Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

HOME / NOTÍCIAS

Polícia

MT é o segundo do Centro-Oeste com maior número de mortes violentas em 2016



Mato Grosso é o segundo estado da região Centro-Oeste com o maior número de mortes violentas em 2016, segundo o 11ª Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Com 1.172 mortes entre janeiro e dezembro do ano passado, o estado fica atrás apenas de Goiás, que registrou 2.934 assassinatos nomesmo período.

O levantamento é elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e foi divulgado nesta segunda-feira (30).

De acordo com os dados, três pessoas são mortas violentamente no estado a cada dia. A taxa é maior que os outros estados da região.

Em Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal foram a taxa é de uma morte violenta por dia. Em contraponto, Goiás, o estado que lidera o ranking na região, registrou oito assassinatos violentos no mesmo período.

Em um dos casos registrado, uma mulher de 50 anos foi encontrada decapitada em Jaciara, a 148 km de Cuiabá, em setembro do ano passado. O corpo dela, encontrado perto de uma ponte na MT-260, estava de bruços, decapitado e com os braços amarrados.

Dados no Brasil

No país, 61.619 mortes violentas foram registradas. Esse é o maior número de homicídios por ano ano da história.

A taxa é comparada ao número de mortes provocadas pela explosão da bomba nuclear que dizimou a ciade de Nagasaki, no Japão, em 1945, durante a Segunda Guerra Mundial.

 Fonte: G1 Mato Grosso


COMENTÁRIOS

0 Comentários

Deixe o seu comentário!





*

HOME / NOTÍCIAS

Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


Antenado News