Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Polícia suspeita que duplo assassinato tenha relação com crime organizado e contrabando



Polícia Civil acredita que o duplo assassinato de comerciantes no Shopping Popular, na manhã desta quinta-feira (23), tenha relação com o crime organizado e o contrabando de cigarro. Além das vítimas, outras duas pessoas foram baleadas.  

Em entrevista à imprensa, o delegado da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), Nilson Frias, afirmou que o atirador agiu de forma “ousada” ao disparar contra os trabalhadores dentro do centro comercial movimentado, à luz do dia.

 

“Como as vítimas são empresários, estamos analisando que tenha relação com o crime organizado ou contrabando de cigarro. Vamos iniciar os trabalhos investigativos com a ajuda das câmeras de segurança. Foi um crime ousado, na frente de populares e isso não pode ficar assim”, disse ao informar que a polícia busca pelos autores do crime.

 

O site GD apurou que uma das vítimas foi identificada como Gersino Rosa dos Santos. Segundo o dono de outro box no local, eles trabalhavam na mesma banca de jogos para computador, sendo o dono e dois funcionários. Equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas quando chegou ao local dois já estavam sem vida.

 

Terceiro ferido foi socorrido e levado para atendimento médico. 

 

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) também foi acionada para iniciar os procedimentos preliminares da investigação.



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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