Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Avião com 150 kg de maconha faz pouso forçado em fazenda, piloto alega que foi sequestrado e é preso em MT



Um avião carregado de maconha fez um pouso forçado em uma fazenda nessa terça-feira (17) na região de Jaciara, a 142 km de Cuiabá. Segundo informações da Polícia Militar, o piloto e um passageiro estavam na aeronave. Houve tiroteio entre os suspeitos e o piloto acabou detido.

Dentro da aeronave os policiais encontraram 132 tabletes de maconha guardados em várias mochilas.

O piloto alegou à PM ter sido sequestrado e obrigado realizar o transporte da droga. Também disse que não conhecia o suspeito. O passageiro conseguiu fugir e não foi localizado.

Os policiais encontraram seis malas com 132 tabletes que, segundo o piloto, seria maconha (Foto: Polícia Militar de MT)

Os policiais encontraram seis malas com 132 tabletes que, segundo o piloto, seria maconha (Foto: Polícia Militar de MT)

O piloto e a droga foram encaminhados para a Polícia Federal de Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá.

A PF informou ao G1 que a droga foi pesada em 149 kg de maconha. No entanto, outra mochila foi encontrada na aeronave e a quantidade pode ser superior a 150 kg de droga.

Pouso em fazenda

Os policiais militares receberam uma informação de que um avião monomotor teria feito um pouso em uma fazenda a 10 km de Jaciara e que os dois ocupantes procuraram por combustível na região. Eles conseguiram decolar e saíram do local antes da chegada da polícia.

Enquanto a polícia estava nessa propriedade, os militares receberam outra informação de que o avião havia feito um outro pouso forçado em uma fazenda a 40 km de Jaciara.

 

 

 

 

O piloto e a droga foram encaminhados para a Polícia Federal de Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá (Foto: Polícia Militar de MT)

O proprietário contou aos policiais que a aeronave pousou nos fundos da fazenda e que os ocupantes começaram a retirar objetos de dentro do avião, escondendo em uma mata próxima ao local do pouso.

A PM encontrou o local do pouso e viu os dois suspeitos e apenas o piloto se rendeu. O passageiro, que estava armado, resistiu à abordagem e começou a fugir. Houve tiroteio entre o suspeito e os policiais em meio à região da mata.

As buscas pelo suspeito se estenderam por 200 metros nessa mata, mas ele não foi encontrado. Apenas os sapatos dele foram achados em meio a lama de um terreno pantanoso.

Os policiais encontraram seis malas com 132 tabletes que, segundo o piloto, seria maconha.

O piloto foi detido e levado para a delegacia da PF em Rondonópolis. A PF informou que ele foi preso por tráfico de drogas e encaminhado para a Penitenciária Major Eldo Sá Corrêa, a Mata Grande.

Fonte: G1 Mato Grosso



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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