Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 22 de Outubro de 2026

HOME / NOTÍCIAS

política

Vereador Luis Costa fala sobre paralisação nacional dos caminhoneiros e faz um alerta a população



Da Redação

Uma semana de paralisação nacional dos caminhoneiros fez o País parar. O maior reflexo do movimento foi à falta de combustíveis nas bombas. No último final de semana Primavera do Leste acompanhou a movimentação na entrada da cidade, nas margens da BR-070, e ouviu as reivindicações dos caminhoneiros sobre o preço exorbitante dos combustíveis e a desvalorização no pagamento pelo frete.

“Eu acompanhei a paralisação de perto, e os caminhoneiros estão de parabéns pela mobilização nacional, são guerreiros das estradas. A categoria conseguiu baixar R$ 0,46 centavos no diesel por 60 dias, também conseguiu a redução nos postos de pedágio. Todos sabem que eu tenho lutado há anos para que reduza o valor do pedágio cobrado que é um absurdo principalmente a cobrança feita pela Concessionária Morro da Mesa, agora com essa medida, também comemoro junto a categoria. Além dessas reivindicações os caminhoneiros conseguiram 30% na redução do frete da Conab”. Explica o vereador Luis Costa (PR) durante sua fala na última sessão ordinária (28).

No entanto o vereador chama atenção ao dizer que se há redução em um produto, terá aumento em outros. “O governo federal diz que não tem dinheiro, diz que o País está em crise, mas se irá reduzir de um lado, irá aumentar do outro. Quem acompanha a mídia seja escrita ou televisionada, sabe que não existe almoço grátis e que ninguém vai dar prato feito de graça. O governo vai tirar de algum lugar para cobrir essa baixa. Eu parabenizo a categoria e acho o movimento válido, mas isso não ficará de graça”.

Durante a paralisação no final de semana, representantes políticos locais se reuniram em torno dos caminhoneiros para sinalizar apoio ao movimento, porém o legislador Luis Costa explica que o movimento não pode ser político e que o espaço de reivindicações é legítimo, mas partiu de uma categoria.

“Eu sempre expressei minha opinião e sofro perseguições por isso, pago um preço alto, mas eu digo a verdade, o que vimos no final de semana, foi um palanque de comício e é preciso lembrar que a paralisação não é um ato político partidário, é uma luta de uma categoria que tem buscado melhorias, dignidade de trabalho e salário. Um representante de entidade do comércio local disse uma verdade em relação ao apoio do povo à paralisação, em que o comércio todo parou para apoiar a categoria, mas agora os comerciantes esperam o mesmo. Se o comércio parar, ou precisar reivindicar, nós vamos estar juntos, apoiando? O produtor rural vai estar junto ao comércio?” Indaga Luis Costa.

O vereador disse ainda que nós devêssemos ter essa vontade de manifestação e ajudar também outras entidades, se a classe dos caminhoneiros conseguiu uma redução, porque não apoiar outras entidades?

“Este empenho que todos tiveram em ajudar o movimento também poderia se estender a outras classes. Essa determinação precisa continuar. O brasileiro precisa lutar para que tenhamos um final feliz. Não vou aqui fazer um discurso populista, que estou lutando e vamos até o fim, porque infelizmente a conta vai chegar, seja no arroz ou em outro produto. Essa é a realidade. Uma categoria conseguiu, mas o movimento por um Brasil melhor tem que continuar e começando por nós, por cada um. Não existe milagre, a minha expectativa é que as coisas melhorem, porque o problema não está no sistema e sim no brasileiro. Temos o exemplo agora, que quando começou a faltar combustível, todos lotaram os postos e novamente quando chegou nas bombas, mais pessoas lotaram novamente, formando filas enormes, então cadê o sentimento de união, de força, de estarmos juntos? A mudança começa com cada um de nós, porque esse exemplo de filas por combustível demonstra que o carro é uma paixão nacional, todo mundo quer ter seu veículo, mas no momento de luta cadê essa união. Cada um tem que ter atitude, a vereadora Carmem Betti (PSC) veio trabalhar a pé, eu vim de bicicleta e assim que iremos conseguir algo maior, mudando nosso pensamento”. Ressalta o legislador.

Luis Costa encerra sua fala sobre a paralisação nacional dos caminhoneiros dizendo que nós temos que aprender a votar, temos que acompanhar as notícias mentirosas e falsas.

“Eu tenho admiração por alguns representantes políticos sérios como o vereador Manuel Mazutti do MDB, entre outros, mas quero dizer que infelizmente todos os partidos seja, o MDB ou meu partido, todos estão ligados, e para mudarmos esse cenário político temos que mudar nossa cabeça. Aprender a votar, temos que cobrar, unir com todas as categorias, não existe mágica. Mas agora neste momento, todos brasileiros irão pagar a conta, não importa como irá vim essa redução do combustível, mas o governo irá sim cobrar em outro produto. É aquela história, baixa aqui e aumenta dali”. Afirma Luis Costa.

 



COMENTÁRIOS

0 Comentários

Deixe o seu comentário!





*

HOME / NOTÍCIAS

política

TSE estuda desativar canais políticos no WhatsApp 48h antes da eleição


Proposta foi escrita pelo vice-presidente da Corte, André Mendonça

TSE faz últimos preparativos para o primeiro turno nas Eleições 2018

Uma minuta de resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê que canais de WhatsApp com teor político e mais de 200 mil seguidores sejam desativados nas 48 horas anteriores e 24 horas posteriores ao segundo turno da eleição, marcado para o próximo domingo (25). 

Caso aprovada pelo plenário do TSE, a medida entraria em vigor de imediato, conforme o texto da minuta obtida pela Agência Brasil.

A minuta com a proposta passou a circular entre os ministros do TSE após o tema ser debatido em reuniões informais realizadas na sexta-feira (16) e na terça-feira (20). O texto foi redigido pelo ministro André Mendonça, vice-presidente da Corte Eleitoral.

Em nota à imprensa, o gabinete de Mendonça informou não se tratar de uma iniciativa pessoal do ministro, mas que coube a ele a autoria da minuta por ser tradição que as normas eleitorais sejam redigidas pelo vice-presidente do TSE.

“O objetivo discutido é proteger a integridade do pleito nas horas que antecedem e sucedem a votação, quando não há tempo hábil para resposta ou correção de conteúdos ilícitos”, diz a nota do gabinete de Mendonça.

A nota acrescenta ainda que o texto foi redigido a partir de um consenso interno, e que “os critérios em análise são objetivos e impessoais e valem igualmente para todos os canais de natureza político-eleitoral de grande alcance, qualquer que seja o candidato, o partido ou a orientação política”.

Caso seja aprovada, a iniciativa deve atingir o canal “Exército do Lula”, que atingiu nesta quarta (21) a marca de 7 milhões de inscritos no aplicativo de mensagens WhatsApp. Também seria desativado o canal “Tropa do Flávio”, que possui 2 milhões de inscritos.

Proposta

O texto da minuta aplica aos canais de transmissão de natureza político-eleitoral com mais de 200 mil seguidores as mesmas restrições que já vigoram sobre o conteúdo impulsionado de campanha, aquele cujo alcance é potencializado mediante pagamento às plataformas.

O texto também considera haver “alcance desproporcional de canais com grande audiência na difusão de conteúdos ilícitos”.

Em outro trecho, a proposta diz ainda que “o período compreendido entre as 48 (quarenta e oito) horas antes e as 24 (vinte e quatro) horas depois da eleição concentra o maior risco de dano irreversível à formação livre da vontade do eleitorado, por não haver tempo hábil para resposta, esclarecimento ou tutela jurisdicional efetiva”.

Controvérsia

A proposta surge após uma disputa de liminares em torno do canal “Exército do Lula”. Na semana passada, o canal foi retirado do ar pelo ministro Kássio Nunes Marques, presidente do TSE, após pedido da campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro, que alegou disseminação de desinformação.

Logo em seguida, porém, o corregedor-nacional da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o canal. Ele afirmou não haver elementos que justificassem a medida e que Nunes Marques não poderia ter suspendido o canal por via administrativa, como fez, uma vez que o caso já tramitava pela via judicial em processo relatado pelo próprio corregedor.

Pouco depois, porém, Nunes Marques voltou a suspender o canal, alegando que mesmo sendo administrado por um apoiador, o deputado André Janones (Rede-MG), a ferramenta teria vínculo com a campanha oficial, e portanto deveria estar registrado no TSE como tal.

Por fim, o Exército do Lula acabou sendo liberado pelo presidente do TSE, após o registro ter sido feito pela campanha oficial.

Felipe Pontes – repórter da Agência Brasil


Antenado News