Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Vereador Luis Costa quer saber quando as obras de drenagem serão retomadas



Da Redação

Entra ano e sai ano, e a situação continua a mesma, pois é só começar o período chuvoso, que parte da cidade fica alagada. Além da situação caótica para transitar em ruas e avenidas, a falta de escoamento da água, faz com que residências, comércios e até instituições escolares fiquem ilhados. Na última semana, ocorreu uma chuva forte no município, e a falta de escoamento da água atingiu a creche Eliane Macedo que fica no Bairro São Cristovão. Parte do local se tornou uma piscina, e a rua intransitável.

“Mais um ano que iniciamos com problemas de alagamentos. A situação é bem complicada porque não é só a questão do escoamento da água, mas também de saúde pública. Imagina essa água da chuva que passa pelas ruas, em contato com lixos, animais mortos e sem solução para este problema, quem entra em contato com essa água suja, é o povo, porque precisa limpar suas casas, levantar móveis, entre tantas ouras situações. Também falo aqui de todas as crianças que já ficaram alagadas em escolas, correndo um risco de exposição ainda maior com a água da enxurrada”. Explica Luis Costa.

Nesta última sessão ordinária (18), o legislador cobrou novamente o executivo, querendo saber, como está a situação das obras de drenagem na cidade, já que não se houve falar mais nada.

“As obras iniciaram no final de agosto do ano passado, na Avenida Campo Grande, primeiro que eu acho que existem locais na cidade, como por exemplo, a região da Creche Eliane Macedo, que alaga muito mais que a Avenida Campo Grande. Outra situação vivenciada pelos cidadãos primaverenses, foi à má qualidade do serviço prestado pela empresa contratada para executar a obra. Quem se lembra da situação da Avenida Campo Grande até o final do ano passado. Estava intransitável, eu mesmo em minha rede social mostrei a situação do asfalto que eles fizeram depois que quebraram tudo. A empresa prestou um serviço ruim”. Aponta o legislador.

Luis Costa quer saber se irá abrir novamente o processo de licitação para a contratação de uma nova empresa que executará o serviço, ou se continuará a mesma empresa. Também quer saber quando as obras irão ser retomadas e a previsão para conclusão.

“Segundo informações da própria prefeitura, o custo da obra é de R$ 2,5 milhões, e o investimento vai resolver o problema de alagamento no centro da cidade, e o restante da cidade? Esse valor é tão alto e mesmo assim não irá cobrir os outros bairros? E o Poncho Verde? E o São Cristovão? Quero saber também quando começa a obra no restante da cidade? Ainda quando começou a obra na Avenida Campo Grande a previsão de término estava 180 dias, mas já venceu esse prazo, e agora?” Conclui o vereador.

 



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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