Primavera do Leste / MT - Sexta-Feira, 22 de Maio de 2026

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Moradores de Primavera do Leste solicitam a construção da travessia urbana, e obras para a vazão de água empossada, próximo do Bairro Pioneiro



Da Assessoria

Um abaixo assinado com 480 assinaturas foi entregue ao vereador Luis Costa (PR), em que, no documento os moradores de Primavera do Leste solicitam o apoio para intervir com as autoridades e órgãos competentes, a construção da travessia urbana próxima do Bairro Pioneiro.

O trecho na qual, os moradores se referem, fica entre a BR-070 e o perímetro urbano, que liga o Bairro Pioneiro. Segundo a justificativa no documento, o local dá acesso a Universidade de Cuiabá, campos de Primavera do Leste (UNIC), e além do fluxo de estudantes que atravessam a BR-070 todos os dias, ainda tem os moradores da região que passam pelo local para trabalhar. Diante do exposto, a preocupação da comunidade, é pertinente já que pelo local passa um grande fluxo de veículos diariamente.

A preocupação que a comunidade tem em relação ao trânsito de pedestres e ciclistas, também é compartilhada pelo vereador Luis Costa, que ainda expõe outra situação, em que,  o acúmulo de água empossada no local, tem prejudicado a trafegabilidade em tempo chuvoso. Diante do exposto, foi entregue ofícios para a diretoria geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

“Em julho deste ano encaminhei ofícios para o DNIT, e autoridades, como deputados e o senador Wellington Fagundes, pedindo que essa obra de travessia urbana seja feita, já que por conta do fluxo de veículos, é perigoso para os pedestres e ciclistas atravessarem a BR-070. Ainda sem resposta, reforcei o pedido com outro ofício no dia 18 de setembro, que também foi recebido pelo senador e o DNIT. Nos ofícios enviados solicitei ainda obras de reparos para a vazão da água no trecho, já que quando chove, o local fica alagado. Agora aguardo um retorno”. Explica o vereador Luis Costa.

Além do pedido da travessia urbana, o legislador, solicita uma passarela para pedestres e toda a iluminação do trecho da rotatória da BR-070, na qual, alguns pontos, as instalações já foram feitas. É importante ressaltar que Primavera do Leste tem uma frota de 52 mil veículos emplacados, sendo que 70 mil veículos rodam dentro do município, segundo dados da Coordenadoria de Trânsito e Transportes Urbanos (CMTU).

“A BR-070 e a MT-130 cortam nossa cidade, e são duas rodovias importantes para nossa atividade econômica, que é a agricultura, por isso tenho preocupação em relação à segurança de nossa comunidade no trânsito. Precisamos buscar alternativas para que nosso trânsito seja seguro, sendo assim, vou continuar cobrando”. Conclui o vereador.

 



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Brasil - Polícia

Bilhetes com ordens do PCC mostram ligação de Deolane com facção


Investigação aponta relação com outras vertentes do crime organizado

Bilhetes que continham ordens internas dos integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) apreendidos em 2019 em um presídio em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, levaram a polícia a abrir a investigação que culminou na Operação Vérnix, deflagrada nesta quinta-feira (21) pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e pela Polícia Civil.

Segundo as informações da Secretaria de Segurança Pública do estado de São Paulo (SSP-SP), os bilhetes não mencionavam o nome da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, presa hoje na operação, mas foram o pontapé inicial para as investigações mostrarem que ela recebia valores provenientes de uma transportadora criada pelo PCC, com sede em Presidente Venceslau.

O dinheiro era repassado para outras contas para dificultar o rastreio. Duas dessas contas estão em nome de Deolane, que, segundo as investigações, fazia a lavagem do dinheiro.

Também foram alvo da operação Marco Herbas Camacho, o Marcola, chefe do PCC, que está preso na Penitenciária Federal de Brasília; Alejandro Camacho, irmão de Marcola, também preso em Brasília e notificado sobre a nova ordem de prisão; Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha de Marcola e apontada como intermediária nos negócios da família, foragida na Espanha; e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, sobrinho de Marcola e apontado como o destinatário do dinheiro lavado da família, que estaria na Bolívia.

Interpol

A Polícia Federal e o Ministério Público auxiliam nas buscas internacionais e os investigados entraram na Lista Vermelha da Interpol. Foram expedidos seis mandados de prisões preventivas, além do bloqueio de valores superiores a R$ 327 milhões e apreensão de 17 veículos de luxo e quatro imóveis.

De acordo com o Promotor de Justiça do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e membro do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), Lincoln Gakiya, as investigações terem chegado até Marcola e seu irmão Alejandro é importante porque mostram que, apesar de presos, ambos deixaram ordens pendentes e comunicações fora da cadeia.

Gokiya ressalta que as cartas encontradas na penitenciária em 2019 levaram as investigações até a transportadora.

“A empresa pertencia de fato à família Camacho, onde foi lavado esse dinheiro. O Marcola tem mais de 300 anos de pena para cumprir e ele certamente responderá a um novo processo, provavelmente sofrendo condenação nesse caso”, disse.

O promotor ressaltou que certamente haverá desdobramentos da Operação Vérnix, com o envolvimento de Deolane com outras pessoas e também com empresas ligadas a apostas – as bets.

“Nesse período de sete anos, mas principalmente de 2022 em diante, ela teve um aumento muito grande em seu faturamento. Inclusive sem correlação com o trabalho prestado. Então, isso vai gerar sonegação fiscal, vai gerar outras lavagens”, explicou.

Segundo o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, com a abertura dos sigilos bancário e fiscal, a investigação descobriu que Deolane mantém relacionamento com outras vertentes do crime organizado. As investigações revelaram que a influenciadora funciona como uma espécie de caixa do crime organizado.

Costa explica que, pelo poder econômico que a advogada adquiriu ao longo do tempo e influência, o crime organizado deposita esses valores nessa figura pública, e esse dinheiro acaba se misturando com o dinheiro de outras atividades.

“Quando é necessário, esses recursos retornam para o crime organizado. A prisão de uma influencer como essa, com mais de 20 milhões de seguidores, tem caráter pedagógico. Esperamos que cause um efeito de inibição”, afirmou o procurador.

Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil


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