Primavera do Leste / MT - Sexta-Feira, 23 de Outubro de 2026

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Vereadores recebem representantes da Águas de Primavera para debater demandas



Após os vereadores receberem constantes reclamações em relação aos serviços prestados pela concessionária Águas de Primavera e, o assunto da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) ter voltado a tona em tribuna na primeira sessão ordinária de 2018, o presidente da Câmara, Miley Alves (PV) propôs uma reunião, que ocorreu nesta quinta-feira, 08, com representantes da empresa. A pauta tratou especificamente do aumento na tarifa de água das residências do bairro Guterres, a má qualidade na recuperação do asfalto após a execução de algum serviço e outros assuntos pertinentes as reclamações.

Conforme o presidente, a Câmara Municipal entende que as reclamações da população são pertinentes e por isso os parlamentares têm cobrado uma postura diferenciada e definitiva da empresa responsável pelo sistema de água e esgoto.  “Somos representantes da população e temos a obrigação de buscar respostas para essas reclamações, que acontece de modo generalizado. A nossa intenção é que esses transtornos sejam solucionados”.

O coordenador regional da Águas de Primavera, Fernando Lima, afirmou que a reunião foi fundamental para que a empresa tenha outro ponto de vista dessas reclamações, já que em muitas das vezes os usuários não procuram os canais disponibilizados para informar as demandas existentes – “são os vereadores que estão mais próximos da população e nós estamos à disposição para que os esclarecimentos e problemas sejam solucionados”.

Em relação às principais demandas da população expostas pelos parlamentares, que reiteraram a busca por informações e o esclarecimento de dúvidas sobre o aumento da tarifas, Fernando Lima, explanou o resultado do trabalho desenvolvido no bairro Guterres – “é um loteamento que foi feito recentemente e como todo empreendimento novo há riscos de vazamentos. Existem no local 624 residências e apenas 15 apresentaram um consumo além do normal, disponibilizando atendimento itinerante e orientações sobre os vazamentos, que ocasionaram o consumo elevado”.

Outro tema levantado pelos vereadores foi os problemas na recuperação do asfalto, quando há necessidade da empresa fazer um serviço que é necessário remover a pavimentação. O representante da concessionária afirmou que será feito um mutirão com o objetivo de identificar esse problema. “O nosso objetivo é prestar o melhor serviço, por isso, vamos verificar essas demandas pendentes. Os vereadores nos informaram de demandas que merecem nossa atenção. Faremos esse mutirão para realizar os reparos necessários, inclusive, nas recuperações já feitas nesse período de chuva”.

Sobre a mudança da Lagoa de Tratamento, localizada atualmente, no Jardim Riva e que causa incômodo a população pelo odor, Fernando explicou aos vereadores que o tema já está sendo discutido com a Prefeitura. “É que precisamos de uma avaliação mais detalhada e estudos que demonstrem o crescimento de Primavera”.

Participaram da reunião os vereadores Paulo Márcio, Paulo Donin,  Carlos Araújo, Luis Costa, Elton Baraldi, Carlinhos Instrutor, Manoel Mazzutti, Edna Mahnic, Carmen Betti, Iva Viana, Josafá Barbosa e Juarez da Loreta.

CPI

Sobre instaurar a Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar supostas irregularidades no sistema de água e esgoto, os vereadores que propuseram a formação da CPI afirmaram que o processo não vai parar. O pedido é liderado por Josafá Barbosa, Kinha Juriti, Edna Manich, Carlos Araújo e Luis Costa.

Fonte: Da Assessoria de Imprensa



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política

TSE estuda desativar canais políticos no WhatsApp 48h antes da eleição


Proposta foi escrita pelo vice-presidente da Corte, André Mendonça

TSE faz últimos preparativos para o primeiro turno nas Eleições 2018

Uma minuta de resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê que canais de WhatsApp com teor político e mais de 200 mil seguidores sejam desativados nas 48 horas anteriores e 24 horas posteriores ao segundo turno da eleição, marcado para o próximo domingo (25). 

Caso aprovada pelo plenário do TSE, a medida entraria em vigor de imediato, conforme o texto da minuta obtida pela Agência Brasil.

A minuta com a proposta passou a circular entre os ministros do TSE após o tema ser debatido em reuniões informais realizadas na sexta-feira (16) e na terça-feira (20). O texto foi redigido pelo ministro André Mendonça, vice-presidente da Corte Eleitoral.

Em nota à imprensa, o gabinete de Mendonça informou não se tratar de uma iniciativa pessoal do ministro, mas que coube a ele a autoria da minuta por ser tradição que as normas eleitorais sejam redigidas pelo vice-presidente do TSE.

“O objetivo discutido é proteger a integridade do pleito nas horas que antecedem e sucedem a votação, quando não há tempo hábil para resposta ou correção de conteúdos ilícitos”, diz a nota do gabinete de Mendonça.

A nota acrescenta ainda que o texto foi redigido a partir de um consenso interno, e que “os critérios em análise são objetivos e impessoais e valem igualmente para todos os canais de natureza político-eleitoral de grande alcance, qualquer que seja o candidato, o partido ou a orientação política”.

Caso seja aprovada, a iniciativa deve atingir o canal “Exército do Lula”, que atingiu nesta quarta (21) a marca de 7 milhões de inscritos no aplicativo de mensagens WhatsApp. Também seria desativado o canal “Tropa do Flávio”, que possui 2 milhões de inscritos.

Proposta

O texto da minuta aplica aos canais de transmissão de natureza político-eleitoral com mais de 200 mil seguidores as mesmas restrições que já vigoram sobre o conteúdo impulsionado de campanha, aquele cujo alcance é potencializado mediante pagamento às plataformas.

O texto também considera haver “alcance desproporcional de canais com grande audiência na difusão de conteúdos ilícitos”.

Em outro trecho, a proposta diz ainda que “o período compreendido entre as 48 (quarenta e oito) horas antes e as 24 (vinte e quatro) horas depois da eleição concentra o maior risco de dano irreversível à formação livre da vontade do eleitorado, por não haver tempo hábil para resposta, esclarecimento ou tutela jurisdicional efetiva”.

Controvérsia

A proposta surge após uma disputa de liminares em torno do canal “Exército do Lula”. Na semana passada, o canal foi retirado do ar pelo ministro Kássio Nunes Marques, presidente do TSE, após pedido da campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro, que alegou disseminação de desinformação.

Logo em seguida, porém, o corregedor-nacional da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o canal. Ele afirmou não haver elementos que justificassem a medida e que Nunes Marques não poderia ter suspendido o canal por via administrativa, como fez, uma vez que o caso já tramitava pela via judicial em processo relatado pelo próprio corregedor.

Pouco depois, porém, Nunes Marques voltou a suspender o canal, alegando que mesmo sendo administrado por um apoiador, o deputado André Janones (Rede-MG), a ferramenta teria vínculo com a campanha oficial, e portanto deveria estar registrado no TSE como tal.

Por fim, o Exército do Lula acabou sendo liberado pelo presidente do TSE, após o registro ter sido feito pela campanha oficial.

Felipe Pontes – repórter da Agência Brasil


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