Primavera do Leste / MT - Sexta-Feira, 01 de Maio de 2026

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Polícia

Assaltantes fazem buraco, arrombam cooperativa de crédito e 5 são presos



Ladrões arrombaram cooperativa de crédito no Distrito de Água Limpa, em Nova Ubiratã — Foto: Daniel da Silva

Cinco pessoas foram presas nesta segunda-feira (15) suspeitas de participarem de um arrombamento em uma cooperativa de crédito no Distrito de Água Limpa, em Nova Ubiratã, a 506 km de Cuiabá.

Segundo a polícia, os suspeitos levaram do local diversos objetos como bolsas, chaveiros, bonés além de talões de cheques. O sistema de segurança foi desligado pelos ladrões.

Cinco pessoas foram presas após arrombarem cooperativa de crédito no Distrito de Água Limpa, em Nova Ubiratã — Foto: Portal Sorriso

Cinco pessoas foram presas após arrombarem cooperativa de crédito no Distrito de Água Limpa, em Nova Ubiratã — Foto: Portal Sorriso

Eles fizeram um buraco na parede que dá acesso à sala de atendimento ao cliente e entraram na agência.

Depois de buscas na região, os policiais encontraram um carro abandonado em uma região conhecida como Prainha.

Dentro dele havia vários materiais como lixadeira, chave de fenda, broca, óculos de proteção, manta térmica e toca para encobrir o rosto, além de talões de cheque da cooperativa e bolsas contendo roupas e sapatos.

Cooperativa de crédito foi arrombada em Nova Ubiratã — Foto: Portal Sorriso

Cooperativa de crédito foi arrombada em Nova Ubiratã — Foto: Portal Sorriso

Fonte: G1 Mato Grosso



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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