desconforto. Além de um atendimento humanizado, vamos resolver o problema com a falta de servidores no administrativo, principalmente no ESF do Primavera III, em que a demanda por lá, é enorme”. Esclarece o legislador.
Ainda falando de saúde, Luis Costa faz outra fala voltada para o líder do prefeito na Câmara Municipal, Manuel Mazutti (MDB), dizendo que, os trabalhadores do município que atuam na zona rural, estão fazendo viagens sem um quite de primeiro socorros.
“Alguns servidores que trabalham na zona rural, pelo nosso município, me procuraram para dizer o quanto é necessário andar com um quite de primeiro socorros, seja um medicamento simples para dor de cabeça, ou para ferida exposta, ou ainda para um corte, febre, entre outros. O vereador Carlos Araújo (PP), já mencionou essa necessidade aqui nesta tribuna, mas o problema até hoje não foi regularizado. Então eu espero que esses quites cheguem a nossos servidores o mais rápido possível, porque trabalhar na zona rural, nas estradas, não é fácil e ainda sem nenhuma assistência, fica difícil”. Conta o vereador.
Eleição nos EUA define futuro político de Donald Trump nesta terça
Cerca de 210 milhões de eleitores decidem a composição do Congresso e o destino das políticas internas e externas do governo republicano.
A democracia estadunidense vive um momento decisivo nesta terça-feira (3), quando aproximadamente 210 milhões de eleitores comparecem às urnas. O pleito definirá a renovação total da Câmara dos Representantes, 35 cadeiras do Senado e o comando de governos em 36 estados. O resultado é visto como um termômetro para o futuro de Donald Trump na Casa Branca, uma vez que a possível ascensão democrata ao controle do Legislativo pode limitar drasticamente o poder do presidente.
O impacto do controle do Legislativo
Atualmente, a maioria republicana nas duas casas legislativas garante a Donald Trump uma margem de manobra confortável. No entanto, o cenário atual é de incerteza, com pesquisas indicando um crescimento da oposição, impulsionado pelo aumento do custo de vida e pelo descontentamento com a política externa, especialmente após o início da guerra contra o Irã, que elevou o preço dos combustíveis. Segundo a média de pesquisas do The New York Times, o índice de desaprovação de Trump atingiu 61%.
Paulo Abraão, diretor-executivo da Brazil Office Alliance, analisa que a configuração do próximo Congresso determinará o grau de fiscalização sobre o Executivo. “Se a oposição conquistar uma das Casas, poderá ampliar investigações, exigir explicações do governo e dificultar sua agenda legislativa. O controle da Câmara é particularmente relevante para a fiscalização”, explicou à Agência Brasil.
Poder de nomeação e agenda política
A manutenção ou perda do controle do Senado é um dos pontos mais críticos do processo. De acordo com Abraão, o domínio dessa casa legislativa é essencial para o presidente, pois confere autoridade para confirmar ou rejeitar juízes e integrantes do alto escalão do governo. “Se os republicanos mantiverem as duas Casas, Trump terá condições políticas mais favoráveis para avançar sua agenda, embora isso não elimine divergências dentro do próprio partido”, completou o diretor da Brazil Office Alliance.
Relações com o Brasil e investigações
O resultado das urnas terá desdobramentos diretos nas tensas relações entre Washington e o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Parlamentares democratas já demonstram disposição para intensificar o escrutínio sobre possíveis interferências de Trump na política interna brasileira. A preocupação central envolve o uso de recursos e instrumentos estatais americanos para favorecer grupos políticos específicos, incluindo denúncias relacionadas à atuação da Meta em eleições brasileiras.
Sobre esse possível cenário, o professor de direito Paulo Abraão detalha: “Parlamentares democratas já vêm cobrando explicações [sobre supostas interferências de Trump no Brasil]. O ponto central seria esclarecer se instrumentos do Estado americano foram utilizados para favorecer um grupo político estrangeiro, por quais razões e sob quais fundamentos”.
O especialista reforça que a mudança na correlação de forças pode elevar o tom das cobranças atuais. “Uma mudança no controle do Congresso pode transformar cobranças, hoje expressas em cartas, em investigações com maior capacidade de produzir provas e exigir respostas. Isso não é automático, depende das prioridades da nova maioria e pode enfrentar resistência e disputas judiciais”, finalizou o também professor de direito Paulo Abraão.
Enquanto a campanha segue, o clima de desconfiança permanece. Questionado sobre a integridade do processo eleitoral, Donald Trump declarou que respeitaria o resultado “se forem eleições honestas”, repetindo o tom de dúvida que marcou o pleito de 2020.
Corrida Outubro Rosa e Novembro Azul agita Lucas do Rio Verde
Evento esportivo de 7 km reforçou a prevenção de doenças e atraiu competidores de várias cidades da região para o Mato Grosso.
A cidade de Lucas do Rio Verde foi palco, neste domingo, da Corrida Outubro Rosa e Novembro Azul, evento que uniu performance esportiva e um alerta fundamental sobre a saúde preventiva. Com largada pontualmente às 18h na avenida Beira Mata, os competidores percorreram um trajeto de 7 quilômetros em um clima de superação.
Tradição e saúde no calendário municipal
Além de promover o bem-estar físico, a prova já é um marco no calendário de eventos do município. O objetivo central é utilizar o esporte como ferramenta de conscientização para as campanhas de prevenção ao câncer de mama e de próstata, incentivando a população a priorizar o autocuidado.
Sobre o sucesso da iniciativa, o secretário de Esporte e Lazer, André de Matto, comentou: “É muito gratificante ver como as corridas de rua conquistaram espaço em Lucas do Rio Verde. Hoje, temos eventos que já fazem parte da tradição esportiva da nossa cidade, reunindo pessoas de diferentes idades e municípios. A Corrida Outubro Rosa e Novembro Azul também carrega uma mensagem muito importante, que é o cuidado com a saúde. Nosso objetivo é continuar incentivando a população a praticar atividades físicas e participar dessas iniciativas”.
Resultados e o desafio das pistas
A disputa masculina foi dominada pelo atleta João Brenno, representante de Cuiabá, que cruzou a linha de chegada com o tempo de 22 minutos e 11 segundos. O corredor ressaltou que o trajeto exigiu preparo técnico devido às elevações encontradas. “Havia alguns desafios durante a corrida, principalmente por conta das muitas subidas, mas mantive a confiança no meu treinamento e consegui”, pontuou.
No pódio feminino, Antônia de Willian garantiu o lugar mais alto ao completar o percurso em 26 minutos e 47 segundos. A vencedora destacou o alto nível técnico das adversárias que vieram de fora do município. “A corrida foi desafiadora, principalmente porque tivemos atletas também preparadas, o que tornou a disputa ainda mais forte, mas consegui manter meu ritmo, superar as dificuldades e conquistar o primeiro lugar. É uma alegria muito grande alcançar esse resultado”, destacou Antônia.
Próximos eventos esportivos
O calendário esportivo de Lucas do Rio Verde mantém o ritmo acelerado nas próximas semanas. Entre os dias 4 e 6 de novembro, o município sedia o Supera-se, com uma maratona de 36 horas de atividades que incluem ciclismo, caminhada e corrida. Para fechar o mês, no dia 29, a cidade recebe a Corrida da Primavera, consolidando o município como um polo regional para o atletismo de rua.
PEC da Segurança Pública vai a votação no Senado na próxima terça
Proposta estabelece penas severas para líderes de facções e cria um novo modelo de cooperação entre União, estados e municípios.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), agendou para a próxima terça-feira (3) a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18 de 2025, amplamente conhecida como PEC da Segurança Pública. A matéria, que é uma das principais apostas do governo federal para o enfrentamento ao crime organizado, já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e passou pelo crivo da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em outubro.
Mudanças estruturais no combate ao crime
A proposta do Executivo busca reformular o Artigo 144 da Constituição, constitucionalizando o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP). A ideia central é que a segurança seja exercida “em regime de cooperação federativa” e “por meio da atuação integrada e descentralizada” entre as forças de segurança. O texto define que: “Art. 144-A. Os órgãos de segurança pública articular-se-ão em regime de cooperação federativa, por meio do Sistema Único de Segurança Pública, destinado a assegurar a eficiência da prevenção, da persecução e da execução penal”.
Regras mais rígidas para lideranças criminosas
Um dos pilares da PEC é o endurecimento das penas para chefes de milícias e facções criminosas. O projeto veda ou restringe a progressão de regime para essas lideranças, que deverão cumprir suas penas obrigatoriamente em presídios de segurança máxima. Além disso, a iniciativa prevê o combate ao patrimônio derivado de atividades ilícitas, a responsabilização de empresas envolvidas com o crime e mecanismos de proteção para denunciantes e seus familiares.
Novas atribuições para estados e municípios
O texto traz inovações significativas, como a possibilidade de criação de polícias municipais de natureza civil. Estas corporações, focadas no policiamento ostensivo e comunitário, estarão sujeitas ao controle externo do Ministério Público. Adicionalmente, a PEC amplia as competências da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e institui o Sistema de Políticas Penais, que gerenciará o sistema prisional nacional com atuação conjunta entre os entes federativos.
Financiamento e o papel do Fundo Social
Para viabilizar as ações, a proposta determina que 50% dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) sejam repassados aos estados e municípios. Sobre o impacto financeiro, o relator da PEC na CCJ, senador Rogério Carvalho (PT-SE), afirmou: “As regras de financiamento fortalecem o FNSP e o Funpen, criam vinculações e blindagens orçamentárias e garantem repasses obrigatórios. Essas medidas aumentam a previsibilidade financeira, garantindo a perenidade das ações policiais”.
Além disso, 10% do superávit do Fundo Social, oriundo do pré-sal, deverão ser destinados à segurança, “reforçando o financiamento contínuo das políticas nacionais de segurança pública e execução penal”. Vale destacar que, com a promulgação da emenda, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva planeja a criação de um ministério específico para a pasta.
Violência política atinge estudantes e crianças após eleições
Casos de intolerância em escolas e humilhações públicas ganham as redes sociais e geram onda de solidariedade em todo o país.
O cenário eleitoral brasileiro tem sido marcado por uma onda preocupante de hostilidades no ambiente escolar e contra menores de idade. Relatos de agressões físicas, verbais e perseguições motivadas por divergências políticas surgiram em diversas regiões, expondo a tensão que tomou conta do cotidiano de estudantes e crianças após o pleito.
Agressões em ambientes escolares
Em Itajaí, Santa Catarina, um registro gravado por estudantes expôs o momento em que dois alunos, de 15 anos, utilizaram a bandeira nacional como vestimenta para atacar colegas que trajavam roupas vermelhas. De acordo com a autora da filmagem, os jovens não apenas agrediram fisicamente os outros alunos, mas também proferiram ofensas verbais, inclusive atacando o programa Bolsa Família.
Situação semelhante ocorreu no Distrito Federal, onde um adolescente de 16 anos precisou mudar de instituição de ensino após sofrer perseguição sistemática por ter declarado apoio a Flávio Bolsonaro. Já em Minas Gerais, alunos de medicina do Instituto Master de Ensino Presidente Antônio Carlos (Imepac), em Araguari, ofenderam colegas bolsistas que votaram em Luiz Inácio Lula da Silva, além de menosprezarem estudantes que comercializam produtos para complementar a renda.
Em resposta ao episódio, o Imepac publicou um comunicado oficial declarando que repudia “qualquer manifestação de intolerância ou discriminação, seja por convicções políticas ou por condição socioeconomica”.
Humilhação de menor em Fortaleza
A polarização também tem afetado crianças que sequer possuem idade para votar. Em Fortaleza, o caso de um menino de 9 anos, autista, que vendia balas para auxiliar a avó, tornou-se viral. A influenciadora Valéria Diniz, que declarou voto em Flávio Bolsonaro, filmou o momento em que questionava a criança sobre a preferência política de sua família.
Após o menino responder que a escolha era Lula e realizar o gesto do “L” a pedido da mulher, a influenciadora e suas acompanhantes passaram a rir e negaram a compra dos produtos. O vídeo foi compartilhado na internet com a legenda: “Vai na mamãe e manda ela fazer o L”.
Rede de apoio
O pequeno Matheus, que reside na periferia de Fortaleza e é criado pela avó desde o falecimento de sua mãe, recebeu suporte após a repercussão do caso. Usuários das redes sociais e grupos de motociclistas se mobilizaram para oferecer ajuda financeira e assistência à família da criança. Esses episódios integram uma série de denúncias de violência política registradas em todo o território nacional, que incluem ameaças a comunidades indígenas e casos de agressões contra mulheres.
Matupá inicia criação do primeiro Plano Diretor da história
Município convoca representantes da sociedade civil para definir diretrizes de expansão urbana e econômica pelas próximas duas décadas.
A administração municipal de Matupá deu um passo decisivo para organizar o futuro da cidade ao iniciar a formação do Conselho Municipal de Planejamento. O objetivo central é estruturar o primeiro Plano Diretor do município, um instrumento estratégico que servirá como guia para o desenvolvimento econômico, social e urbano pelos próximos 20 anos.
Estrutura do Conselho Municipal
Para viabilizar o projeto, foi publicado um edital de chamamento público destinado a selecionar oito organizações da sociedade civil. O colegiado será formado por 16 membros, divididos equitativamente entre o poder público e entidades civis, garantindo que cada segmento conte com um representante titular e um suplente.
O prefeito Bruno Mena destacou que a iniciativa é fundamental para o município, que nunca contou com esse tipo de planejamento. “Pensando no crescimento da nossa cidade, é um marco histórico. Não existe Plano Diretor no município e a gente está instituindo isso”, declarou.
Representatividade e planejamento estratégico
O conselho será composto por uma ampla gama de setores, incluindo o empresariado, produtores rurais, agricultura familiar, povos indígenas, associações de moradores, instituições de ensino e movimentos sociais. A intenção é que a diversidade de vozes permita um diagnóstico preciso das demandas locais.
Segundo o prefeito, o plano é essencial para a organização do território. “Com o Plano Diretor a gente vai conseguir direcionar os planos da cidade, futuro, para investimento, crescimento populacional ordenado, crescimento industrial ordenado, os novos loteamentos, as áreas de futuros investimentos, de ampliação urbana”, explicou o prefeito, ao destacar a importância da participação da população na construção do documento.
Cronograma de execução
O projeto, desenvolvido com o suporte técnico do Sebrae, já superou a fase de preparação e governança, entrando agora no diagnóstico técnico. O cronograma estabelecido pela prefeitura prevê:
Dezembro de 2026: Semana de participação pública com audiências e oficinas comunitárias.
Primeiro trimestre de 2027: Elaboração das diretrizes e propostas.
Segundo trimestre de 2027: Redação da minuta do projeto de lei e realização da Conferência da Cidade.
Com essas etapas, a prefeitura busca consolidar uma política de desenvolvimento participativa, capaz de orientar investimentos e garantir que a expansão de Matupá ocorra de forma ordenada e sustentável nas próximas décadas.
Cuiabá e São Bernardo se enfrentam na Arena Pantanal pela Série B
Dourado busca reabilitação após três derrotas enquanto visitantes chegam motivados por vitória contra o líder da competição.
O Cuiabá mede forças com o São Bernardo-SP neste domingo, às 17h30, em um confronto direto válido pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro Série B. A partida, que será realizada na Arena Pantanal, coloca frente a frente o 13º colocado, que soma 47 pontos, e o 11º lugar, que chega à capital mato-grossense com 49 pontos.
Preparação final do Dourado
O elenco comandado pela comissão técnica encerrou a preparação para o desafio na tarde de sábado. A última atividade antes do jogo aconteceu no CT Manoel Dresch, dando sequência ao cronograma de treinos que teve início após a reapresentação do grupo na última sexta-feira.
Momentos opostos na competição
A situação das equipes na tabela reflete fases distintas no campeonato. O Cuiabá atravessa um momento delicado, vindo de três derrotas consecutivas, todas para adversários que figuram na zona de rebaixamento, o que resultou em uma perda significativa de força na disputa pelo acesso.
Por outro lado, o São Bernardo vive uma fase de otimismo. A equipe paulista chega para o duelo embalada pelo triunfo por 3 a 2 sobre o então líder Vila Nova, resultado conquistado em seus domínios na rodada anterior.
Cenário da reta final
Com a proximidade da reta final da Série B, cada ponto conquistado se torna fundamental para as pretensões de ambas as equipes. O confronto na Arena Pantanal é visto como um divisor de águas para o Cuiabá, que precisa interromper a sequência negativa para subir na classificação, enquanto o São Bernardo busca consolidar sua posição na parte intermediária superior da tabela.
Vales-alimentação e refeição mudam em novembro: entenda o que altera
Nova regra de interoperabilidade permite o uso de diferentes bandeiras em qualquer maquininha habilitada para o benefício.
A partir do dia 7 de novembro, o sistema de utilização dos cartões de vale-refeição (VR) e vale-alimentação (VA) passará por uma transformação significativa no Brasil. A principal mudança é a implementação da interoperabilidade, que permitirá que cartões de diferentes operadoras sejam aceitos em qualquer maquininha que esteja devidamente habilitada para processar esse tipo de transação, eliminando a necessidade de contratos exclusivos para cada bandeira.
O funcionamento da interoperabilidade
Essa medida, que integra o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), visa facilitar a rotina do trabalhador ao ampliar a rede de aceitação em restaurantes e supermercados. Marcas como Alelo, Ticket, VR Benefícios, Pluxee, Flash e Swile estão incluídas nas novas normas. Vale ressaltar que a mudança não obriga os estabelecimentos a aceitarem os vales, mas determina que, caso o comércio esteja habilitado para a modalidade, ele deverá processar as bandeiras integradas ao sistema.
Impactos financeiros e operacionais
Além da flexibilidade de uso, o governo estabeleceu novas diretrizes para o setor visando aumentar a concorrência. Entre as regras impostas, destacam-se:
Taxa máxima de 3,6% sobre as transações;
Tarifa de intercâmbio limitada a 2%;
Prazo máximo de 15 dias corridos para o repasse dos valores aos estabelecimentos.
Anteriormente, os comerciantes enfrentavam taxas elevadas e prazos de pagamento que, em muitos casos, superavam os 30 dias. É importante destacar que os valores dos benefícios pagos pelas empresas não sofrerão alterações automáticas, mantendo-se a exclusividade para a compra de alimentos e refeições prontas.
Desafios e críticas do setor
Apesar do cronograma, a implementação enfrenta obstáculos técnicos. A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) aponta que os sistemas das operadoras e das empresas de pagamento ainda não estão totalmente integrados. Segundo a associação, um dos problemas envolve o canal específico utilizado para processar transações com vales, que ainda não estaria funcionando plenamente.
Além disso, a Abrasel aponta que a falta de integração pode dificultar a identificação das modalidades de benefício utilizadas pelos consumidores e o controle financeiro dos estabelecimentos.
A entidade afirma que parte das empresas teria migrado operações para o auxílio-alimentação após a regulamentação, modalidade que não está sujeita aos mesmos limites de taxas e prazos previstos para o PAT.
Fiscalização e penalidades
O descumprimento das normas do PAT pode acarretar diversas sanções, incluindo multas, autuações, o descredenciamento do programa e a cobrança de benefícios fiscais anteriormente utilizados. Enquanto o governo busca a modernização do setor, operadoras contestam judicialmente pontos do decreto, argumentando sobre a complexidade da imposição de mudanças estruturais dessa magnitude. Para o trabalhador, a efetiva disponibilidade da nova rede de aceitação dependerá da conclusão total da integração técnica entre as empresas envolvidas.
AMM, TCE e prefeituras: relação entre Leonardo Bortolin e Sérgio Ricardo entra no radar após operação da PF
Parceria institucional, agendas conjuntas, encontros com prefeitos e articulação de compras públicas levantam questionamentos sobre a interlocução entre a Associação Mato-grossense dos Municípios e o Tribunal de Contas de Mato Grosso.
Foto internet.
A prisão do presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), Sérgio Ricardo de Almeida, durante a Operação Tomada de Contas, deflagrada pela Polícia Federal em 29 de outubro de 2026, trouxe novos questionamentos sobre as relações institucionais mantidas pelo Tribunal com lideranças políticas e administrações municipais do estado.
Entre os nomes que aparecem nesse histórico está o de Leonardo Tadeu Bortolin, conhecido como Léo Bortolin, ex-prefeito de Primavera do Leste, ex-presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) e atualmente deputado estadual eleito.
Durante sua passagem pela presidência da AMM, Bortolin manteve uma relação institucional próxima com Sérgio Ricardo. A aproximação está registrada em publicações oficiais das próprias instituições, com reuniões, eventos e projetos desenvolvidos conjuntamente.
A reportagem busca compreender como funcionava essa articulação, quem fazia a interlocução entre o Tribunal e as prefeituras e quais resultados concretos foram produzidos pelas parcerias.
A aproximação começou em janeiro de 2024
Em 9 de janeiro de 2024, Sérgio Ricardo esteve na sede da Associação Mato-grossense dos Municípios, onde foi recebido pelo então presidente Leonardo Bortolin.
Na ocasião, os dois defenderam o fortalecimento da parceria entre AMM e TCE-MT, com propostas de orientação técnica, capacitação de servidores e elaboração de projetos voltados aos 142 municípios mato-grossenses.
O próprio Tribunal de Contas destacou a importância da aproximação com a associação para atuar conjuntamente no desenvolvimento estadual.
A reunião marcou o início de uma série de agendas institucionais entre as duas entidades.
Eventos, encontros e presença nos municípios
Em fevereiro de 2025, AMM e TCE-MT promoveram conjuntamente o Encontro Mato-Grossense de Municípios, em Cuiabá.
O evento reuniu prefeitos, vereadores, secretários, gestores públicos e representantes políticos. Segundo publicação assinada por Leonardo Bortolin na página oficial da AMM, mais de 2.300 pessoas passaram pelo encontro nos dois dias de programação.
Na publicação, Bortolin agradeceu expressamente a parceria com o presidente do Tribunal, Sérgio Ricardo.
Outro ponto que merece atenção é a atuação da AMM Itinerante. Em 2025, o programa percorreu quatro regiões de Mato Grosso e atendeu 55 municípios, aproximando a associação das administrações locais.
A reportagem pretende levantar quais dessas agendas tiveram participação direta ou indireta do Tribunal de Contas e identificar os representantes que conduziram essas articulações.
O consórcio de compras públicas e a participação de 67 municípios
Um dos pontos que merece aprofundamento é a criação do Consórcio Interfederativo de Compras Públicas de Mato Grosso (CINCOP-MT).
A iniciativa surgiu de uma articulação institucional envolvendo a AMM e o Tribunal de Contas, com participação de outros órgãos públicos.
A proposta foi desenvolver um modelo de compras compartilhadas para as prefeituras, permitindo a realização de processos licitatórios conjuntos.
Informações institucionais do próprio consórcio apontam que a entidade chegou a reunir 67 municípios. A equipe jurídica da AMM participou da estruturação do consórcio, incluindo a elaboração do protocolo de intenções e do estatuto.
O assunto merece atenção porque envolve compras públicas, licitações, fornecedores e utilização de atas de registro de preços por administrações municipais.
A reportagem pretende levantar:
– Quais municípios aderiram ao consórcio?
– Quais atas de registro de preços foram utilizadas?
– Quais empresas participaram e venceram os processos?
– Quais valores foram contratados e efetivamente pagos?
– Houve concentração de fornecedores?
– Como ocorreu a participação institucional da AMM e do TCE-MT?
É importante destacar que a existência do consórcio e das parcerias institucionais não representa, por si só, qualquer irregularidade.
O objetivo é verificar documentalmente como essas relações funcionaram e se todos os procedimentos seguiram as exigências legais.
A articulação municipal e o resultado eleitoral
A trajetória de Leonardo Bortolin também foi marcada por uma forte presença no cenário municipalista.
Durante sua gestão, a AMM informou ter ampliado sua atuação junto às prefeituras e alcançado a adesão dos municípios mato-grossenses à entidade.
Em 2026, Bortolin foi eleito deputado estadual com 51.040 votos, tendo recebido votação em 140 dos 142 municípios de Mato Grosso.
Primavera do Leste concentrou 21.948 votos, enquanto Paranatinga registrou 3.564 votos.
Esses números demonstram a abrangência territorial de sua votação, mas não significam que todos esses municípios tenham participado de articulações institucionais ou políticas com a AMM e o TCE-MT.
A reportagem busca identificar como se construiu essa presença municipalista e quais lideranças participaram das articulações durante sua gestão.
Operação Tomada de Contas: o que está sendo investigado?
A Polícia Federal deflagrou a Operação Tomada de Contas em 29 de outubro de 2026, com o objetivo de investigar possíveis irregularidades na gestão de contratos administrativos e na realização de pagamentos a servidores do Tribunal de Contas.
Foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 26 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo, além de medidas de afastamento de sigilos e sequestro de bens, autorizadas pelo Superior Tribunal de Justiça.
Segundo a Polícia Federal, a investigação apura indícios de utilização da suspensão de contratos administrativos como mecanismo de pressão sobre fornecedores, tratamento diferenciado na liberação de recursos públicos, divergências em pagamentos a empresas e movimentações financeiras atípicas.
Os fatos podem configurar, em tese, crimes contra a Administração Pública, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
A operação colocou sob atenção pública a estrutura administrativa do Tribunal e as relações mantidas por seus integrantes.
Até o momento, a comunicação oficial da Polícia Federal consultada pela reportagem não aponta Leonardo Bortolin como investigado na operação.
Quem fazia a interlocução entre o Tribunal e as prefeituras?
Diante da relação institucional documentada entre Leonardo Bortolin e Sérgio Ricardo, algumas perguntas precisam ser esclarecidas.
Quem conduzia a interlocução entre o Tribunal de Contas e as prefeituras durante a gestão de Bortolin na AMM?
Quais lideranças acompanhavam Sérgio Ricardo nas agendas realizadas nos municípios?
Quais projetos foram desenvolvidos conjuntamente e quais resultados financeiros e administrativos produziram?
Existiram articulações específicas envolvendo atas de registro de preços, fornecedores e contratos municipais?
Há registros de reuniões, documentos ou comunicações que possam esclarecer como essas parcerias eram conduzidas?
São questões de interesse público que merecem respostas, especialmente diante da investigação em andamento.
Reportagem acompanhará novos desdobramentos da Polícia Federal
A investigação jornalística não se encerra com esta publicação.
A reportagem acompanhará os próximos passos da Operação Tomada de Contas e buscará novas informações sobre eventuais nomes de agentes públicos, lideranças políticas, empresários e representantes de administrações municipais que possam aparecer em documentos, decisões judiciais ou manifestações oficiais relacionadas à operação.
Também serão levantados contratos, atas de registro de preços, processos licitatórios, agendas institucionais e possíveis relações administrativas entre os envolvidos.
Caso novos nomes sejam mencionados oficialmente no decorrer das investigações, a reportagem buscará esclarecer a participação de cada pessoa citada, sem antecipar conclusões ou atribuir responsabilidades antes da apresentação de elementos concretos.
Espaço aberto para manifestação
A reportagem deixa aberto o espaço para manifestação do deputado estadual eleito Leonardo Bortolin, do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, da AMM e de todas as pessoas e instituições mencionadas.
Leonardo Bortolin será questionado sobre sua relação institucional com Sérgio Ricardo, as agendas conjuntas, a articulação com prefeitos e sua participação nos projetos desenvolvidos durante sua gestão na AMM.
É importante ressaltar que a proximidade institucional, a participação em reuniões e a construção de parcerias entre órgãos públicos não representam, isoladamente, prova de envolvimento em práticas criminosas.
Não há, nesta reportagem, afirmação de que Leonardo Bortolin tenha participado dos fatos investigados pela Polícia Federal.
O compromisso é acompanhar os acontecimentos, buscar documentos, ouvir os envolvidos e levar informações verificadas à população.
Quando relações institucionais envolvem órgãos de controle, prefeituras e recursos públicos, a transparência precisa estar acima de qualquer interesse político. A população tem o direito de saber como essas relações foram construídas e quais resultados produziram.
A investigação jornalística continua. Novas informações poderão ser publicadas conforme os desdobramentos oficiais da operação.
Fontes para conferência e documentação
Polícia Federal — comunicado oficial da Operação Tomada de Contas.
TCE-MT/AMM — reunião de Sérgio Ricardo com Leonardo Bortolin em janeiro de 2024.
AMM — Encontro Mato-Grossense de Municípios de 2025.
CINCOP — informações sobre os 67 municípios integrantes.
AMM — manifestação sobre a reeleição de Sérgio Ricardo.
Congresso em Foco — resultado eleitoral de Leonardo Bortolin em 2026.
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