Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Polícia

Ataque a tiros deixa ao menos dez mortos em escola de Suzano, na Grande São Paulo



Imagens registradas de dentro da Escola Estadual Raul Brasil após o ataque Foto: Reprodução
Imagens registradas de dentro da Escola Estadual Raul Brasil após o ataque Foto: Reprodução

Um colégio estadual de Suzano, na Grande São Paulo, foi palco de uma tragédia na manhã desta quarta-feira. Depois de matar o dono de uma locadora e roubar um carro, dois atiradores invadiram a Escola Estadual Raul Brasil , no Jardim Imperador, e abriram fogo a esmo no horário do intervalo. No colégio, eles mataram cinco estudantes, duas funcionárias do colégio e, logo em seguida, se mataram.

Os atiradores se envolveram em outro crime antes de invadirem a escola. Por volta das 9h, dois atiradores entraram em uma concessionária de carros que fica na vizinhança, a Jorginhos Veículos.

Segundo testemunhas, eles perguntaram pelo nome do dono do estabelecimento e, quando o homem se apresentou, deram três disparos. Na sequência, foram de carro até o colégio, distante cerca de 500 metros. A vítima está internada.

Imagens de câmera de segurança de um casa que fica na rua do colégio mostram os atiradores descendo de um carro branco. Minutos depois, o vídeo mostra dezenas de estudantes pulando o muro do colégio para fugir.

Segundo o comandante geral da PM, coronel Marcelo Vieira Salles, além de um revólver 38, os assassinos portavam arco e flechas, uma machadinha, coquetel molotov e artefatos explosivos.

— Ao entrar na escola, eles atiraram numa coordenadora pedagógica, numa outra funcionária e em mais quatro alunos do ensino médio. Em seguida, dirigiram-se ao centro de línguas, onde os alunos se fecharam na sala de aula. Os dois homicidas então se suicidaram no corredor — afirmou o policial.

Imagens divulgadas pelas redes sociais mostram que um dos atiradores usava um capuz com o desenho de uma caveira, vestia camiseta e calça pretas e luvas na mão direita.

Num primeiro momento, a polícia revelou que os atiradores eram ex-alunos da escola Raul Brasil. Mais tarde, porém, o governador João Doria (PSDB) disse que, segundo a diretora da instituição, eles nunca estudaram na unidade.

Após visitar a cena do ataque a tiros, o governador João Doria prestou solidariedade aos familiares das vítimas:

— É a cena mais triste que assisti na minha vida. Triste que isso ocorra em meu país e em São Paulo. Estou muito impactado. Fui ao local e fiquei consternado, chocado. Quero prestar a nossa solidariedade e esperança às famílias para que todos possam se recuperar — disse o governador.

Após o crime, uma aglomeração de pais e parentes de alunos se formou no entorno do colégio. A PM montou um cordão de isolamento, e a Defesa Civil tenta organizar o encontro entre eles e os alunos.

A Prefeitura de Suzano montou uma estrutura em um centro comunitário para dar apoio psicológico aos familiares das vítimas.

A escola Raul Brasil tem cerca de 1 mil alunos matriculados e 105 funcionários, segundo dados do Censo Escolar de 2017. A escola oferece aulas para turmas do 6º ano do ensino fundamental à 3ª série do Ensino Médio.

Fonte: O globo



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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