Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 21 de Maio de 2026

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Polícia

Ladrão sequestra motorista, o obriga a dirigir caminhão até a Bolívia e morre em confronto com a polícia em MT



Um assaltante morreu em confronto com a polícia na noite dessa segunda-feira (23) na região da fronteira de Cáceres, a 220 km de Cuiabá, com a Bolívia.

Segundo o Grupo Especial de Segurança na Fronteira (Gefron), um motorista de um caminhão, de 24 anos, foi sequestrado e obrigado a dirigir para dois assaltantes.

Houve confronto com os assaltantes e um deles morreu em um tiroteio com os policiais.

A situação ocorreu na BR-070, por volta de 19h30 (horário de Mato Grosso).

O caminhão passava pela rodovia e carregada uma pá carregadeira na caçamba. Os policiais pediram que o motorista parasse e duas pessoas saltaram do veículo e se esconderam em uma mata.

O motorista desceu do caminhão e correu em direção à polícia. Ele afirmou que três homens armados roubaram o veículo dele, em Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá.

Arma foi apreendida com suspeito que morreu em confronto com o Gefron em Cáceres (Foto: Gefron/MT)

Arma foi apreendida com suspeito que morreu em confronto com o Gefron em Cáceres (Foto: Gefron/MT)

A vítima contou que ficou mantida em cárcere privado por 10 horas e obrigada a conduzir o caminhão até a Bolívia.

Horas depois dessa situação, os suspeitos foram encontrados na região da Ponte Padre Inácio. Um deles, armado, sacou uma arma e tentou atirar contra os policiais. Houve tiroteio no local e os dois suspeitos foram baleados.

Os dois foram socorridos para um hospital da região. Welington da Silva Minare, de 25 anos, morreu durante o atendimento. O segundo suspeito, Carlos Henrique da Silva, de 32 anos, não corre risco de morte.

A vítima contou aos policiais que o terceiro assaltante desceu do veículo ainda em Tangará da Serra. O veículo e o suspeito foram encaminhados para a Delegacia de Fronteira (Defron) em Cáceres.

Fonte: G1 Mato Grosso



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Polícia - política

Prefeito é preso em Brasília na marcha dos prefeitos


Prefeito de Piçarras é investigado pelo MP em denúncia de corrupção em obra pública

Prefeito de Balneário Piçarras foi preso em Brasília nesta terça, durante operação do Gaeco (foto: Divulgação MPSC)

O prefeito de Balneário Piçarras, Tiago Baltt (MDB), foi preso por volta das 6h de terça-feira, em Brasília, onde participava da 27ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios. O evento começou na segunda e segue até quinta, reunindo prefeitos de todo o país. Organizada pela Confederação Nacional de Municípios, a programação acontece no Centro Internacional de Convenções do Brasil, na capital federal. Baltt foi detido no hotel, antes de seguir pro segundo dia do encontro.

A prisão faz parte da Operação Regalo, do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). O ex-prefeito de São João Batista, Pedro Alfredo Ramos (MDB), o Pedroca, também é investigado no esquema, mas não foi preso.

As investigações começaram em 2024 e são conduzidas pelo Grupo Especial Anticorrupção (Geac) de Itajaí. Os procedimentos apuram crimes funcionais praticados por prefeitos e outros agentes públicos.

Segundo o Ministério Público, esta fase da investigação quer aprofundar a coleta de provas sobre contratos de obras e urbanização da orla norte de Piçarras, além de outros contratos firmados no município e em São João Batista.

A suspeita é de atuação conjunta entre grupo político e grupo empresarial em um esquema estruturado de corrupção, com divisão de tarefas entre núcleo empresarial e político-administrativo. Conforme a investigação, havia pagamento de propina equivalente a 3% dos contratos públicos ligados à prefeitura de Piçarras e valores variados em contratos de São João Batista.

Só em Piçarras, as vantagens indevidas obtidas pelos investigados com pagamento de propina chegam a cerca de R$ 485,9 mil, valor que, segundo o MP, teria sido bancado pelos cofres públicos. As investigações também apontam indícios de que integrantes da organização criminosa continuavam agindo de forma “ardilosa e sorrateira”, com pagamento de propinas custeadas por meio de suposto superfaturamento de obras públicas em municípios do litoral norte catarinense.

Atendendo pedido do Ministério Público, a Justiça determinou o sequestro dos valores apontados como propina. Segundo os investigadores, os recursos pagos pelo núcleo empresarial ao núcleo político têm origem ilícita e deverão ser devolvidos aos cofres públicos.

Foram cumpridas seis ordens de prisão preventiva e 37 mandados de busca e apreensão em casas, empresas e órgãos públicos de Timbó, Biguaçu, Balneário Piçarras, São João Batista, Tijucas, Indaial, Itapema, Itajaí, Porto Belo, Bombinhas e Colíder, no Mato Grosso.

Além do prefeito, empresários suspeitos de manter as práticas ilícitas também foram presos preventivamente. Houve ainda cumprimento de mandados contra servidores, ex-servidores e agentes políticos investigados. Os materiais apreendidos durante as diligências serão analisados pelo Geac com apoio do Gaeco. O objetivo é identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração sobre a possível rede criminosa.

Em nota, a Prefeitura de Piçarras informou que as equipes técnicas da administração municipal acompanharam a coleta de documentos de investigação do MP. “Administração Municipal adotou uma postura de total colaboração com a operação e com os órgãos responsáveis pela investigação”, informou a prefeitura.

No fim desta tarde, o vice-prefeito Fabiano José Alves (UB) tomou posse como prefeito em exercício, no lugar de Baltt.

Operação Regalo

Segundo o Gaeco, o nome da operação faz referência ao termo “regalo”, que significa mimo, presente ou agrado. No contexto da investigação, a palavra foi usada para identificar as propinas ajustadas entre empresários e agentes políticos.

Fonte: Dioarinho Franciele Marcon


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