Primavera do Leste / MT - Segunda-Feira, 15 de Junho de 2026

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Vereador Luis Costa sugere à prefeitura a contratação de mais servidores para o administrativo das unidades de saúde



Da Redação

Em visita há alguns postos de saúde de nossa cidade, o vereador Luis Costa (PR) foi questionado pela população por quais motivos está faltando servidores para trabalharem no administrativo dos postos de Estratégia da Saúde da Família (ESF). A indagação da comunidade foi questionada pelo vereador durante a última sessão ordinária (14).

“Gostaria de saber da Secretaria de Saúde, por meio da Prefeitura Municipal, o motivo de estar faltando servidores para o administrativo de vários postos de saúde. Quero saber também se já está sendo providenciado por meio de seletivo ou contratação, porque quem sofre com a falta de informação e que afeta a gestão da unidade de saúde, são os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS)”. Explica Luis Costa.

O legislador disse ainda que, têm acompanhado a saúde de nosso município, em visitas aos postinhos e também a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), e tem visto que a maioria dos servidores realiza um atendimento de excelente qualidade. No entanto, Luis Costa questiona que alguns setores têm servidores que precisam atender melhor o cidadão.

“Eu peço para que a prefeitura possa desenvolver mais projetos, ações para humanizar nosso atendimento. São várias situações relatadas pelos nossos pacientes, causando assim, desconforto. Além de um atendimento humanizado, vamos resolver o problema com a falta de servidores no administrativo, principalmente no ESF do Primavera III, em que a demanda por lá, é enorme”. Esclarece o legislador.

Ainda falando de saúde, Luis Costa faz outra fala voltada para o líder do prefeito na Câmara Municipal, Manuel Mazutti (MDB), dizendo que, os trabalhadores do município que atuam na zona rural, estão fazendo viagens sem um quite de primeiro socorros.

“Alguns servidores que trabalham na zona rural, pelo nosso município, me procuraram para dizer o quanto é necessário andar com um quite de primeiro socorros, seja um medicamento simples para dor de cabeça, ou para ferida exposta, ou ainda para um corte, febre, entre outros. O vereador Carlos Araújo (PP), já mencionou essa necessidade aqui nesta tribuna, mas o problema até hoje não foi regularizado. Então eu espero que esses quites cheguem a nossos servidores o mais rápido possível, porque trabalhar na zona rural, nas estradas, não é fácil e ainda sem nenhuma assistência, fica difícil”. Conta o vereador.



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Polícia

TJMT suspende prisão de suposta mandante do assassinato de Roberto Zampieri


O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) suspendeu, em decisão liminar proferida na manhã deste domingo (14), o mandado de prisão preventiva expedido contra Elenice Ballarotti Laurindo. Conforme noticiado durante a manhã, Elenice e seu marido, Aníbal Manoel Laurindo, foram apontados pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) como os mandantes do assassinato do advogado Roberto Zampieri, crime motivado por uma disputa de terras avaliada em R$ 100 milhões.

A ordem de prisão contra Elenice havia sido decretada na última semana pela 12ª Vara Criminal de Cuiabá, ao receber a denúncia que transformou nove pessoas em réus. No entanto, ao analisar o habeas corpus impetrado pela defesa, o desembargador plantonista Gilberto Giraldelli deferiu parcialmente a liminar para sobrestar os efeitos da prisão até o julgamento definitivo do recurso pelo colegiado.

 

Ao fundamentar a decisão de urgência, o magistrado reconheceu que a denúncia traz indícios individualizados contra a acusada, como quebras de sigilo bancário indicando saques vultosos e depósitos em contas vinculadas aos executores, o que afasta a tese defensiva de que ela estaria sendo processada “apenas por ser esposa” de Aníbal.

 

Contudo, Giraldelli ponderou que a prisão preventiva é uma medida de caráter excepcional, especialmente diante da idade da ré, que tem 69 anos. Para o desembargador, em uma análise preliminar, não ficou demonstrado o risco atual que justificasse o encarceramento imediato.

“Não se extrai com facilidade da decisão objurgada qualquer conduta recente que indique objetivamente reiteração delitiva, tentativa de interferência na persecução penal, intimidação de testemunhas ou risco concreto à efetividade da aplicação da lei penal”, anotou o magistrado, lembrando que Elenice permaneceu em liberdade por mais de dois anos e meio desde o homicídio, ocorrido em dezembro de 2023.

A defesa de Elenice, conduzida pelo advogado Huendel Rolim Wender, pleiteou prioritariamente que, caso a prisão fosse mantida, ela fosse convertida em regime domiciliar por razões humanitárias.

Segundo os autos, o genro de Elenice sofre de uma neoplasia cerebral grave e tem viagem marcada para esta segunda-feira (15) rumo aos Estados Unidos para tratamento médico especializado. Com Aníbal Laurindo preso desde maio de 2025 no âmbito da Operação Sisamnes do Supremo Tribunal Federal (STF), Elenice alegou ser a única rede de apoio de sua filha, que ficará sozinha em Cuiabá cuidando de quatro filhos pequenos, de 2, 3, 7 e 10 anos.

O desembargador, no entanto, não conheceu deste pedido específico. Ele explicou que a questão humanitária e a documentação médica não foram apresentadas previamente ao juízo de primeira instância. Decidir sobre isso diretamente no Tribunal configuraria supressão de instância. Com a suspensão do mandado de prisão principal, contudo, a ré permanece em liberdade.

Próximos passos

Com a concessão parcial da liminar, o Tribunal de Justiça expediu uma ordem urgente à 12ª Vara Criminal de Cuiabá para obstar o cumprimento do mandado de prisão. Encerrado o plantão do final de semana, o processo será distribuído formalmente a um relator originário, que colherá informações detalhadas do juiz de piso e dará o andamento final ao julgamento do mérito do habeas corpus.

Procurada, a defesa de Elenice Ballarotti Laurindo informou que não emitirá novas declarações públicas em virtude do segredo de justiça que recai sobre os desdobramentos do caso. O assassinato de Roberto Zampieri, executado com 12 tiros quando saía de seu escritório no bairro Bosque da Saúde, segue como um dos casos mais complexos do cenário policial e jurídico de Mato Grosso.


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