Primavera do Leste / MT - Sexta-Feira, 01 de Maio de 2026

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Polícia

Quatro suspeitos de roubo a agência bancária de MT são mortos pela PM; R$ 200 mil e forte armamento são apreendidos



Armas e dinheiro foram recuperados pela Polícia Militar. — Foto: PM-MT/Assessoria

Armas e dinheiro foram recuperados pela Polícia Militar. — Foto: PM-MT/Assessoria

Quatro suspeitos de explodir caixas eletrônicos e o cofre de um banco nessa quarta-feira (19) em Ipiranga do Norte, a 455 km de Cuiabá, foram mortos em confronto com a Polícia Militar nesta quinta-feira (20).

O confronto foi registrado na zona rural de Itanhangá, a 447 km de Cuiabá.

As equipes da Força Tática do 3° Comando Regional (Sinop e Sorriso) foram recebidas a tiros pelos suspeitos.

Segundo a Polícia Militar, a quadrilha estava armada com fuzil, espingarda e pistola. Eles atacaram a agência bancária por volta de 3h30. Os assaltantes renderam um guarda que estava na rua, quebraram lâmpadas e a porta dianteira do banco.

De acordo com a PM, após a explosão, a quadrilha fugiu em uma picape e levou o refém. Ele foi liberado em seguida sem ferimentos.

A polícia apreendeu um fuzil AK-47 contendo três carregadores e mais de 80 munições calibre 7,62; duas espingardas e 30 munições; uma pistola calibre.9mm contendo 17 munições; 75 munições calibre .40; quatro balas clavas; um colete balístico; diversos explosivos; além de mais de R$ 200 mil.

Fonte: G1 Mato Grosso



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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