Primavera do Leste / MT - Sexta-Feira, 01 de Maio de 2026

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Polícia

Operação mira grupo suspeito de roubo de R$ 40 milhões em cargas e veículos em Mato Grosso e 4 estados



As polícias Civil e Rodoviária Federal (PRF) realizam, nesta quinta-feira (30), a Operação Zayn, que visa combater um grupo suspeito de roubar R$ 40 milhões em veículos e cargas, além de fazer motoristas reféns em Goiás, Pará, Mato Grosso, Rondônia e São Paulo. São cumpridos, no total, 62 mandados de busca e apreensão e 26 de prisão preventiva.

De acordo com o delegado Alexandre Bruno Barros, titular da Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Cargas de Goiás (Decar), 19 membros da organização criminosa foram presos nos últimos meses. Segundo ele, a ação também já recuperou 25 caminhões antes da operação deflagrada nesta quinta-feira.

A Operação Zayn começou a cumprir os mandados judiciais na madrugada desta quinta-feira. Mais de 340 policiais civis e rodoviários federais participam da ação.

Em Goiás, a força-tarefa cumpre a 23 mandados de prisão e outros 43 de busca e apreensão. Segundo informou a assessoria de imprensa da Polícia Civil do estado, os presos estão sendo levados para a sede da Delegacia da PRF, no Jardim Guanabara, região norte da capital.

Fonte: G1 Mato Grosso



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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