Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 22 de Outubro de 2026

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Vereador Luis Costa chama a população para participar ativamente da agenda pública de nosso município



Da Redação

Na última sexta-feira (08), a prefeitura municipal de Primavera do Leste realizou uma Audiência Pública para avaliar as metas fiscais referente ao primeiro quadrimestre do ano. Na ocasião, participaram da audiência o vereador Luis Costa (PR), Juarez Barboza (PDT), junto com a assessora e o vereador Paulo Marcio (DEM). Infelizmente foram apenas estes três vereadores, junto a uma assessora e o funcionário da prefeitura que conduziu a audiência.

“A Audiência Pública avaliou o orçamento do poder executivo e do legislativo, e diante da falta da participação popular, eu fico com a sensação de tristeza e revolta. Digo isso porque existem pessoas que ficam gastando o seu tempo em grupos de WhatssApp para ficar xingando e falando mau dos vereadores, e de parte da classe política, e esses ataques são para tirar o foco do que é importante. Essa situação irá mudar porque todos os áudios destas pessoas que vem atacando esta Casa de Leis estão com o jurídico e muito em breve a conta vai chegar, será feito justiça”.  Explica o legislador.

A indagação do vereador é para alertar a população que só há mudança concreta na política quando há participação do povo nos assuntos públicos. Porque se o cidadão participa, acompanha e fiscaliza, as coisas ficam diferentes.

“Gente! Grupo de WhatssApp não vota, grupo de WatssApp não decide os rumos de nossa cidade. A oportunidade de questionar é participando realmente. Eu já disse e repito, parece que muitas pessoas não tem o que fazer e não tem sabedoria para distinguir qual é o papel do cidadão. Essa situação me deixa indignado. Algumas pessoas falam que não irão votar mais em ninguém, mas saibam que os corruptos irão estar lá, nem que seja com 10 votos e irão ganhar a eleição. O único jeito que a população tem para protestar é votar em pessoas comprometidas que querem fazer a coisa certa na gestão pública”. Questiona o vereador.

Luis Costa explica ainda que será realizada em breve uma Audiência Pública sobre a empresa Águas de Primavera e tem esperança que haja participação popular. Porque se não houver demandas, denúncias, a proposta irá se perder.

“Eu não quero me frustrar novamente. Espero que a Audiência Pública sobre a empresa Águas de Primavera tenha a participação do povo. Gente, reclamar em rede social, fazer xingamentos em grupos de WhatssApp, parece que ficou normal, mas na hora de fazer acontecer, na hora de participar das ações políticas de nosso município, momento esse que o povo tem voz e vez, não há um envolvimento. Um grupo de WhatssApp tem cerca de 250 pessoas que falam sem conhecimento, que denigre a imagem das pessoas com dignidade, e esse não é o caminho”. Explica Luis Costa.

O legislador faz menção de uma coluna de opinião do jornalista Eli Leal, em seu jornal, O Correio, em que ele questiona, onde estão as autoridades desta cidade? O questionamento do vereador diz respeito à falta de posicionamento em relação à difamação que vem ocorrendo por parte de alguns grupos políticos de nossa cidade.

“Será que vai ser preciso acontecer alguma coisa para que alguma providência seja tomada, diante de tantos xingamentos, intrigas, e corrupção. Tem pessoas que tem coragem de entrar nesta Casa de Leis, para fotografar qualquer coisa e levantar mentiras. Isso é um absurdo. Eu espero que a justiça seja feita, porque aqui não é terra de ninguém, e iremos mostrar para essas pessoas que a força popular, que o certo, que a política feita de forma concreta, dentro das leis, é nossa alternativa de mudança social”. Conclui Luis Costa.



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política

TSE estuda desativar canais políticos no WhatsApp 48h antes da eleição


Proposta foi escrita pelo vice-presidente da Corte, André Mendonça

TSE faz últimos preparativos para o primeiro turno nas Eleições 2018

Uma minuta de resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê que canais de WhatsApp com teor político e mais de 200 mil seguidores sejam desativados nas 48 horas anteriores e 24 horas posteriores ao segundo turno da eleição, marcado para o próximo domingo (25). 

Caso aprovada pelo plenário do TSE, a medida entraria em vigor de imediato, conforme o texto da minuta obtida pela Agência Brasil.

A minuta com a proposta passou a circular entre os ministros do TSE após o tema ser debatido em reuniões informais realizadas na sexta-feira (16) e na terça-feira (20). O texto foi redigido pelo ministro André Mendonça, vice-presidente da Corte Eleitoral.

Em nota à imprensa, o gabinete de Mendonça informou não se tratar de uma iniciativa pessoal do ministro, mas que coube a ele a autoria da minuta por ser tradição que as normas eleitorais sejam redigidas pelo vice-presidente do TSE.

“O objetivo discutido é proteger a integridade do pleito nas horas que antecedem e sucedem a votação, quando não há tempo hábil para resposta ou correção de conteúdos ilícitos”, diz a nota do gabinete de Mendonça.

A nota acrescenta ainda que o texto foi redigido a partir de um consenso interno, e que “os critérios em análise são objetivos e impessoais e valem igualmente para todos os canais de natureza político-eleitoral de grande alcance, qualquer que seja o candidato, o partido ou a orientação política”.

Caso seja aprovada, a iniciativa deve atingir o canal “Exército do Lula”, que atingiu nesta quarta (21) a marca de 7 milhões de inscritos no aplicativo de mensagens WhatsApp. Também seria desativado o canal “Tropa do Flávio”, que possui 2 milhões de inscritos.

Proposta

O texto da minuta aplica aos canais de transmissão de natureza político-eleitoral com mais de 200 mil seguidores as mesmas restrições que já vigoram sobre o conteúdo impulsionado de campanha, aquele cujo alcance é potencializado mediante pagamento às plataformas.

O texto também considera haver “alcance desproporcional de canais com grande audiência na difusão de conteúdos ilícitos”.

Em outro trecho, a proposta diz ainda que “o período compreendido entre as 48 (quarenta e oito) horas antes e as 24 (vinte e quatro) horas depois da eleição concentra o maior risco de dano irreversível à formação livre da vontade do eleitorado, por não haver tempo hábil para resposta, esclarecimento ou tutela jurisdicional efetiva”.

Controvérsia

A proposta surge após uma disputa de liminares em torno do canal “Exército do Lula”. Na semana passada, o canal foi retirado do ar pelo ministro Kássio Nunes Marques, presidente do TSE, após pedido da campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro, que alegou disseminação de desinformação.

Logo em seguida, porém, o corregedor-nacional da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o canal. Ele afirmou não haver elementos que justificassem a medida e que Nunes Marques não poderia ter suspendido o canal por via administrativa, como fez, uma vez que o caso já tramitava pela via judicial em processo relatado pelo próprio corregedor.

Pouco depois, porém, Nunes Marques voltou a suspender o canal, alegando que mesmo sendo administrado por um apoiador, o deputado André Janones (Rede-MG), a ferramenta teria vínculo com a campanha oficial, e portanto deveria estar registrado no TSE como tal.

Por fim, o Exército do Lula acabou sendo liberado pelo presidente do TSE, após o registro ter sido feito pela campanha oficial.

Felipe Pontes – repórter da Agência Brasil


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