Primavera do Leste / MT - Sexta-Feira, 01 de Maio de 2026

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Polícia

Grupo atira contra agentes, explode muro de penitenciária e 26 presos fogem em Rondonópolis (MT)



Um grupo de 26 presos fugiu na madrugada desta sexta-feira (10) da Penitenciária Major Eldo Sá Corrêa, a Mata Grande, em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá. Segundo o Sindicato dos Servidores Penitenciários do Estado de Mato Grosso (Sindspen-MT), bandidos atiraram contra agentes que estavam nas torres de segurança da penitenciária, jogaram explosivos no muro da unidade e ajudaram na fuga dos presos. Inicialmente a penitenciária informou que 31 presos fugiram.

Em nota enviada às 8h, a Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) corrigiu o número: foram 26 fugitivos.

Dos 26 presos fugitivos, a Polícia Militar já recapturou cinco deles no Conjunto São José. Dois homens que deram apoio na fuga também foram presos no mesmo bairro. Com eles foram apreendidas 5 armas – quatro pistolas e uma espingarda calibre 12 utilizadas no apoio na fuga.

Segundo a Sejudh, os presos fugiram após a explosão em parte do muro lateral direito. Antes eles serraram a grade de uma das celas do raio 3 e o alambrado que divide o local perto do muro. A explosão foi causada por artefatos presos em uma bicicleta, que foi encostada na muralha e acionada a distância.

Momentos antes da explosão, agentes penitenciários que ficam nas torres de vigilância avistaram duas pessoas se escondendo na mata ao lado da penitenciária e logo em seguida o estrondo, seguido de tiros contra a muralha e os agentes.

A Perícia Oficial já foi acionada para a coleta de material, assim como a Polícia Civil que conduzirá as investigações sobre a fuga.

De acordo com o Sindspen, os bandidos estavam em um matagal, próximo ao presídio, e começaram a atirar nas torres de segurança da unidade, onde ficam os agentes que fazem o monitoramento no local. A situação ocorreu por volta de 1h30 [horário de Mato Grosso].

Segundo a direção, o ataque ocorreu no raio 3 da Mata Grande, entre as torres 2 e 3. Esse local fica perto de uma cela que abrigava, aproximadamente, 70 presos.

Ainda conforme ao sindicato, os presos, possivelmente, acompanhavam o ataque e se comunicavam com o grupo do lado de fora usando aparelhos celulares. As forças de segurança e os agentes começaram as buscas pelos fugitivos ainda durante a madrugada.

Até as 7h15 [horário de Mato Grosso], cinco presos foram recapturados. Outras duas pessoas, que teriam participado do ataque e explosão do muro, foram presas.

A Mata Grande tem capacidade para 828 presos, mas atualmente tem 1,3 mil presidiários.

 Fonte: G1 Mato Grosso


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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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