Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 14 de Janeiro de 2026

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Vereador Miley foi eleito presidente da Câmara Municipal de Primavera do Leste



Da Redação

Foram 11 votos favoráveis ao vereador Miley Santos (PV), e 4 votos para a vereadora Iva Viana (PDT). Miley que já ocupava a cadeira de presidente do legislativo, depois do afastamento de Leonardo Bortolin (PMDB) que assumiu a prefeitura interinamente e após as eleições suplementares se tornou prefeito, o vereador Miley, renunciou o cargo de vice-presidente e concorreu a presidência da Câmara, e com a maioria dos votos se tornou presidente, durante a sessão ordinária de ontem, 11. A escolha para o cargo de vice-presidente será na próxima sessão, dia 18.

Os votos foram na cédula e também pronunciados oralmente na tribuna.

Carlos Araújo (PP), votou Miley.

Carlos Venâncio (PSD), votou Miley.

Carmen Betti, votou Iva Viana.

Edna Mahnic, votou Miley Santos.

Elton Baraldi (PMDB) votou para Miley.

Iva Viana votou em si.

Josafá Barboza (PP) votou em Miley.

Juarez Faria (PDT) votou em Iva Viana.

Luiz Costa (PR) votou em Miley.

Manoel Mazzutti (PMDB) votou em Miley.

Neri Gaitero (PDT) votou em Iva Viana (PDT).

Paulo Marcio (DEM) votou em Miley.

Paulo Donin (PSB) votou em Miley.

Na sequência, Miley votou em si.

Kinha Juriti (PV) votou em Miley.

 

Após ser eleito, o presidente do legislativo, fez o juramente e depois disse algumas palavras.

“…quero dizer de coração agradecer todos os amigos, companheiros, sem distinção, pelo voto a mim confiado para exercer essa função que é complicada, é muito trabalho e dedicação. Seguirei atuando da mesma forma. Estaremos juntos, não muda nada, gestão de harmonia, companheirismo e postura. Em relação a eleição entendemos que é assim, busca-se o voto, o trabalho é voltado ao bem comum, e a democracia foi exercida. Os trabalho seguem da mesma forma, vamos seguir fiscalizando, cobrando e o que é de nossa competência, o gabinete estará sempre aberto como sempre esteve. Todos têm seu valor aqui dentro, sem distinção. Vamos todos juntos fazer uma gestão eficiente e com produtividade é o que a população espera e é o que seguiremos fazendo”. Afirmou Miley Santos.



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PISCICULTURA: Deputado Nininho mobiliza Assembleia Legislativa, Governo do Estado e agricultores para fomentar produção de peixe em Mato Grosso


Com recursos do Banco Mundial, deputado trabalha para organizar cadeia produtiva, implantar cooperativas e fortalecer piscicultura em Mato Grosso; iniciativa prevê projeto piloto na Baixada Cuiabana

O deputado estadual Ondanir Bortolini – Nininho (Republicanos) está mobilizando a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o governo estadual e o setor produtivo para reestruturar a piscicultura em Mato Grosso, com foco na Baixada Cuiabana. O parlamentar defende a integração de políticas públicas e a formação de cooperativas para absorver parte dos US$ 100 milhões garantidos junto ao Banco Mundial para a agricultura de pequena escala. A estratégia aponta para a verticalização da produção para retomar o protagonismo do Estado, que atualmente ocupa o sétimo lugar no ranking nacional.

 

Segundo Nininho, a Baixada Cuiabana possui características geográficas que favorecem o pequeno produtor em detrimento da agricultura de larga escala. “A aptidão das áreas aqui é mais voltada para a agricultura familiar e pequena propriedade. Não tem aptidão, muitas vezes, para a agricultura de grande escala. Precisamos achar uma maneira de fomentar essa atividade”, afirma Nininho.

 

A proposta do deputado envolve um consórcio entre a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), a Empaer e universidades. O objetivo é criar uma estrutura que reduza custos operacionais, incluindo a produção regional de alevinos e a instalação de fábricas de ração próprias. “Nós vamos agregar mais valor no nosso produto e diminuir o custo dos insumos, o que faz com que a rentabilidade e a margem de lucro fiquem maiores para os nossos produtores”, explica Nininho.

CRÉDITO E COOPERATIVAS

Um dos pilares do projeto de Nininho visa o acesso a recursos internacionais. De acordo com a Seaf, os investimentos do Banco Mundial serão aplicados nos próximos cinco anos, priorizando ações sustentáveis. Para o deputado, a organização em cooperativas é a chave para que o pequeno piscicultor acesse esses fundos. “Nosso objetivo é estruturar toda essa cadeia. A ideia é criarmos cooperativas para incluir no programa do Banco Mundial, buscando recursos a fundo perdido para apoiar o pequeno produtor”, destaca.

 

A industrialização também está no radar do parlamentar. O parlamentar defende a criação de frigoríficos com certificação federal (Sisp/Sif) para que o peixe mato-grossense alcance novos mercados. “Essa cooperativa vai tirar o selo para poder ter a inspeção federal e vender esse pescado lá fora, não somente no mercado interno, mas no externo também”, projeta Nininho.

 

INTEGRAÇÃO TÉCNICA

 

A viabilidade do plano conta com o suporte da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que propõe um diagnóstico de 800 propriedades para identificar gargalos tecnológicos. “O estudo vai permitir compreender as necessidades dos produtores, aprimorar a compra de insumos e desenvolver tecnologias adequadas à realidade local. O sucesso depende da integração entre pesquisa e produção”, explica o professor Márcio Hoshiba, da UFMT e integrante do Núcleo de Estudos em Pesca e Aquicultura (Nepes).

 

O presidente da Associação Mato-grossense dos Aquicultores (Aquamat), Darci Fornari, defende a integração e a verticalização da produção para aumentar a competitividade. “Temos potencial para sermos o maior produtor de peixe do Brasil. O desafio é fortalecer as cooperativas e reduzir a atuação isolada dos pequenos produtores, que representam 80% do setor. Queremos aplicar o modelo de sucesso das grandes operações também aos pequenos”, comenta.

 

 

 

PROTAGONISMO

 

Mato Grosso produziu 44,5 toneladas de peixe em 2024, com receita estimada em R$ 600 milhões, ocupando atualmente a sétima posição no ranking nacional. Para Nininho, o Estado reúne condições para recuperar o protagonismo no setor, desde que haja planejamento e políticas contínuas de apoio à produção.

 

“Mato Grosso tem os ativos necessários, água e tecnologia, mas carece de gestão integrada. Temos água em abundância e profissionais qualificados. Falta apenas organização e incentivo para retomarmos a liderança”, conclui o parlamentar.

Redação: Sérgio Ober


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