Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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“O que me deixaria feliz e satisfeito é que promessas políticas tivessem uma data de validade, um prazo a ser cumprido”. Indaga o vereador Luis Costa



Segundo os professores da Escola Municipal São José, quando o clima está muito quente ou frio, as aulas de educação física são suspensas.  Está situação vem ocorrendo há muitos anos, se levarmos em consideração que a escola existe há 23 anos, é vergonhoso para uma cidade de 70 mil habitantes que tem o um ótimo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). De acordo com dados disponibilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) Primavera do Leste em 2013, encontra-se em 0,752, no IDH, ou seja, é considerado com um índice alto, no qual chega a ser maior que do estado de Mato Grosso com 0,725 e o Brasil com 0,727.

Da Redação

Em uma visita a Escola Municipal São José, que fica localizada no Bairro São José, o vereador Luis Costa (PR), ouviu algumas reivindicações dos professores e da direção da unidade escolar, em relação à infraestrutura.

“Eu tenho um carinho muito grande a todos os moradores do Bairro São José, porque foi onde cresci, estudei e comecei a trabalhar. Na visita que fiz ontem (04) aos professores e a direção da escola, fui muito cobrado. Existe uma promessa política de que seria feito uma passagem do Bairro São José a BR-070, para dar acesso mais fácil e seguro à comunidade do bairro e região. Os professores estão cobrando, porque entra gestão e sai gestão, a promessa continua a mesma”. Explica o legislador.

Luis Costa reforça em sua fala que a função do vereador é cobrar, acompanhar os projetos as ações do executivo, mas também é denunciar todas as mazelas que o povo tem passado.

“Outro problema grave apontado pelos professores é a falta de infraestrutura da quadra de esportes. O local não tem cobertura, não tem telas, não tem iluminação adequada, parte do piso está deteriorado, não tem nada. Agora imagina como é ter uma aula de educação física com sol, com a temperatura mais de 30 graus? Ou então vamos imaginar ao contrário, com o vento frio destes últimos dias, com a temperatura lá em baixo? É inadmissível fazer isso com nossas crianças”. Aponta o legislador.

Segundo os professores, quando o clima está muito quente ou frio, as aulas de educação física são suspensas.  Está situação vem ocorrendo há anos, e se levarmos em consideração que a escola existe há 23 anos, é muito vergonhoso para uma cidade de 70 mil habitantes que tem o um ótimo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). De acordo com dados disponibilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) Primavera do Leste em 2013, encontra-se em 0,752, no IDH, ou seja, é considerado com um índice alto, no qual chega a ser maior que do estado de Mato Grosso com 0,725 e o Brasil com 0,727.

“É revoltante ver quantos investimentos temos em pastas menores, e a conversa continua a mesma, e se torna mais uma vez promessa de campanha. Este problema que estou falando não é novidade, vários vereadores que já passaram por esta casa, fizeram indicações para as manutenções na escola e na quadra, mas até agora nada. Às vezes ouvimos e sabemos que algumas escolas em situação de depredação, são do estado e a responsabilidade é do estado, mas enquanto tivermos cidadãos primaverenses precisando de uma educação de qualidade, irei sim lutar. O que me deixaria feliz e satisfeito é que promessas políticas tivessem uma data de validade, um prazo a ser cumprido”. Questiona Luis Costa.

O legislador explica que a comunidade, sendo pais e alunos criam expectativas em torno das promessas políticas, e com o passar do tempo, ficam desacreditados, já que nunca há um retorno.

“Eu disse na semana passada e reforço, que precisamos manter nossa base, que é a educação e saúde. Precisamos de uma escola de qualidade, com as reformas necessárias, adequações, com uma quadra coberta e digna, porque esses serviços são essenciais, para a formação social, econômica e política do ser humano. Eu continuarei lutando pela escola São José, e tantas outras que necessitarem de serviços públicos”. Conclui.



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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