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Acidente em aldeia mata 3 índios e deixa indígena de 100 anos ferido



Três indígenas morreram na MT-235 em Campo Novo do Parecis — Foto: Portal Campo Novo

Três indígenas morreram na MT-235 em Campo Novo do Parecis — Foto: Portal Campo Novo

Três indígenas morreram em um acidente na noite dessa quarta-feira (31) na MT-235 em Campo Novo do Parecis, a 397 km de Cuiabá. Segundo a Polícia Civil, o acidente envolveu uma caminhonete, um caminhão e um carro.

Morreram no acidente uma índia, de 8 anos, Raimundo Zoinazokae, de 60 anos, e Ednalva Kalomizore, de 26 anos.

Batida entre caminhonetes matou índia de 8 anos e dois índios de 26 e 60 anos em Campo Novo do Parecis — Foto: Portal Campo Novo

Batida entre caminhonetes matou índia de 8 anos e dois índios de 26 e 60 anos em Campo Novo do Parecis — Foto: Portal Campo Novo

O acidente ocorreu às 18h45 no dentro da reserva indígena, na entrada da aldeia Quatro Cachoeiras,

De acordo com a Polícia Civil, Adriano Zenozokemae, de 100 anos, era o motorista da caminhonete onde todos os indígenas estavam. Apenas ele e outro motorista sobreviveram e foram socorridos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O terceiro condutor não se feriu.

O acidente envolveu a caminhonete dos indígenas, uma caminhonete Montana e um carro, modelo UP.

Segundo testemunhas, as vítimas da caminhonete estavam voltando da cidade de Campos de Júlio, a 692 km de Cuiabá, para Tangará da Serra, a 242 km da capital, quando encontraram a Montana na contramão na estrada.

Três indígenas morreram em um acidente na noite dessa quarta-feira (31) na MT-235 em Campo Novo do Parecis — Foto: Portal Campo Novo

Três indígenas morreram em um acidente na noite dessa quarta-feira (31) na MT-235 em Campo Novo do Parecis — Foto: Portal Campo Novo

O motorista tentou evitar o acidente, mas não conseguiu bateu na porta da Montana, que também atingiu a traseira do UP. O terceiro veículo estava parado no acostamento pois o condutor havia parado para fazer xixi.

Dois dos indígenas estavam na carroceria da caminhonete e foram arremessados. Um boletim de ocorrência foi registrado por homicídio culposo (quando não há intenção de matar) na direção de veículo. O acidente será investigado pela Polícia Civil.

O indígena de 100 anos está internado no Centro Hospitalar Parecis Euclídes, em Campo Novo do Parecis.

Fonte: G1 Mato Grosso



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‘QUEM SOFRE, SOFRE CALADO’ ‘Agressor não tem cara’, alerta delegado sobre crimes sexuais contra menores


Como forma de alertar a população para os crimes sexuais que têm crianças e adolescentes como vítimas, o delegado Ramiro Queiroz, da Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente (Deddica), apontou que “o agressor não tem cara”.

 

“Todos nós temos a cara do agressor. Hoje eu prendi um pai, ele tinha acabado de chegar do trabalho [trabalhava de noite]. Para a sociedade, ele é um trabalhador”, disse o delegado.

 

O preso é um dos 18 alvos da Operação Marco Zero, deflagrada nesta segunda-feira (18), que tem como objetivo combater o crime de estupro de vulnerável em Mato Grosso.

 

Conforme a polícia, 16 alvos estão na Baixada Cuiabana e outros dois entre Pernambuco e Mato Grosso do Sul. O delegado expressou ainda a tristeza de ter que falar sobre um crime tão bárbaro contra uma criança que deveria ser protegida pelo pai.

 

Na verdade, ele era um agressor que, além de bater na filha de oito anos, a amarrava com o cinto e cometia os abusos.

 

“Não entra na minha cabeça uma atitude dessas, um pai ter esse tipo de conduta, pois é ele que teria que proteger e dar segurança para essa criança se tornar um adulto capaz sem nenhum tipo de trauma. Eu me pergunto como está a cabeça dessa menina agora”, lamentou.

 

“Esse crime é cometido entre quatro paredes, quase ninguém testemunha. E, quem sofre, sofre calado. Por isso, é importante observar nossas crianças, se mudam de comportamento, de conduta”, ressaltou o delegado.

 

As investigações reuniram elementos robustos que subsidiaram os pedidos de prisão preventiva ao Poder Judiciário, demonstrando a gravidade dos crimes apurados e a necessidade de resguardar as vítimas, bem como garantir a aplicação da lei penal.

 

“O trabalho da Polícia Civil no enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes é prioridade absoluta, destacando a importância da denúncia e da atuação integrada da rede de proteção”, destacou o delegado.

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