Primavera do Leste / MT - Sábado, 13 de Junho de 2026

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Cinco pessoas são presas com 59 TVs roubadas de transportadora



Cinco pessoas foram presas com 59 TVs roubadas de transportadora em Cuiabá — Foto: Polícia Civil de Mato Grosso/Assessoria

Cinco pessoas foram presas com 59 TVs roubadas de transportadora em Cuiabá — Foto: Polícia Civil de Mato Grosso/Assessoria

Cinco pessoas envolvidas no roubo de uma transportadora foram presas em flagrante pela Polícia Civil nessa quarta-feira (24), em Cuiabá.

Segundo a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá, 59 aparelhos televisores roubados da empresa foram recuperados.

As investigações iniciaram na terça-feira (23), logo após o roubo cometido por quatro homens armados na empresa transportadora. Do local foram roubados aparelhos televisores ainda na caixa, um cofre, entre outros produtos e pertences das vítimas.

Foram presos: Wesley Fernandes da Silva, Maykool Vinícius Pereira Figueira, de 28 anos, Rony Ferreira dos Santos, de 29 anos, e uma mulher. Todos foram autuados em flagrante pelos crimes de roubo majorado, associação criminosa majorada e corrupção de menores.

Na casa do adolescente foram encontrados 22 televisores e o cofre subtraído da empresa, que estava arrombado — Foto: Polícia Civil de Mato Grosso/Assessoria

Na casa do adolescente foram encontrados 22 televisores e o cofre subtraído da empresa, que estava arrombado — Foto: Polícia Civil de Mato Grosso/Assessoria

O quinto suspeito, um adolescente de 17 anos, foi autuado por ato infracional de roubo majorado e associação criminosa majorada.

Durante investigações, o adolescente foi localizado em uma residência no bairro Vista Alegre, na companhia do comparsa Wesley e uma mulher.

Na casa do adolescente foram encontrados 22 televisores e o cofre subtraído da empresa, que estava arrombado.

O adolescente confessou à polícia a participação no roubo e revelou onde estava o restante dos televisores roubados. Com a informação, a equipe se deslocou até uma casa no bairro Pedra 90, onde foram apreendidos mais 37 televisores.

Rony foi detido logo que chegou à casa.

Em seguida, os investigadores da Derf prenderam prisão de Maykool. Ele foi apontado como a pessoa que ajudou no transporte dos produtos, bem como estava negociando a venda dos aparelhos.

Os cinco envolvidos foram conduzidos à Derf.

Fonte: G1 Mato Grosso



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Brasil

Justiça dá prazo de 24 meses para União e Funai demarcarem terra indígena no Nortão


A Justiça Federal em Mato Grosso determinou que a União e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) concluam o processo de demarcação da terra indígena do povo Kajkwakratxi (Tapayuna), na região de Brasnorte e Juara (cerca de 300 quilômetros de Sinop), num prazo de 24 meses. O juiz federal Pablo Kipper Aguilar ordenou ainda o pagamento de R$ 10 milhões em danos morais coletivos e a realização de uma cerimônia pública de pedido de desculpas aos indígenas.

 

Na decisão, o magistrado reconheceu violações de direitos humanos cometidas contra o povo Kajkwakratxi. O juiz mandou a União reunir toda a documentação disponível no Arquivo Nacional sobre violências ocorridas durante o processo de colonização da região do Rio Arinos e a remoção forçada desse povo ao Parque Indígena do Xingu. No processo, os indígenas contaram com o apoio da Defensoria Pública da União (DPU) e do Ministério Público Federal (MPF).

 

O magistrado afastou o argumento da Funai e da União de que o Supremo Tribunal Federal (STF) já estabeleceu prazo de dez anos para a conclusão das demarcações em andamento. Para ele, tal prazo tem natureza administrativa e não impede a atuação da Justiça quando há demora excessiva. “Agradeço a luta coletiva, fico muito feliz, a comunidade fica muito feliz, é uma surpresa”, disse Wetaktxi Tapayuna, presidente da Associação Indígena Tapayuna (AIT), de acordo com mensagem divulgada pela DPU.

 

Ele acrescentou que a comunidade considera a decisão “emocionante”. “É muita alegria ver toda essa trajetória que passamos até chegar nesse ponto tão importante, com relação ao nosso povo, com as gerações que estão lutando pelo território tradicional, para demarcação do território tradicional, com expectativa de viver em cima dos seus parentes que deixaram naquele tempo. Para defender nossa ancestralidade, para viver com a alma dos parentes”, completou Wetaktxi Tapayuna.

 

De acordo com o MPF, os indígenas Kajkwakratxi foram alvo de uma série de violências ao longo do século 20, que resultaram na desestruturação social do grupo. Na década de 1970, eles foram removidos à força, pelo Estado, de seu território tradicional para o Parque Nacional do Xingu.

 

Em seguida, uma Reserva Indígena Tapayuna chegou a ser criada em 1968, mas foi extinta em 1976 sob o argumento de que não haveria indígenas na área. Há indícios, porém, de que até o presente momento existem indígenas da etnia isolada na região de ocupação tradicional.


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