Primavera do Leste / MT - Sábado, 13 de Junho de 2026

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Polícia

Bebês gêmeos são deixados com irmã de 9 anos durante viagem dos pais em MT e um deles morre asfixiado



Um casal foi detido nessa segunda-feira (12), no município de Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, por ter abandonado um bebê de sete meses em casa com irmãos e viajar para a cidade vizinha para um frete de carregamento de bobinas.

Os três filhos que estavam na residência foram encaminhados para o Conselho Tutelar.

De acordo com o boletim de ocorrência, Luciano Barbosa Pereira, de 43 anos, e a mulher dele, Daniely Oliveira, de 29, deixaram os gêmeos de sete meses e uma criança de sete anos aos cuidados da filha, de 9. A defesa deles não foi localizada.

Eles foram para Jaciara, a 142 km de Cuiabá, realizar um frete de carregamento de bobinas.

Segundo a Polícia Militar, quando os pais retornaram para a casa à noite encontraram o bebê sem vida, embaixo do cobertor.

Após dar entrada com o filho na Unidade de Pronto- Atendimento (UPA), no Bairro Jardim Santa Marta, no município, foi constatada a morte por asfixia.

O casal foi encaminhado para a delegacia para prestar depoimento e devem ser indiciados por abandono de incapaz.



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Brasil

Justiça dá prazo de 24 meses para União e Funai demarcarem terra indígena no Nortão


A Justiça Federal em Mato Grosso determinou que a União e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) concluam o processo de demarcação da terra indígena do povo Kajkwakratxi (Tapayuna), na região de Brasnorte e Juara (cerca de 300 quilômetros de Sinop), num prazo de 24 meses. O juiz federal Pablo Kipper Aguilar ordenou ainda o pagamento de R$ 10 milhões em danos morais coletivos e a realização de uma cerimônia pública de pedido de desculpas aos indígenas.

 

Na decisão, o magistrado reconheceu violações de direitos humanos cometidas contra o povo Kajkwakratxi. O juiz mandou a União reunir toda a documentação disponível no Arquivo Nacional sobre violências ocorridas durante o processo de colonização da região do Rio Arinos e a remoção forçada desse povo ao Parque Indígena do Xingu. No processo, os indígenas contaram com o apoio da Defensoria Pública da União (DPU) e do Ministério Público Federal (MPF).

 

O magistrado afastou o argumento da Funai e da União de que o Supremo Tribunal Federal (STF) já estabeleceu prazo de dez anos para a conclusão das demarcações em andamento. Para ele, tal prazo tem natureza administrativa e não impede a atuação da Justiça quando há demora excessiva. “Agradeço a luta coletiva, fico muito feliz, a comunidade fica muito feliz, é uma surpresa”, disse Wetaktxi Tapayuna, presidente da Associação Indígena Tapayuna (AIT), de acordo com mensagem divulgada pela DPU.

 

Ele acrescentou que a comunidade considera a decisão “emocionante”. “É muita alegria ver toda essa trajetória que passamos até chegar nesse ponto tão importante, com relação ao nosso povo, com as gerações que estão lutando pelo território tradicional, para demarcação do território tradicional, com expectativa de viver em cima dos seus parentes que deixaram naquele tempo. Para defender nossa ancestralidade, para viver com a alma dos parentes”, completou Wetaktxi Tapayuna.

 

De acordo com o MPF, os indígenas Kajkwakratxi foram alvo de uma série de violências ao longo do século 20, que resultaram na desestruturação social do grupo. Na década de 1970, eles foram removidos à força, pelo Estado, de seu território tradicional para o Parque Nacional do Xingu.

 

Em seguida, uma Reserva Indígena Tapayuna chegou a ser criada em 1968, mas foi extinta em 1976 sob o argumento de que não haveria indígenas na área. Há indícios, porém, de que até o presente momento existem indígenas da etnia isolada na região de ocupação tradicional.


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