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Mais de um ano após denúncia de avó, padrasto é preso suspeito de abusar das enteadas



Um homem de 45 anos foi preso nessa quinta-feira (23) pela Polícia Civil, em Cuiabá, suspeito de abusar das duas enteadas. A denúncia havia sido feita pela avó das crianças em novembro de 2016, quando as vítimas tinham 5 e 7 anos de idade.

O suspeito teve a prisão preventiva decretada pela Justiça após representação feita pela Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente (Deddica). O G1 não conseguiu localizar a defesa do padrasto.

De acordo com a denúncia feita pela avó, as crianças viviam com a mãe e o padrasto no Bairro Pedregal. As crianças relataram à avó que o padrasto beijava as duas na boca, as colocava no colo e passava a mão pelo corpo delas.

Segundo a polícia, além dos abusos sexuais, as meninas também eram maltratadas, tendo inclusive registro no Conselho Tutelar.

Após denunciar o caso, a avó afirmou à polícia que estaria recebendo ligações com ameaças de morte por parte do suspeito.

Após a denúncia de abuso, a mãe das crianças perdeu a guarda das filhas, que agora moram com o pai biológico.

Segundo a Deddica, o suspeito deverá ser indiciado dentro de 10 dias.

Fonte: G1 Mato grosso



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Região

MPMT requer interdição de cadeia pública feminina de Cáceres


O Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Cáceres, requereu no final da tarde desta quinta-feira (22) a interdição da cadeia feminina do município. A medida foi tomada em razão da existência de infiltrações estruturais e alto risco de incêndio na unidade prisional. O pedido foi direcionado à 1ª Vara Criminal da Comarca de Cáceres.

De acordo com o MPMT, a cadeia feminina do município não possui Alvará de Segurança Contra Incêndio e Pânico (ASCIP) do Corpo de Bombeiros. Inspeções realizadas no local demonstram uma série de problemas estruturais na unidade, como falta de sistemas de hidrante, de saídas de emergência, de alarme de incêndio, entre outros.

Conforme laudo técnico das instalações elétricas do edifício, encaminhado ao Ministério Público pelo Conselho de Segurança, as “instalações estão em péssimas condições de conservação, com risco gravíssimo de acidentes à população carcerária e aos profissionais da segurança pública responsáveis pelo local, proporcionando alto grau de risco de incêndio a qualquer momento”.

Segundo o promotor de Justiça Marcelo Linhares Ferreira, o Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça do MPMT também realizou inspeção técnica na unidade prisional, constatando inconformidades em toda a edificação que interferem diretamente na segurança dos usuários.

“O quadro existente no estabelecimento prisional fere os mais básicos direitos fundamentais do homem, sendo que a medida de interdição visa a resguardar a dignidade da pessoa humana e a proteção de risco à vida e à integridade física das presas”, destacou o promotor de Justiça.

por CLÊNIA GORETH

 

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