Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 04 de Marco de 2026

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Vereadores recebem representantes da Águas de Primavera para debater demandas



Após os vereadores receberem constantes reclamações em relação aos serviços prestados pela concessionária Águas de Primavera e, o assunto da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) ter voltado a tona em tribuna na primeira sessão ordinária de 2018, o presidente da Câmara, Miley Alves (PV) propôs uma reunião, que ocorreu nesta quinta-feira, 08, com representantes da empresa. A pauta tratou especificamente do aumento na tarifa de água das residências do bairro Guterres, a má qualidade na recuperação do asfalto após a execução de algum serviço e outros assuntos pertinentes as reclamações.

Conforme o presidente, a Câmara Municipal entende que as reclamações da população são pertinentes e por isso os parlamentares têm cobrado uma postura diferenciada e definitiva da empresa responsável pelo sistema de água e esgoto.  “Somos representantes da população e temos a obrigação de buscar respostas para essas reclamações, que acontece de modo generalizado. A nossa intenção é que esses transtornos sejam solucionados”.

O coordenador regional da Águas de Primavera, Fernando Lima, afirmou que a reunião foi fundamental para que a empresa tenha outro ponto de vista dessas reclamações, já que em muitas das vezes os usuários não procuram os canais disponibilizados para informar as demandas existentes – “são os vereadores que estão mais próximos da população e nós estamos à disposição para que os esclarecimentos e problemas sejam solucionados”.

Em relação às principais demandas da população expostas pelos parlamentares, que reiteraram a busca por informações e o esclarecimento de dúvidas sobre o aumento da tarifas, Fernando Lima, explanou o resultado do trabalho desenvolvido no bairro Guterres – “é um loteamento que foi feito recentemente e como todo empreendimento novo há riscos de vazamentos. Existem no local 624 residências e apenas 15 apresentaram um consumo além do normal, disponibilizando atendimento itinerante e orientações sobre os vazamentos, que ocasionaram o consumo elevado”.

Outro tema levantado pelos vereadores foi os problemas na recuperação do asfalto, quando há necessidade da empresa fazer um serviço que é necessário remover a pavimentação. O representante da concessionária afirmou que será feito um mutirão com o objetivo de identificar esse problema. “O nosso objetivo é prestar o melhor serviço, por isso, vamos verificar essas demandas pendentes. Os vereadores nos informaram de demandas que merecem nossa atenção. Faremos esse mutirão para realizar os reparos necessários, inclusive, nas recuperações já feitas nesse período de chuva”.

Sobre a mudança da Lagoa de Tratamento, localizada atualmente, no Jardim Riva e que causa incômodo a população pelo odor, Fernando explicou aos vereadores que o tema já está sendo discutido com a Prefeitura. “É que precisamos de uma avaliação mais detalhada e estudos que demonstrem o crescimento de Primavera”.

Participaram da reunião os vereadores Paulo Márcio, Paulo Donin,  Carlos Araújo, Luis Costa, Elton Baraldi, Carlinhos Instrutor, Manoel Mazzutti, Edna Mahnic, Carmen Betti, Iva Viana, Josafá Barbosa e Juarez da Loreta.

CPI

Sobre instaurar a Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar supostas irregularidades no sistema de água e esgoto, os vereadores que propuseram a formação da CPI afirmaram que o processo não vai parar. O pedido é liderado por Josafá Barbosa, Kinha Juriti, Edna Manich, Carlos Araújo e Luis Costa.

Fonte: Da Assessoria de Imprensa



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Assessor parlamentar registra Boletim de Ocorrência contra vereador por supostas ameaças e assédio na Câmara de Primavera do Leste


Incidente teria ocorrido na manhã desta segunda-feira (02/03/2026) na sala de café da Casa de Leis. Servidor acionou a Polícia Civil e a Ouvidoria do Legislativo.

POR: Luis Costa / Redação]

DATA: 02 de Março de 2026

Um desentendimento entre um assessor parlamentar da Vereadora Mariana Carvalho e o Vereador Eraldo Gonçalves Fortes (PSB) motivou o registro de um Boletim de Ocorrência (BO) e uma denúncia formal na Ouvidoria da Câmara Municipal de Primavera do Leste na manhã desta segunda-feira (02). O servidor acusa o parlamentar de ameaça, constrangimento público e assédio moral.

De acordo com o Boletim de Ocorrência nº 2026.68122, registrado junto à Polícia Judiciária Civil, o fato ocorreu por volta das 09:00h na área do café da Câmara. O comunicante relata que foi abordado pelo vereador, que o acusou, “sem provas”, de registrá-lo em vídeo durante as sessões e sessões gravadas para uso jocoso e de gerenciar páginas de sátira política em redes sociais.

O assessor afirma no documento que foi constrangido diante de outros servidores e sofreu ofensas à sua dignidade pessoal e profissional através de comunicação agressiva e desrespeitosa. O registro policial cita ainda “ameaças veladas” proferidas pelo vereador, com frases indicando que a situação “não iria ficar assim”.

A ocorrência foi tipificada preliminarmente pela polícia como “Preservação de Direito (Consumado)” e “Ameaça (Consumado)”. O servidor informou que o incidente foi presenciado por testemunhas e captado pelas câmeras de segurança da Sala de Comissões.

Ação na Ouvidoria

Além da representação policial, o assessor formalizou uma denúncia detalhada junto à Ouvidoria Geral da Câmara Municipal (Protocolo nº 02112.2026.000001-50). A manifestação classifica o ocorrido como “Assédio Moral” e “Conduta imprópria nas relações de trabalho”. O denunciante solicita que a Casa de Leis tome as devidas providências, fundamentando o pedido inclusive com base na Lei nº 13.869/2019 (Lei de Abuso de Autoridade).

A Versão do Vereador Eraldo Fortes

​Em sua defesa, o Vereador Eraldo Gonçalves Fortes negou as acusações de agressividade. O parlamentar afirmou que sim, falou com o assessor parlamentar. Ele explicou que o motivo da conversa foi solicitar que o assessor não ficasse gravando-o para fazer memes em uma página no Instagram, a qual ele suspeita ser ligado ao servidor.

O comunicante foi informado pela Polícia Civil sobre o prazo legal de seis meses para representar criminalmente contra o suspeito.


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