A Polícia Militar registrou dois furtos na tarde de ontem, em um deles os bandidos levaram 3 mil reais
Da Redação
Um dos registros foi no centro da cidade. Segundo o Boletim de Ocorrência (BO) um jovem estava a pé, caminhando pela Rua Piracicaba, quando dois homens em uma motocicleta chegaram próximo da vítima e colocou as mãos nas costas. A vítima não sabe se os bandidos estavam armados ou era uma simulação.
Os bandidos levaram uma mochila da vítima com um cheque de três mil reais, um chaveiro, a carteira de trabalho, RG, CPF e uma calça cor preta. A polícia procura pelo suspeito.
A outra ocorrência foi uma tentativa de furto no bairro Buritis. Segundo informações do BO, a vítima saiu cedo para trabalhar e deixou a casa trancada. No meio da tarde a vizinha ouviu um barulho estranho e ligou para o 190 da PM registrando a ocorrência. Os policiais chegaram ao local, mas os bandidos conseguiram fugir antes.
A vítima viu que a porta do fundo da casa foi arrombada e por dentro da residência foi tudo revirado. Mas felizmente os bandidos não levaram nada. A PM vai continuar procurando pelos suspeitos.
Tania Rauber _é mentora em Comunicação e Oratória.
Sete segundos. Durante décadas, esse foi o tempo médio necessário para que alguém começasse a formar uma opinião sobre você. Em outras palavras, era o intervalo para causar uma boa impressão. Isso antes dos algoritmos, dos perfis e dos feeds transformarem a forma como consumimos informação, nos relacionamos e construímos conexões. Agora, com o digital cada vez mais presente em nossas vidas, esse prazo foi reduzido para até três segundos. Uma diminuição superior à metade, enquanto o desafio mais que duplicou.
Na internet, a disputa pela atenção é infinitamente maior. São milhares de estímulos competindo simultaneamente por alguns instantes do nosso olhar. Vídeos, fotos, anúncios, notificações e mensagens transformaram a atenção em um dos ativos mais valiosos da atualidade.
Antes mesmo de uma conversa presencial, somos apresentados ao mundo por meio de uma foto de perfil, uma publicação nas redes sociais, um vídeo, uma reunião online ou uma participação em um podcast. Em segundos, as pessoas formam percepções sobre quem somos e sobre o valor que podemos oferecer.
Engana-se quem acredita que isso está relacionado apenas à aparência. No ambiente digital, causar uma boa impressão depende de uma combinação de fatores. Clareza na comunicação, autenticidade, postura, linguagem corporal, consistência e, sobretudo, a capacidade de criar conexões fazem toda a diferença.
Nesse contexto, a oratória deixa de ser apenas uma habilidade desejável para se tornar uma ferramenta estratégica. Saber organizar ideias, transmitir segurança e estabelecer conexões genuínas são competências capazes de transformar conhecimento em influência.
Não é raro encontrar profissionais altamente qualificados, com anos de experiência e profundo domínio técnico, que ainda enfrentam dificuldades para comunicar o próprio valor. Na prática, a percepção sobre quem somos começa antes mesmo da primeira palavra. Em um cenário marcado pelo excesso de informações, não basta ser competente. É preciso tornar essa competência visível.
Isso não significa criar personagens ou buscar uma perfeição impossível. Pelo contrário. Autenticidade e preparo caminham juntos.
Porque, antes de confiar no que fazemos, as pessoas precisam confiar em quem somos. E essa relação é construída pela coerência entre aquilo que mostramos, o discurso que sustentamos e a experiência que entregamos.
No ambiente digital, personagens dificilmente se sustentam. A verdadeira autoridade nasce do alinhamento entre imagem, comunicação e propósito. Mais do que chamar atenção, é preciso construir credibilidade.
A primeira impressão abre portas. A coerência constrói confiança. E é dessa combinação que nasce a verdadeira autoridade. Por isso, hoje, mais do que nunca, a primeira impressão ainda importa. E muito.
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