Primavera do Leste / MT - Sábado, 17 de Janeiro de 2026

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Surge um novo grupo na política de Primavera, o grupo do povo, diz Luís Costa



Luís Costa (PR), foi o candidato a deputado estadual mais votado em Primavera do Leste. O parlamentar concorreu ao cargo ao lado de outras três pessoas da cidade, o também vereador Miley Alves, Zeca Viana e Toninho Nogueira, dentre esses Luís conquistou 13,91% dos votos válidos, o que representa 3.973.

Em entrevista ao jornal O Diário na manhã de segunda-feira (08), o vereador falou da experiência de concorrer a uma cadeira na Assembleia Legislativa e a surpresa do resultado, pois segundo Costa, ele não teve apoio de grupos políticos da cidade e acredita que o resultado nas urnas é um recado da população que quer mudanças.

Mesmo não alcançando o objetivo final, que era o de se tornar representante de Primavera do Leste na Assembleia Legislativa, Luís Costa disse estar muito satisfeito com o resultado. “Todo mundo que participa de uma eleição quer ganhar e fica muito contente quando atinge esse objetivo, mas na realidade da campanha, no dia a dia, avalio como positivo. Estou muito contente com a população de Primavera que entendeu que nem sempre o dinheiro e o sobrenome que você carrega é importante, ter trabalho prestado e estar ao lado do povo, é muito importante na política. A
População deu esse recado nas urnas”, ressaltou.

Dos 49.970 candidatos aptos a votar, 33.919 compareceram aos locais de votação. O que chama a atenção é a divisão dos votos, já que 110 candidatos a deputado estadual receberam votos dos primaverenses, diante desse cenário, Luis Costa avalia que faltou união entre as lideranças para que a cidade de fato tivesse um representante. Além disso o vereador ressaltou que o fator econômico fez a diferença.

“Na época de eleições candidatos de outras cidades vem para cá e
derramam dinheiro para poder se eleger. Como? Comprando as lideranças que vai pedir votos aqui. Por isso outros candidatos têm voto aqui. A população ainda não entendeu a importância que é ter um deputado que seja realmente de Primavera, que se interesse em resolver o problema daqui. Ter alguém daqui só por ter não adianta, mas a população precisa entender como funciona a politica. Outros candidatos são bem votados por causa do dinheiro. Outra situação que eu avalio, estamos vivendo uma época de governo populista, onde se xinga todo mundo, mentem, fazem discursos moralistas, pois quando você chega em um cargo, vê que
não consegue fazer o que falava. Primavera podia ter feito sim, dois deputados, mas ainda está muito dividido devido a questões econômicas, a falta de união aqui se reflete no financeiro”, avaliou.

Dos quatro nomes que concorriam a uma cadeira na Assembleia, nenhum conseguiu uma das 24 vagas, assim Primavera do Leste fica sem um representante direto no cenário estadual, o que para Costa é extremamente ruim para a cidade. “Não ter representante é ruim, vamos ter que bater na porta deles pedindo favor, seja em Brasília ou em Cuiabá. Dos que foram eleitos e tiveram o apoio do prefeito o que destinaram para cá? O que eles trouxeram para cidade? Claro que eles vão priorizar a cidade deles, priorizar onde tiveram mais votos. Eles não têm compromisso com a população. Será muito ruim, não vai ter ninguém por Primavera cobrando, vai faltar
na saúde, vai faltar na educação, pois não teremos a quem cobrar”,ressaltou o candidato que novamente voltou a criticar as lideranças da cidade.

“A liderança que pega dinheiro e pede votos para candidatos de outra cidade só pensou nele. Pegou o dinheiro e pensou em si, não na comunidade. A política tem que ser feita no coletivo pensando em todos. Muita gente me pergunta se poderia ter sido só eu o candidato de Primavera. Se fosse ver o que foi tratado lá atrás, sim seria só eu! Tirando o Zeca que é de outro grupo e estaria eleito também. Vejo a falta de união e de pensar na cidade de verdade, as pessoas pensam apenas nos seus grupos e não na cidade, com
isso vem consequências ruins para o município”, explicou.

Porém, Luís se vê otimista diante do cenário e acredita que as pessoas já estão com um novo olhar. “Nota-se um novo grupo surgindo. Meu grupo é o povo, não tive apoio de nenhum político da cidade. Se o povo quer, por que não pensar em ser prefeito de Primavera? Por que não pensar novamente em uma candidatura para deputado? Nestes dois anos que temos a frente da Câmara, espero passar para a população a importância do voto, a importância em votar em alguém que é da cidade. Quem sabe agora as pessoas passem a entender o verdadeiro papel de um político, um político que briga, não apenas ser político por nome. Um político que
trabalha e não somente pense no dinheiro”, frisou.

O vereador fez questão de agradecer a todos que, direta e indiretamente, ajudaram na campanha e confiaram a ele o voto. “Fiz uma campanha sem dinheiro e por mim, pela minha esposa e meu filho. O povo mostrou que eles querem um novo grupo. Agradeço a todos que andaram comigo o tempo todo, pessoas voluntárias que entregavam os santinhos para familiares. Agradecer a todos de Primavera e também em toda região. Prometo continuar trabalhando ao lado do povo”, finalizou.

Fonte: Jaqueline Hatamoto / Clique F5



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Punição da Sefaz: Secretário multa servidora em 50% da remuneração por não cumprir lei


O secretário de Fazenda (Sefaz-MT) Rogério Gallo multou em 50% da remuneração a servidora pública Gisele Barco de Matos, que respondia a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), desde de 2024.

A punição foi aplicada como medida alternativa da suspensão por 90 dias da servidora, como estabelece o Estatuto dos Servidores Públicos do Estado de Mato Grosso. A servidora está afastada da sua função há dois anos para tratar de interesse pessoa

A pena de suspensão não faria sentido de forma correta.

A punição foi aplicada como medida alternativa da suspensão por 90 dias da servidora, como estabelece o Estatuto dos Servidores Públicos do Estado de Mato Grosso. A servidora está afastada da sua função há dois anos para tratar de interesse pessoal A pena de suspensão não faria sentido de forma

 

A penalidade à servidora foi aplicada porque ela violou a dever do funcionário público, de ler conduta de moralidade administrativa, e pela proibição de realizar atividade incompatível com a função e horário de trabalho que exerce na secretaria

 

A Sefaz MT informou que o caso está em sigilo e não pode comentar mais detalhes sobre o processo disciplinar da servidora

 

Explique melhor “A penalidade à servidora foi aplicada porque ela violou o dever do funcionário público, de ter conduta de moralidade administrativa, e pela proibição de realizar atividade incompatível com a função e horário de trabalho que exerce na secretaria.”

 

Essa frase resume os fundamentos jurídicos e éticos que levaram à punição da servidora. No Direito Administrativo brasileiro, o servidor público não responde apenas pelo que faz “no papel”, mas também por como se comporta e como gere seu tempo.

Aqui está o desdobramento desses três pontos principais:

 

1. Violação do Dever de Moralidade Administrativa A moralidade administrativa vai além da legalidade (seguir a lei). Ela exige que o servidor atue com honestidade, decoro e boa-fé. O que significa na prática: Não basta que o ato seja legal; ele precisa ser ético. Se a conduta da servidora foi considerada “imoral” para a administração, entende-se que ela feriu a imagem da instituição ou agiu de forma a privilegiar interesses que não são os públicos.

 

2. Realização de Atividade Incompatível com a Função

Todo cargo público possui restrições para evitar conflitos de interesse. O conflito: Um servidor da Secretaria de Fazenda (Sefaz), que lida com impostos, fiscalização e dinheiro público, geralmente é proibido de exercer atividades privadas que possam gerar influência indevida ou onde ele possa usar informações privilegiadas.

 

Exemplo: Um fiscal de tributos não pode ser consultor de empresas que ele mesmo deveria fiscalizar.

3. Incompatibilidade com o Horário de Trabalho

 

Este é um ponto objetivo sobre a jornada de trabalho. Dedicação: O Estado paga pelo tempo do servidor. Se ficou comprovado que ela exercia outra atividade (seja comercial, advocatícia, etc.) durante o período em que deveria estar cumprindo sua carga horária na Sefaz, isso configura abandono de função ou má prestação de serviço.

 

Por que isso é grave?

Para a administração pública, quando um servidor une esses três fatores, ele quebra a relação de confiança com o Estado. A punição (que pode variar de advertência e suspensão até demissão) serve para reafirmar que o interesse público deve prevalecer sobre o interesse privado do funcionário.

 

No caso citado, a decisão do secretário Rogério Gallo sinaliza que a conduta de Gisele Barco de Matos ultrapassou os limites aceitáveis para alguém que ocupa um cargo na estrutura fazendária.

Fonte: Mídia News

 


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