Primavera do Leste / MT - Sexta-Feira, 23 de Outubro de 2026

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Polícia

Câmeras de segurança flagram bate-boca entre delegado e ex-secretário de Segurança de MT em supermercado



Imagens feitas por duas câmeras de segurança do estacionamento de um supermercado registraram o bate-boca entre o delegado Flávio Stringuetta, que investigou o caso dos grampos telefônicos clandestinos, e o ex-secretário estadual de Segurança Pública (Sesp-MT), Rogers Jarbas, que chegou a ser preso por suspeita de tentar atrapalhar as investigações. Os doisregistram boletins de ocorrência sobre as supostas ameaças.

A reportagem teve acesso às imagens com exclusividade. Nas filmagens, é possível ver o momento em que o delegado Flávio Stringuetta, que está de camisa vinho, passa pelo caixa. O delegado afastado e ex-secretário Rogers Jarbas, que usa camisa vermelha, se aproxima também levando um carrinho.

Na sequência, Striguetta sai e Jarbas passa as compras dele. Ele olha várias vezes em direção ao lado onde Stringuetta saiu do mercado, paga as compras e larga tudo no caixa. Em seguida, outra câmera já mostra Stringuetta montado na moto dele, com um capacete branco.

Depois, Jarbas aparece na imagem seguindo em direção a Stringueta. Os dois parecem discutir por alguns minutos e Stringueta chega a sair da moto e abrir os braços.

Interceptações clandestinas

Striguetta foi um dos delegados responsáveis pelas investigações do esquema de interceptações clandestinas que teria monitorado ilegalmente dezenas de telefones em Mato Grosso, entre 2014 e 2015.

Rogers Jarbas é acusado de tentar obstruir essas investigações e, de acordo com a ação que corre no Superior Tribunal de Justiça (STJ), teria usado o cargo para coagir delegados. Além disso, o ex-secretário teria participado de um plano para instalação de uma microcâmera em uma farda, para espionar o desembargador Orlando Perri, que era relator do caso dos grampos no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

Outro lado

Rogers Jarbas nega ter feito ameaças ao delegado Flávio Stringuetta. O ex-secretário chegou a ser preso, mas foi liberado. Mesmo assim, tem restrições: não pode ter contato com outros acusados, testemunhas ou servidores públicos que fizeram parte das investigações.

Por meio de nota, os advogados de defesa de Jarbas afirmaram que, de fato, o ex-secretário e o delegado Flávio Stringuetta tiveram contato em um supermercado na semana passada, mas que Rogers não ameaçou e não propôs confronto contra Stringuetta. A defesa diz que foi Stringuetta quem propôs a briga.

A reportagem ainda questionou a defesa do ex-secretário sobre ele ter buscado contato com um delegado envolvido na investigação dos grampos. Pelo entendimento dos advogados, as medidas restritivas impostas pela justiça não impedem que Rogers Jarbas fale com Stringuetta.

Fonte: G1 Mato Grosso



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TSE estuda desativar canais políticos no WhatsApp 48h antes da eleição


Proposta foi escrita pelo vice-presidente da Corte, André Mendonça

TSE faz últimos preparativos para o primeiro turno nas Eleições 2018

Uma minuta de resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê que canais de WhatsApp com teor político e mais de 200 mil seguidores sejam desativados nas 48 horas anteriores e 24 horas posteriores ao segundo turno da eleição, marcado para o próximo domingo (25). 

Caso aprovada pelo plenário do TSE, a medida entraria em vigor de imediato, conforme o texto da minuta obtida pela Agência Brasil.

A minuta com a proposta passou a circular entre os ministros do TSE após o tema ser debatido em reuniões informais realizadas na sexta-feira (16) e na terça-feira (20). O texto foi redigido pelo ministro André Mendonça, vice-presidente da Corte Eleitoral.

Em nota à imprensa, o gabinete de Mendonça informou não se tratar de uma iniciativa pessoal do ministro, mas que coube a ele a autoria da minuta por ser tradição que as normas eleitorais sejam redigidas pelo vice-presidente do TSE.

“O objetivo discutido é proteger a integridade do pleito nas horas que antecedem e sucedem a votação, quando não há tempo hábil para resposta ou correção de conteúdos ilícitos”, diz a nota do gabinete de Mendonça.

A nota acrescenta ainda que o texto foi redigido a partir de um consenso interno, e que “os critérios em análise são objetivos e impessoais e valem igualmente para todos os canais de natureza político-eleitoral de grande alcance, qualquer que seja o candidato, o partido ou a orientação política”.

Caso seja aprovada, a iniciativa deve atingir o canal “Exército do Lula”, que atingiu nesta quarta (21) a marca de 7 milhões de inscritos no aplicativo de mensagens WhatsApp. Também seria desativado o canal “Tropa do Flávio”, que possui 2 milhões de inscritos.

Proposta

O texto da minuta aplica aos canais de transmissão de natureza político-eleitoral com mais de 200 mil seguidores as mesmas restrições que já vigoram sobre o conteúdo impulsionado de campanha, aquele cujo alcance é potencializado mediante pagamento às plataformas.

O texto também considera haver “alcance desproporcional de canais com grande audiência na difusão de conteúdos ilícitos”.

Em outro trecho, a proposta diz ainda que “o período compreendido entre as 48 (quarenta e oito) horas antes e as 24 (vinte e quatro) horas depois da eleição concentra o maior risco de dano irreversível à formação livre da vontade do eleitorado, por não haver tempo hábil para resposta, esclarecimento ou tutela jurisdicional efetiva”.

Controvérsia

A proposta surge após uma disputa de liminares em torno do canal “Exército do Lula”. Na semana passada, o canal foi retirado do ar pelo ministro Kássio Nunes Marques, presidente do TSE, após pedido da campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro, que alegou disseminação de desinformação.

Logo em seguida, porém, o corregedor-nacional da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o canal. Ele afirmou não haver elementos que justificassem a medida e que Nunes Marques não poderia ter suspendido o canal por via administrativa, como fez, uma vez que o caso já tramitava pela via judicial em processo relatado pelo próprio corregedor.

Pouco depois, porém, Nunes Marques voltou a suspender o canal, alegando que mesmo sendo administrado por um apoiador, o deputado André Janones (Rede-MG), a ferramenta teria vínculo com a campanha oficial, e portanto deveria estar registrado no TSE como tal.

Por fim, o Exército do Lula acabou sendo liberado pelo presidente do TSE, após o registro ter sido feito pela campanha oficial.

Felipe Pontes – repórter da Agência Brasil


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