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Grupo atira contra agentes, explode muro de penitenciária e 26 presos fogem em Rondonópolis (MT)



Um grupo de 26 presos fugiu na madrugada desta sexta-feira (10) da Penitenciária Major Eldo Sá Corrêa, a Mata Grande, em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá. Segundo o Sindicato dos Servidores Penitenciários do Estado de Mato Grosso (Sindspen-MT), bandidos atiraram contra agentes que estavam nas torres de segurança da penitenciária, jogaram explosivos no muro da unidade e ajudaram na fuga dos presos. Inicialmente a penitenciária informou que 31 presos fugiram.

Em nota enviada às 8h, a Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) corrigiu o número: foram 26 fugitivos.

Dos 26 presos fugitivos, a Polícia Militar já recapturou cinco deles no Conjunto São José. Dois homens que deram apoio na fuga também foram presos no mesmo bairro. Com eles foram apreendidas 5 armas – quatro pistolas e uma espingarda calibre 12 utilizadas no apoio na fuga.

Segundo a Sejudh, os presos fugiram após a explosão em parte do muro lateral direito. Antes eles serraram a grade de uma das celas do raio 3 e o alambrado que divide o local perto do muro. A explosão foi causada por artefatos presos em uma bicicleta, que foi encostada na muralha e acionada a distância.

Momentos antes da explosão, agentes penitenciários que ficam nas torres de vigilância avistaram duas pessoas se escondendo na mata ao lado da penitenciária e logo em seguida o estrondo, seguido de tiros contra a muralha e os agentes.

A Perícia Oficial já foi acionada para a coleta de material, assim como a Polícia Civil que conduzirá as investigações sobre a fuga.

De acordo com o Sindspen, os bandidos estavam em um matagal, próximo ao presídio, e começaram a atirar nas torres de segurança da unidade, onde ficam os agentes que fazem o monitoramento no local. A situação ocorreu por volta de 1h30 [horário de Mato Grosso].

Segundo a direção, o ataque ocorreu no raio 3 da Mata Grande, entre as torres 2 e 3. Esse local fica perto de uma cela que abrigava, aproximadamente, 70 presos.

Ainda conforme ao sindicato, os presos, possivelmente, acompanhavam o ataque e se comunicavam com o grupo do lado de fora usando aparelhos celulares. As forças de segurança e os agentes começaram as buscas pelos fugitivos ainda durante a madrugada.

Até as 7h15 [horário de Mato Grosso], cinco presos foram recapturados. Outras duas pessoas, que teriam participado do ataque e explosão do muro, foram presas.

A Mata Grande tem capacidade para 828 presos, mas atualmente tem 1,3 mil presidiários.

 Fonte: G1 Mato Grosso


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Região

MPMT requer interdição de cadeia pública feminina de Cáceres


O Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Cáceres, requereu no final da tarde desta quinta-feira (22) a interdição da cadeia feminina do município. A medida foi tomada em razão da existência de infiltrações estruturais e alto risco de incêndio na unidade prisional. O pedido foi direcionado à 1ª Vara Criminal da Comarca de Cáceres.

De acordo com o MPMT, a cadeia feminina do município não possui Alvará de Segurança Contra Incêndio e Pânico (ASCIP) do Corpo de Bombeiros. Inspeções realizadas no local demonstram uma série de problemas estruturais na unidade, como falta de sistemas de hidrante, de saídas de emergência, de alarme de incêndio, entre outros.

Conforme laudo técnico das instalações elétricas do edifício, encaminhado ao Ministério Público pelo Conselho de Segurança, as “instalações estão em péssimas condições de conservação, com risco gravíssimo de acidentes à população carcerária e aos profissionais da segurança pública responsáveis pelo local, proporcionando alto grau de risco de incêndio a qualquer momento”.

Segundo o promotor de Justiça Marcelo Linhares Ferreira, o Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça do MPMT também realizou inspeção técnica na unidade prisional, constatando inconformidades em toda a edificação que interferem diretamente na segurança dos usuários.

“O quadro existente no estabelecimento prisional fere os mais básicos direitos fundamentais do homem, sendo que a medida de interdição visa a resguardar a dignidade da pessoa humana e a proteção de risco à vida e à integridade física das presas”, destacou o promotor de Justiça.

por CLÊNIA GORETH

 

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