Primavera do Leste / MT - Sexta-Feira, 01 de Maio de 2026

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Polícia

Quadrilha rende caminhoneiros e rouba caminhão carregado com farinha de trigo



Dois caminhoneiros, de 50 e 26 anos, foram rendidos por assaltantes nesse sábado (14) em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá. Segundo a Polícia Civil, as vítimas saíram de Brasília, no Distrito Federal, e foram assaltadas enquanto aguardavam para fazer a entrega de um produto em um supermercado atacadista, no Centro.

Os criminosos, a carga e o veículo não foram localizados até o início da tarde deste domingo (15). De acordo com a Polícia Civil, os caminhoneiros disseram que saíram de Brasília no dia 11 de outubro e transportaram um caminhão carregado com farinha de trigo.

Ao chegarem em Rondonópolis, foram até o supermercado onde um funcionário recebeu a nota da carga. O funcionário pediu para que eles aguardassem para fazerem a descarga. Enquanto esperavam, um homem armado com um revólver os abordou e obrigou que dirigissem até um certo local.

O assaltante conduziu os caminhoneiros até o encontro de outros integrantes da quadrilha. Nesse momento, as vítimas disseram que tiveram que cobrir o rosto e que foram colocadas dentro de um carro. Os caminhoneiros ficaram nesse veículo e foram reféns de um assaltante enquanto os outros criminosos retiravam a carga do caminhão.

Os assaltantes disseram que só queriam a carga e que abandonariam o veículo depois que conseguissem o produto. Os caminhoneiros foram liberados e a quadrilha fugiu com a carga de farinha de trigo e com o caminhão. Os assaltantes não levaram carteiras ou celulares das vítimas.

Eles registraram um boletim de ocorrência na 1ª Delegacia da Polícia Civil em Rondonópolis. Por ficarem com os olhos cobertos durante o assalto, os caminhoneiros não souberam dar detalhes à polícia sobre os suspeitos.

Fonte: G1 Mato Grosso



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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