Primavera do Leste / MT - Sábado, 13 de Junho de 2026

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Vereador Luis Costa é um possível candidato a prefeito de Primavera do Leste



Em entrevista ao jornal “Diário” o vereador Luis Costa, falou sobre sua possível candidatura a prefeitura de Primavera do Leste e também sobre o cenário político atual.

“É a hora de mudar, de sair desses dois grupos que sempre comandaram Primavera”  O vereador Luis Costa (PR), aparece como um dos possíveis candidatos ao pleito suplementar, bastante atuante, Luis vem se destacando pelo estilo fiscalizador. Costa deixa claro a intenção em disputar ao cargo de prefeito de Primavera, ele ressalta que tem conversado com alguns partidos políticos, e pode sim se tornar a chamada “terceira via”. Costa destaca que a candidatura seria uma opção para população que quer fugir do sistema político atual. “Eu pretendo disputar as eleições se eu conseguir viabilizar a minha candidatura, para sair do sistema político um pouco, o sistema principalmente de Primavera, em que você tem que ter dinheiro para poder disputar as eleições. Acredito que é possível fazer política para as pessoas de bem, para as pessoas que não vão se vender, para as pessoas que vão entrar com propostas de melhorias, de transparência, da aplicação correta dos recursos públicos. Acredito que a política do mal, a do passado, perde força a cada dia com tudo que está acontecendo em nosso país, por isso quero disputar e ser uma nova opção, alguém que não concorda com sistema político que está implantado em todo Brasil, quero ser a diferença”, frisou. Luis acredita que a cidade terá mais de um candidato ao cargo, devido aos bons nomes que a cidade tem. “Primavera pode ter mais de um candidato, dois ou três candidatos, ou até mesmo quatro, Primavera tem muitos nomes bons. Todas as administrações foram importantes para o município, mas acredito que é a hora de mudar, de sair desses dois grupos que sempre comandaram Primavera do Leste”. Perguntado sobre o que o faria desistir da disputa, Costa ressalta que apenas um fator o desmotiva: “a corrupção que assola todo o país, e em Primavera não é diferente. Para se ter votos em Primavera é preciso de grupos, de coligação precisa de partidos, e todos querem uma fatia do bolo, todos querem um cargo, um contrato, geralmente é assim que funciona. E depois a cidade fica na mão desse pequeno grupo, pois ajudou o candidato a ser eleito e com isso são favorecidos, isso é desmotivador, você só pode ser candidato se comprar esse apoio, isso pode me fazer desistir da disputa. O que me motiva é a vontade de fazer diferente, provar que é possível com transparência e honestidade, simplicidade, aplicando os impostos de forma correta, e mostrar para população de forma transparente. Usar os meios de comunicação para mostrar à população o que vem sendo feito com o dinheiro dela, não temos aliados e grupos, e sim estarmos focados no povo. Me acho capaz, porém, a qualidade que um político precisa meu pai me ensinou, que é não roubar o dinheiro do povo”.



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Brasil

Justiça dá prazo de 24 meses para União e Funai demarcarem terra indígena no Nortão


A Justiça Federal em Mato Grosso determinou que a União e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) concluam o processo de demarcação da terra indígena do povo Kajkwakratxi (Tapayuna), na região de Brasnorte e Juara (cerca de 300 quilômetros de Sinop), num prazo de 24 meses. O juiz federal Pablo Kipper Aguilar ordenou ainda o pagamento de R$ 10 milhões em danos morais coletivos e a realização de uma cerimônia pública de pedido de desculpas aos indígenas.

 

Na decisão, o magistrado reconheceu violações de direitos humanos cometidas contra o povo Kajkwakratxi. O juiz mandou a União reunir toda a documentação disponível no Arquivo Nacional sobre violências ocorridas durante o processo de colonização da região do Rio Arinos e a remoção forçada desse povo ao Parque Indígena do Xingu. No processo, os indígenas contaram com o apoio da Defensoria Pública da União (DPU) e do Ministério Público Federal (MPF).

 

O magistrado afastou o argumento da Funai e da União de que o Supremo Tribunal Federal (STF) já estabeleceu prazo de dez anos para a conclusão das demarcações em andamento. Para ele, tal prazo tem natureza administrativa e não impede a atuação da Justiça quando há demora excessiva. “Agradeço a luta coletiva, fico muito feliz, a comunidade fica muito feliz, é uma surpresa”, disse Wetaktxi Tapayuna, presidente da Associação Indígena Tapayuna (AIT), de acordo com mensagem divulgada pela DPU.

 

Ele acrescentou que a comunidade considera a decisão “emocionante”. “É muita alegria ver toda essa trajetória que passamos até chegar nesse ponto tão importante, com relação ao nosso povo, com as gerações que estão lutando pelo território tradicional, para demarcação do território tradicional, com expectativa de viver em cima dos seus parentes que deixaram naquele tempo. Para defender nossa ancestralidade, para viver com a alma dos parentes”, completou Wetaktxi Tapayuna.

 

De acordo com o MPF, os indígenas Kajkwakratxi foram alvo de uma série de violências ao longo do século 20, que resultaram na desestruturação social do grupo. Na década de 1970, eles foram removidos à força, pelo Estado, de seu território tradicional para o Parque Nacional do Xingu.

 

Em seguida, uma Reserva Indígena Tapayuna chegou a ser criada em 1968, mas foi extinta em 1976 sob o argumento de que não haveria indígenas na área. Há indícios, porém, de que até o presente momento existem indígenas da etnia isolada na região de ocupação tradicional.


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