Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 15 de Janeiro de 2026

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Avião com 150 kg de maconha faz pouso forçado em fazenda, piloto alega que foi sequestrado e é preso em MT



Um avião carregado de maconha fez um pouso forçado em uma fazenda nessa terça-feira (17) na região de Jaciara, a 142 km de Cuiabá. Segundo informações da Polícia Militar, o piloto e um passageiro estavam na aeronave. Houve tiroteio entre os suspeitos e o piloto acabou detido.

Dentro da aeronave os policiais encontraram 132 tabletes de maconha guardados em várias mochilas.

O piloto alegou à PM ter sido sequestrado e obrigado realizar o transporte da droga. Também disse que não conhecia o suspeito. O passageiro conseguiu fugir e não foi localizado.

Os policiais encontraram seis malas com 132 tabletes que, segundo o piloto, seria maconha (Foto: Polícia Militar de MT)

Os policiais encontraram seis malas com 132 tabletes que, segundo o piloto, seria maconha (Foto: Polícia Militar de MT)

O piloto e a droga foram encaminhados para a Polícia Federal de Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá.

A PF informou ao G1 que a droga foi pesada em 149 kg de maconha. No entanto, outra mochila foi encontrada na aeronave e a quantidade pode ser superior a 150 kg de droga.

Pouso em fazenda

Os policiais militares receberam uma informação de que um avião monomotor teria feito um pouso em uma fazenda a 10 km de Jaciara e que os dois ocupantes procuraram por combustível na região. Eles conseguiram decolar e saíram do local antes da chegada da polícia.

Enquanto a polícia estava nessa propriedade, os militares receberam outra informação de que o avião havia feito um outro pouso forçado em uma fazenda a 40 km de Jaciara.

 

 

 

 

O piloto e a droga foram encaminhados para a Polícia Federal de Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá (Foto: Polícia Militar de MT)

O proprietário contou aos policiais que a aeronave pousou nos fundos da fazenda e que os ocupantes começaram a retirar objetos de dentro do avião, escondendo em uma mata próxima ao local do pouso.

A PM encontrou o local do pouso e viu os dois suspeitos e apenas o piloto se rendeu. O passageiro, que estava armado, resistiu à abordagem e começou a fugir. Houve tiroteio entre o suspeito e os policiais em meio à região da mata.

As buscas pelo suspeito se estenderam por 200 metros nessa mata, mas ele não foi encontrado. Apenas os sapatos dele foram achados em meio a lama de um terreno pantanoso.

Os policiais encontraram seis malas com 132 tabletes que, segundo o piloto, seria maconha.

O piloto foi detido e levado para a delegacia da PF em Rondonópolis. A PF informou que ele foi preso por tráfico de drogas e encaminhado para a Penitenciária Major Eldo Sá Corrêa, a Mata Grande.

Fonte: G1 Mato Grosso



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A Palavra - política

POLÍTICA: Primavera do Leste: caso das 34 casas do TAC expõe omissão da gestão passada e desmonta ataque de vereador


Vereador que hoje posa de fiscal foi líder do governo Léo Bortolin na Câmara até 31 de dezembro de 2024, período em que a prefeitura era alvo apenas de elogios; agora, atua para defender o mesmo grupo político que deixou passivos urbanos e administrativos e tenta transferir a responsabilidade à gestão atual.

 

A discussão sobre as 34 casas populares voltou ao centro do debate político em Primavera do Leste, mas precisa ser tratada com honestidade histórica. O problema existe, é real e precisa ser enfrentado com seriedade: moradias sem a devida ligação de água e esgoto expõem famílias a riscos sanitários, comprometem a dignidade e evidenciam falhas graves de planejamento. O que não se pode admitir é a tentativa de atribuir esse cenário exclusivamente à atual gestão, ignorando deliberadamente como — e por quem — ele foi construído.

 

Essas 34 casas não surgiram como um projeto habitacional convencional. Elas foram edificadas a partir de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), firmado para corrigir uma situação anterior e garantir uma compensação social concreta. O acordo estabelecia obrigações claras: a construção das unidades habitacionais e, por parte do Município, a entrega do terreno em condições adequadas, com infraestrutura mínima que permitisse a ocupação digna das moradias.

 

Esse ponto é central — e costuma ser convenientemente omitido nos ataques recentes. A Prefeitura, sob a gestão do ex-prefeito Léo Bortolin, não entregou o terreno conforme previsto no TAC, nem no tempo nem nas condições pactuadas. A consequência foi direta: casas avançaram, mas o entorno urbano não acompanhou, criando o impasse que hoje afeta as famílias já sorteadas.

 

A cronologia desmonta qualquer tentativa de distorção. Somente em agosto de 2024, já no apagar das luzes da gestão passada, é que foram executadas as ruas da área onde estão localizadas as casas. Ou seja, a infraestrutura básica do terreno só começou a ser regularizada quando o mandato estava no fim e a responsabilidade já estava sendo empurrada para o governo seguinte. Não se trata de interpretação política, mas de sequência objetiva dos fatos.

 

É nesse contexto que ganha contorno a atuação do vereador conhecido como Crocodilo. Hoje, ele usa redes sociais para atacar a gestão do prefeito Sérgio Machnic como se fosse um agente externo, recém-chegado à política municipal. Não é. Crocodilo foi líder do governo Léo Bortolin na Câmara Municipal, cargo que não se ocupa por acaso. Líder de governo é articulador, defensor político e operador direto das decisões do Executivo dentro do Legislativo.

 

Mais do que isso, Crocodilo sempre foi o braço direito político do ex-prefeito. Registros públicos, agendas e a própria atuação parlamentar mostram que sua relação com Léo Bortolin vai além da formalidade institucional. Ele não apenas apoiava: participava das decisões, ajudava a sustentar a gestão e atuava como linha de frente na defesa do governo passado.

 

Durante todo o período em que exerceu essa função, até 31 de dezembro de 2024, não houve um único movimento público do vereador denunciando falhas na infraestrutura das casas do TAC. Não houve cobrança, não houve alerta, não houve indignação. Ao contrário: o tom era de elogios, alinhamento e defesa irrestrita da prefeitura. Os mesmos problemas que hoje viraram discurso inflamado simplesmente não existiam na narrativa do líder do governo.

 

Essa mudança de postura não é fruto de “descoberta tardia”, mas de conveniência política. O grupo que comandou a prefeitura deixou pendências estruturais, secretarias sucateadas e problemas empurrados para frente. Agora, fora do poder, tenta se reposicionar como fiscal severo, usando as famílias já sorteadas como instrumento de pressão política e emocional contra a gestão que herdou o passivo.

 

Esse contexto ajuda a explicar por que a entrega das 34 casas só está se viabilizando agora, em 2026, com previsão de ocorrer nos próximos dias. O avanço só foi possível após a gestão do prefeito Sérgio Machnic abrir diálogo direto com o empresário responsável pela obra, ainda em fevereiro de 2025. Na ocasião, mesmo diante da ausência de infraestrutura que deveria ter sido garantida pela Prefeitura na gestão do ex-prefeito Léo Bortolin — como ruas asfaltadas, rede de água e esgoto —, o empresário aceitou ir adiantando a conclusão das casas, evitando que o processo permanecesse completamente paralisado. Se hoje existe perspectiva real de entrega, isso se deve à articulação da atual gestão para destravar um impasse herdado.

 

Há ainda um dado decisivo que desmonta por completo a tentativa de transferência de culpa. Se dependesse exclusivamente da condução da gestão do ex-prefeito Léo Bortolin, a previsão real é que essas casas só seriam entregues em 2027. Isso porque, nos termos do próprio TAC, o empresário só seria formalmente notificado para as correções finais depois de concluídas etapas que cabiam ao Município. Em outras palavras: se a Prefeitura não entregou o terreno conforme acordado — com ruas, água e esgoto —, não havia como imputar ao empresário a responsabilidade por atrasos decorrentes dessa omissão. A lógica é simples e objetiva: quem não cumpre a própria obrigação não pode cobrar cumprimento alheio.

 

Há uma diferença clara entre fiscalizar e fingir que não se fez parte do problema. Cobrar água e esgoto é legítimo. Fazer isso omitindo que a origem das 34 casas está num TAC, que o terreno não foi entregue conforme o acordo e que as ruas só foram abertas às pressas no fim do mandato anterior é desonesto com o eleitor e cruel com os beneficiários.

 

Primavera do Leste não precisa de encenação nem de salvadores tardios. Precisa de solução concreta para as famílias, responsabilidade histórica e verdade. Quem ajudou a criar o problema — como líder de governo, aliado político e braço direito do ex-prefeito — não pode agora posar de herói. Principalmente quando o ataque tem endereço político claro: proteger o grupo de Léo Bortolin e tentar fragilizar quem assumiu a prefeitura enfrentando o estrago deixado.


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