Primavera do Leste / MT - Sábado, 13 de Junho de 2026

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Moradores de Primavera do Leste solicitam a construção da travessia urbana, e obras para a vazão de água empossada, próximo do Bairro Pioneiro



Da Assessoria

Um abaixo assinado com 480 assinaturas foi entregue ao vereador Luis Costa (PR), em que, no documento os moradores de Primavera do Leste solicitam o apoio para intervir com as autoridades e órgãos competentes, a construção da travessia urbana próxima do Bairro Pioneiro.

O trecho na qual, os moradores se referem, fica entre a BR-070 e o perímetro urbano, que liga o Bairro Pioneiro. Segundo a justificativa no documento, o local dá acesso a Universidade de Cuiabá, campos de Primavera do Leste (UNIC), e além do fluxo de estudantes que atravessam a BR-070 todos os dias, ainda tem os moradores da região que passam pelo local para trabalhar. Diante do exposto, a preocupação da comunidade, é pertinente já que pelo local passa um grande fluxo de veículos diariamente.

A preocupação que a comunidade tem em relação ao trânsito de pedestres e ciclistas, também é compartilhada pelo vereador Luis Costa, que ainda expõe outra situação, em que,  o acúmulo de água empossada no local, tem prejudicado a trafegabilidade em tempo chuvoso. Diante do exposto, foi entregue ofícios para a diretoria geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

“Em julho deste ano encaminhei ofícios para o DNIT, e autoridades, como deputados e o senador Wellington Fagundes, pedindo que essa obra de travessia urbana seja feita, já que por conta do fluxo de veículos, é perigoso para os pedestres e ciclistas atravessarem a BR-070. Ainda sem resposta, reforcei o pedido com outro ofício no dia 18 de setembro, que também foi recebido pelo senador e o DNIT. Nos ofícios enviados solicitei ainda obras de reparos para a vazão da água no trecho, já que quando chove, o local fica alagado. Agora aguardo um retorno”. Explica o vereador Luis Costa.

Além do pedido da travessia urbana, o legislador, solicita uma passarela para pedestres e toda a iluminação do trecho da rotatória da BR-070, na qual, alguns pontos, as instalações já foram feitas. É importante ressaltar que Primavera do Leste tem uma frota de 52 mil veículos emplacados, sendo que 70 mil veículos rodam dentro do município, segundo dados da Coordenadoria de Trânsito e Transportes Urbanos (CMTU).

“A BR-070 e a MT-130 cortam nossa cidade, e são duas rodovias importantes para nossa atividade econômica, que é a agricultura, por isso tenho preocupação em relação à segurança de nossa comunidade no trânsito. Precisamos buscar alternativas para que nosso trânsito seja seguro, sendo assim, vou continuar cobrando”. Conclui o vereador.

 



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Brasil

Justiça dá prazo de 24 meses para União e Funai demarcarem terra indígena no Nortão


A Justiça Federal em Mato Grosso determinou que a União e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) concluam o processo de demarcação da terra indígena do povo Kajkwakratxi (Tapayuna), na região de Brasnorte e Juara (cerca de 300 quilômetros de Sinop), num prazo de 24 meses. O juiz federal Pablo Kipper Aguilar ordenou ainda o pagamento de R$ 10 milhões em danos morais coletivos e a realização de uma cerimônia pública de pedido de desculpas aos indígenas.

 

Na decisão, o magistrado reconheceu violações de direitos humanos cometidas contra o povo Kajkwakratxi. O juiz mandou a União reunir toda a documentação disponível no Arquivo Nacional sobre violências ocorridas durante o processo de colonização da região do Rio Arinos e a remoção forçada desse povo ao Parque Indígena do Xingu. No processo, os indígenas contaram com o apoio da Defensoria Pública da União (DPU) e do Ministério Público Federal (MPF).

 

O magistrado afastou o argumento da Funai e da União de que o Supremo Tribunal Federal (STF) já estabeleceu prazo de dez anos para a conclusão das demarcações em andamento. Para ele, tal prazo tem natureza administrativa e não impede a atuação da Justiça quando há demora excessiva. “Agradeço a luta coletiva, fico muito feliz, a comunidade fica muito feliz, é uma surpresa”, disse Wetaktxi Tapayuna, presidente da Associação Indígena Tapayuna (AIT), de acordo com mensagem divulgada pela DPU.

 

Ele acrescentou que a comunidade considera a decisão “emocionante”. “É muita alegria ver toda essa trajetória que passamos até chegar nesse ponto tão importante, com relação ao nosso povo, com as gerações que estão lutando pelo território tradicional, para demarcação do território tradicional, com expectativa de viver em cima dos seus parentes que deixaram naquele tempo. Para defender nossa ancestralidade, para viver com a alma dos parentes”, completou Wetaktxi Tapayuna.

 

De acordo com o MPF, os indígenas Kajkwakratxi foram alvo de uma série de violências ao longo do século 20, que resultaram na desestruturação social do grupo. Na década de 1970, eles foram removidos à força, pelo Estado, de seu território tradicional para o Parque Nacional do Xingu.

 

Em seguida, uma Reserva Indígena Tapayuna chegou a ser criada em 1968, mas foi extinta em 1976 sob o argumento de que não haveria indígenas na área. Há indícios, porém, de que até o presente momento existem indígenas da etnia isolada na região de ocupação tradicional.


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