Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Polícia

Pai é preso suspeito de tentar matar filha de 1 ano a estrangulando com uma abraçadeira



Pai tentou matar filha de 1 ano estrangulada usando abraçadeira em Peixoto de Azevedo — Foto: DivulgaçãoUm homem é suspeito de tentar matar a filha dele, de 1 ano e 7 meses, a estrangulando com uma abraçadeira em União do Norte, Distrito de Peixoto de Azevedo, a 692 km de Cuiabá.

De acordo com a Polícia Militar, o suspeito foi preso.

Ele estava sozinho em casa com a filha e teria tentado matar a criança com uma abraçadeira de plástico, conhecida como ‘enforca gato’.

A presilha estava no pescoço da criança. O chefe do suspeito foi quem encontrou a menina depois de receber uma mensagem da irmã do suspeito.

O patrão encontrou a criança sufocada e o pai desmaiado, com uma faca na mão. Ele teria tentado se matar depois de enforcar a filha.

Pai e filha foram levados para o posto de saúde do distrito e receberam atendimento médico.

Depois que se recuperou, a PM levou o pai para a delegacia de Peixoto de Azevedo.

A mãe da menina também foi conduzida, acusada de ter abandonado a criança. A criança, assim que recebeu os primeiros socorros no posto, foi levada em estado grave para o Hospital Regional de Peixoto de Azevedo.

Não há informações do atual estado de saúde dela.

Fonte: G1 Mato Grosso

A Polícia Civil vai investigar o caso. O Conselho Tutelar também foi acionado para tomar providências de proteção a menor.



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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