Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Bebê de 11 meses levado para motel por pai com outro homem em MT é entregue para a mãe



Pai foi detido com outro homem em motel com filho de 11 meses  — Foto: Google Street View/Reprodução

O bebê de 11 meses encontrado em quarto de um motel em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, no domingo (27), com o pai e outro homem foi entregue para mãe na segunda-feira (28), segundo a Polícia Civil. A criança foi localizada após a denúncia de uma das funcionárias do estabelecimento. À polícia, ela disse que ouviu o choro do bebê em um dos quartos.

Após chegarem no local, os policiais encontraram o bebê que estava com dois homens, de 32 e 24 anos.

O mais velho alegou aos policiais que seria o pai da criança.

Na delegacia, ele disse que a mãe do bebê estaria em uma viagem a Nobres, a 151 km de Cuiabá, e que foi ao motel para ter relação sexual com o outro homem. Ainda em depoimento, ele contou que não tinha com quem deixar o filho.

Segundo o delegado Cláudio Alvarez, o pai informou que visitaria o avô da criança em Guiratinga, a 331 km de Cuiabá. Quando chegou em Várzea Grande, entretanto, marcou um encontro com o jovem, com quem teria um caso há dois meses.

“Tanto o pai do bebê, quanto o amante disseram que estavam no motel para ter relação sexual, e que a criança estaria dormindo dentro do carro antes de entrar no quarto”, disse.

De acordo com a Polícia Civil, o pai do bebê pode responder, ao final da investigação, aos crimes previsto no artigo 218 e 217-A, respectivamente, de ter ato libidinoso na presença de criança ou adolescente ou estupro de vulnerável, caso se comprove que a criança foi tocada.

A criança foi examinada pelo Instituto Médico Legal (IML), para comprovar que não sofreu assédio sexual. O resultado do exame, entretanto, não foi divulgado.

A Polícia Civil está investigando o caso.

Fonte: G1 Mato Grosso



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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