Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 29 de Abril de 2026

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Polícia

Juiz concede liberdade a pecuarista suspeito de morte de amante grávida que está desaparecida em MT



O juiz Ricardo Nicolino de Castro, da Vara Única de Porto dos Gaúchos, a 644 km de Cuiabá, concedeu nesta quinta-feira (14) liberdade ao pecuarista José Sebastião Boldrin, de 67 anos, suspeito de assassinar uma jovem de 23 anos, com quem tinha um relacionamento extraconjugalBoldrin estava preso desde terça-feira (12) depois de ser encontrado pela Polícia Civil em Cuiabá.

A atendente de lanchonete Franciele Costa, de 28 anos, que estava grávida de sete meses, foi morta em fevereiro de 2014 após sair de casa para se encontrar com o fazendeiro em Porto dos Gaúchos. À Polícia Civikl, José Sebastião negou ter cometido o crime. É a segunda vez que ele é solto depois de ser preso pelo assassinato.

O pecuarista estava preso na Cadeia Pública de Porto dos Gaúchos. A Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) ainda não confirmou a saída dele da cadeia.

O processo está em segredo de Justiça, no entanto, a decisão foi publicada parcialmente no Diário da Justiça Eletrônico (DJE) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). O advogado do pecuarista entrou com pedido de habeas corpus.

O juiz atendeu, em parte, o pedido de substituir a prisão preventiva de Boldrin por medidas cautelares. No entanto, as medidas não foram divulgadas.

“Advirta-se o paciente sobre as medidas cautelares impostas, e sobre a possibilidade de decreto de nova prisão, em caso de descumprimento, desde que devidamente fundamentada em dados concretos extraídos dos autos”, consta trecho da decisão.

Investigação

As investigações apontam que o suspeito era casado e tinha um relacionamento amoroso com a vítima, que estava grávida de José e ele queria que Franciele fizesse um aborto. No dia 18 de fevereiro de 2014 a jovem saiu para se encontrar com o pecuarista e nunca mais foi encontrada. Até hoje o corpo da vítima não foi encontrado.

A última vez que ela foi vista estava entrando na caminhonete do suspeito. Na ocasião do desaparecimento da jovem, José chegou a ser preso, mas foi posto em liberdade mediante um habeas corpus. Depois, fugiu para o Paraná, onde morou por algum tempo no município de Toledo e depois foi para São Paulo.

Nas investigações, a polícia concluiu que o crime foi premeditado após ela ter pedido dinheiro a ele para comprar uma casa. José sabia que ela estava grávida e, como ela estava pedindo dinheiro e ele não queria dividir a herança, planejou o assassinato dela.

O assassinato teria ocorrido na fazenda de propriedade do amante, naquele município, onde eles costumavam se encontrar.

Fonte: G1 Mato Grosso



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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