Primavera do Leste / MT - Sexta-Feira, 18 de Setembro de 2026

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Vereador Luis Costa fala sobre devolução de R$ 2 milhões de reais ao executivo e questiona: “como é difícil fazer a coisa certa”



Da Redação

Na sessão ordinária de segunda (11), o vereador Luis Costa em seu discurso na tribuna questionou a postura de alguns cidadãos primaverenses em relação à política local. O legislador explicou que na semana passada foi publicado em alguns grupos de redes sociais, comentários sobre a economia que a Câmara fez no ano passado de mais de R$ 2 milhões de reais e que este valor foi repassado para o executivo, com o objetivo de aplicar a várias secretarias. O questionamento do vereador é que mesmo com a devolução do dinheiro e com a intenção de promover ainda mais melhorias para o município, algumas pessoas questionaram o ato e também utilizaram termos chulos para difamar os vereadores.

“Como é difícil fazer a coisa certa na política. Nunca esta Casa de Leis antes, devolveu essa quantia ao município e que agora será comprada novas ambulâncias, a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) será beneficiada, também foi adquirido dois veículos novos para a Coordenação de Trânsito e Transportes Urbanos (CMTU), entre tantas outras iniciativas. Mas eu não entendo, pois mesmo assim somos criticados e difamados por um grupo de pessoas que estão sempre descontentes. Existem pessoas neste grupo que falam mal de todas as formas desta Casa. Outro episódio envolvendo inverdades, foi sobre as diárias,  que é um direito do legislador e servidor, em retirar para o cumprimento de agenda, e mesmo assim essas pessoas tem falado como se elas nunca trabalharam em um órgão público ou não tiveram acesso. Essas pessoas são moralistas pois algumas delas estavam trabalhando aqui, como exemplo um advogado, que nem preciso citar o nome, mas que chegou a retirar em um ano, mais de R$4.600 reais em diárias e no outro R$3.300 reais”.

Luis Costa indaga, pois quem está reclamando e injuriando esta Casa de Leis é na maioria, quem gostaria de estar aqui, seja como vereador ou servidor. Outro ponto que é citado é sobre a função com gratificação, na qual, o vereador que não tem o seu assessor recebendo, fica utilizando inverdades para provocar a discórdia ainda mais entre a Casa de Leis e a sociedade.

“Eu não sou contrário a nenhum servidor público que tenha desenvolvido outra função, que receba por isso, quero aqui dizer para a população que prestem bem atenção, e veja quem sãos essas pessoas que estão espalhando a discórdia, percebam quem são as pessoas que estão organizando esses motins”.

O legislador falou ainda que na semana passada enviou um ofício ao Ministério Público (MP), solicitando informações sobre algum processo contra o vereador Valmislei Alves, mas a resposta do MP é que toda e qualquer investigação que tenha, corre em segredo de justiça, e diante desta resposta, respaldada na justiça, Luis Costa não julgou procedente abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra o vereador citado, pois sua postura, é que só irá tomar decisões com provas que a justiça julgue procedente.

“Eu estou cansado de ser atacado por pessoas moralistas e que ficam com inverdades sobre minha conduta e esta Casa de Leis, e por isso já solicitei ao Ministério Público a quebra de sigilo bancário e telefônico meu, para mostrar a todos, quem está com a verdade. Pois vocês podem me chamar de qualquer coisa, menos de corrupto ou ladrão, pois eu honro minha função nesta Câmara e também toda esta sociedade que represento. E diante desta situação também pedi ao MP a quebra do sigilo bancário e telefônico de mais cinco pessoas, que estão envolvidas em mensagens em grupos de redes sociais espalhando a discórdia. Espero que isso ocorra o mais rápido possível para mostrar quem está de fato encaminhando essas mensagens e quem é corrupto, pois nesta Casa de Leis não tem ladrão”.politica



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TRE-MT JULGA IMPROCEDENTE PEDIDO DE DIREITO DE RESPOSTA APRESENTADO POR LÉO BORTOLIN CONTRA LUIS COSTA E ADRIANO


A Justiça Eleitoral analisou um pedido relacionado a críticas políticas publicadas nas redes sociais.

O ex-prefeito de Primavera do Leste e candidato a deputado estadual Léo Bortolin apresentou à Justiça Eleitoral um pedido de direito de resposta contra os candidatos a deputado federal Luis Costa e Adriano, em razão de um vídeo satírico publicado nas redes sociais.

O pedido foi julgado improcedente pela juíza auxiliar da propaganda do TRE-MT, Glenda Moreira Borges.

Na decisão, a magistrada analisou, entre outros pontos, a referência feita no vídeo a uma decisão da Justiça Eleitoral de 2024 que declarou Léo Bortolin inelegível por oito anos, após o reconhecimento judicial de abuso de poder político e econômico. Segundo a decisão, não seria possível afirmar que a informação sobre a existência daquele julgamento fosse falsa.

A decisão também classificou o conteúdo como “ácido e contundente”, mas entendeu que ele estava inserido no debate político e na crítica à atuação de um agente público, conforme os fundamentos apresentados no processo.

A decisão mencionada ainda pode ser objeto de recursos, conforme as regras processuais aplicáveis.

Após o julgamento, Léo Bortolin recorreu e, segundo as informações divulgadas no processo, também pediu a cassação do registro de candidatura de Luis Costa e a declaração de sua inelegibilidade. A análise desses pedidos dependerá da tramitação e das decisões da Justiça Eleitoral.

Luis Costa declarou que, em sua avaliação, Léo Bortolin estaria recorrendo à Justiça para tentar limitar críticas de adversários.

“Política se debate no voto, no argumento e na democracia. Não se pode querer usar a Justiça para amordaçar adversário político. Quem entra na vida pública precisa estar preparado para receber críticas. O eleitor é quem deve decidir, nas urnas, quais propostas e quais candidatos merecem sua confiança.”, afirmou Luis Costa.

A defesa de Luis Costa foi feita pelos advogados Carlos Felipe Alves Moreira e Milena Carolina Favetti, do escritório Alves Moreira e Marques Advocacia.

📌 O caso envolve a discussão sobre os limites da crítica política, do direito de resposta e da atuação da Justiça Eleitoral durante a campanha. A decisão reforça que o debate político, ainda que duro, ácido e contundente, deve ser enfrentado no campo das ideias e submetido ao julgamento soberano do eleitor nas urnas.

A campanha está começando, e novas manifestações das partes e decisões judiciais ainda podem ocorrer. 

Da redação


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