Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 23 de Abril de 2026

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Vereador Luis Costa fala sobre devolução de R$ 2 milhões de reais ao executivo e questiona: “como é difícil fazer a coisa certa”



Da Redação

Na sessão ordinária de segunda (11), o vereador Luis Costa em seu discurso na tribuna questionou a postura de alguns cidadãos primaverenses em relação à política local. O legislador explicou que na semana passada foi publicado em alguns grupos de redes sociais, comentários sobre a economia que a Câmara fez no ano passado de mais de R$ 2 milhões de reais e que este valor foi repassado para o executivo, com o objetivo de aplicar a várias secretarias. O questionamento do vereador é que mesmo com a devolução do dinheiro e com a intenção de promover ainda mais melhorias para o município, algumas pessoas questionaram o ato e também utilizaram termos chulos para difamar os vereadores.

“Como é difícil fazer a coisa certa na política. Nunca esta Casa de Leis antes, devolveu essa quantia ao município e que agora será comprada novas ambulâncias, a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) será beneficiada, também foi adquirido dois veículos novos para a Coordenação de Trânsito e Transportes Urbanos (CMTU), entre tantas outras iniciativas. Mas eu não entendo, pois mesmo assim somos criticados e difamados por um grupo de pessoas que estão sempre descontentes. Existem pessoas neste grupo que falam mal de todas as formas desta Casa. Outro episódio envolvendo inverdades, foi sobre as diárias,  que é um direito do legislador e servidor, em retirar para o cumprimento de agenda, e mesmo assim essas pessoas tem falado como se elas nunca trabalharam em um órgão público ou não tiveram acesso. Essas pessoas são moralistas pois algumas delas estavam trabalhando aqui, como exemplo um advogado, que nem preciso citar o nome, mas que chegou a retirar em um ano, mais de R$4.600 reais em diárias e no outro R$3.300 reais”.

Luis Costa indaga, pois quem está reclamando e injuriando esta Casa de Leis é na maioria, quem gostaria de estar aqui, seja como vereador ou servidor. Outro ponto que é citado é sobre a função com gratificação, na qual, o vereador que não tem o seu assessor recebendo, fica utilizando inverdades para provocar a discórdia ainda mais entre a Casa de Leis e a sociedade.

“Eu não sou contrário a nenhum servidor público que tenha desenvolvido outra função, que receba por isso, quero aqui dizer para a população que prestem bem atenção, e veja quem sãos essas pessoas que estão espalhando a discórdia, percebam quem são as pessoas que estão organizando esses motins”.

O legislador falou ainda que na semana passada enviou um ofício ao Ministério Público (MP), solicitando informações sobre algum processo contra o vereador Valmislei Alves, mas a resposta do MP é que toda e qualquer investigação que tenha, corre em segredo de justiça, e diante desta resposta, respaldada na justiça, Luis Costa não julgou procedente abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra o vereador citado, pois sua postura, é que só irá tomar decisões com provas que a justiça julgue procedente.

“Eu estou cansado de ser atacado por pessoas moralistas e que ficam com inverdades sobre minha conduta e esta Casa de Leis, e por isso já solicitei ao Ministério Público a quebra de sigilo bancário e telefônico meu, para mostrar a todos, quem está com a verdade. Pois vocês podem me chamar de qualquer coisa, menos de corrupto ou ladrão, pois eu honro minha função nesta Câmara e também toda esta sociedade que represento. E diante desta situação também pedi ao MP a quebra do sigilo bancário e telefônico de mais cinco pessoas, que estão envolvidas em mensagens em grupos de redes sociais espalhando a discórdia. Espero que isso ocorra o mais rápido possível para mostrar quem está de fato encaminhando essas mensagens e quem é corrupto, pois nesta Casa de Leis não tem ladrão”.politica



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POLÍTICA TERRITORIAL: Deputado Nininho celebra sanção de lei que regulamenta desmembramento de municípios


Nova legislação cria critérios nacionais para desmembramento de áreas entre municípios e abre caminho para revisão de limites em Mato Grosso; plebiscito será nos dois municípios afetados

Entrou em vigor a Lei Complementar 230/2026, que estabelece regras nacionais para o desmembramento de parte de um município para incorporação a outro. Sancionada sem vetos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial da União, a norma foi acompanhada de perto pelo deputado estadual Ondanir Bortolini, Nininho (Republicanos), que articulou com a deputada federal Gisela Simona a agilização da tramitação da proposta no Congresso Nacional.

 

A nova legislação define que qualquer alteração territorial dependerá de iniciativa da Assembleia Legislativa, elaboração de estudo de viabilidade e aprovação por plebiscito envolvendo os eleitores dos municípios afetados. O texto também proíbe, de forma expressa, a criação de novos municípios a partir desses desmembramentos.

 

A lei estabelece um prazo de 15 anos para que os processos de desmembramento sejam realizados. Também determina a suspensão dessas iniciativas no período que antecede o Censo Demográfico de 2030, com retomada após a divulgação dos resultados oficiais.

 

Outro ponto central é a exigência de aprovação do pedido de plebiscito com antecedência mínima de 90 dias. Para 2026, excepcionalmente, o prazo foi reduzido para 60 dias, com o objetivo de viabilizar consultas ainda neste ano.

 

Além disso, a norma mantém a possibilidade de atualização de limites intermunicipais mesmo durante a tramitação dos processos de desmembramento, o que permite aos estados avançar em revisões administrativas sem interrupções.

IMPACTOS

A regulamentação era considerada necessária para dar segurança jurídica a disputas territoriais que, em muitos casos, se arrastam por anos. A indefinição de limites afeta diretamente a arrecadação municipal e a prestação de serviços públicos, especialmente em regiões produtivas.

 

Segundo Nininho, que é presidente da Comissão de Revisão Territorial de Municípios e Cidades da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), a nova lei corrige uma lacuna. “Esse projeto era indispensável para dar segurança jurídica a um trabalho que Mato Grosso já iniciou. Sem essa regulamentação, os processos ficavam travados ou sujeitos a disputas judiciais intermináveis”, afirma.

 

O deputado também destaca os reflexos práticos da medida. “Estamos tratando de áreas onde a população, muitas vezes, já tem vínculo com outro município, mas permanece em uma divisão administrativa que não reflete a realidade. Isso gera prejuízos concretos”, diz Nininho.

RESSALVAS

No entanto, apesar de reconhecer o avanço da legislação, Nininho faz ressalvas quanto ao modelo de consulta popular previsto no texto. A lei determina que o plebiscito envolva os eleitores dos dois municípios impactados, o que, na avaliação do parlamentar, pode distorcer o resultado.

 

Para o parlamentar, o ideal seria restringir a votação à população diretamente afetada. “O plebiscito deveria abranger apenas os moradores da área a ser desmembrada, que são os mais interessados no processo e que vivenciam essa realidade no dia a dia”, argumenta Nininho.

 

A lei também estabelece que mudanças nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios e de outras transferências só ocorrerão após o encerramento do exercício financeiro seguinte à definição dos novos limites territoriais.

 

“A nossa expectativa é de que a regulamentação destrave processos paralisados e permita uma reorganização mais precisa das divisas municipais, especialmente em estados como Mato Grosso, onde há histórico de conflitos territoriais e áreas com vínculos administrativos indefinidos”, completa o deputado Nininho.

Redação: Sérgio Ober

 

 

 


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