Primavera do Leste / MT - Domingo, 22 de Fevereiro de 2026

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Juiz concede liberdade a pecuarista suspeito de morte de amante grávida que está desaparecida em MT



O juiz Ricardo Nicolino de Castro, da Vara Única de Porto dos Gaúchos, a 644 km de Cuiabá, concedeu nesta quinta-feira (14) liberdade ao pecuarista José Sebastião Boldrin, de 67 anos, suspeito de assassinar uma jovem de 23 anos, com quem tinha um relacionamento extraconjugalBoldrin estava preso desde terça-feira (12) depois de ser encontrado pela Polícia Civil em Cuiabá.

A atendente de lanchonete Franciele Costa, de 28 anos, que estava grávida de sete meses, foi morta em fevereiro de 2014 após sair de casa para se encontrar com o fazendeiro em Porto dos Gaúchos. À Polícia Civikl, José Sebastião negou ter cometido o crime. É a segunda vez que ele é solto depois de ser preso pelo assassinato.

O pecuarista estava preso na Cadeia Pública de Porto dos Gaúchos. A Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) ainda não confirmou a saída dele da cadeia.

O processo está em segredo de Justiça, no entanto, a decisão foi publicada parcialmente no Diário da Justiça Eletrônico (DJE) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). O advogado do pecuarista entrou com pedido de habeas corpus.

O juiz atendeu, em parte, o pedido de substituir a prisão preventiva de Boldrin por medidas cautelares. No entanto, as medidas não foram divulgadas.

“Advirta-se o paciente sobre as medidas cautelares impostas, e sobre a possibilidade de decreto de nova prisão, em caso de descumprimento, desde que devidamente fundamentada em dados concretos extraídos dos autos”, consta trecho da decisão.

Investigação

As investigações apontam que o suspeito era casado e tinha um relacionamento amoroso com a vítima, que estava grávida de José e ele queria que Franciele fizesse um aborto. No dia 18 de fevereiro de 2014 a jovem saiu para se encontrar com o pecuarista e nunca mais foi encontrada. Até hoje o corpo da vítima não foi encontrado.

A última vez que ela foi vista estava entrando na caminhonete do suspeito. Na ocasião do desaparecimento da jovem, José chegou a ser preso, mas foi posto em liberdade mediante um habeas corpus. Depois, fugiu para o Paraná, onde morou por algum tempo no município de Toledo e depois foi para São Paulo.

Nas investigações, a polícia concluiu que o crime foi premeditado após ela ter pedido dinheiro a ele para comprar uma casa. José sabia que ela estava grávida e, como ela estava pedindo dinheiro e ele não queria dividir a herança, planejou o assassinato dela.

O assassinato teria ocorrido na fazenda de propriedade do amante, naquele município, onde eles costumavam se encontrar.

Fonte: G1 Mato Grosso



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Hospitais São Lucas e Das Clínicas enviam notificação à Secretária de Saúde, podendo interromper atendimento ao SUS


Os hospitais lamentam a falta de ajuste no contrato e ameaçam suspender o atendimento aos pacientes do SUS encaminhados pela UPA.


No dia 13 de fevereiro de 2026, a direção dos Hospitais São Lucas e das Clínicas de Primavera do Leste enviou uma notificação formal à Secretária Municipal de Saúde, Laura Leandra, alertando sobre a ausência de um reajuste no contrato, o que comprometeria a continuidade dos serviços prestados. O documento destaca que, após sucessivas prorrogações contratuais sem o ajuste necessário, a situação financeira dos hospitais se tornou insustentável, podendo até resultar na interrupção dos atendimentos aos pacientes do SUS.

 

O texto revela que o contrato atual, com término previsto para 28 de fevereiro de 2026, já foi prorrogado anteriormente e que, até a data mencionada, não foi apresentado um novo contrato ou proposta formal por parte da Secretaria Municipal de Saúde. Em resposta, os hospitais afirmaram que não aceitarão a celebração de um novo termo aditivo nas condições atuais.

 

A medida de não continuar com o contrato atual está relacionada ao descumprimento das condições financeiras necessárias para a manutenção da qualidade no atendimento. A partir de março de 2026, os serviços poderão ser prestados sob novas condições, que envolvem a assinatura de um novo contrato com valores atualizados ou a aplicação de um reajuste provisório de 20% sobre os valores vigentes, até a formalização de um novo acordo.

 

Os hospitais registraram que, caso haja interrupção no serviço após o término da vigência contratual, essa responsabilidade não será imputada aos hospitais, mas sim à Secretaria Municipal de Saúde, que não tomou as medidas administrativas necessárias para resolver a questão de forma tempestiva.

 

A Secretaria Municipal de Saúde ainda não se manifestou oficialmente sobre a situação, mas a expectativa é que um novo ajuste contratual seja negociado o quanto antes para garantir a continuidade dos serviços essenciais à população.


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