Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 17 de Junho de 2026

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Ladrões que pretendiam usar filmadora para gravar roubo de R$ 500 mil em banco são presos



Uma quadrilha foi presa na madrugada desta segunda-feira (4) ao tentar roubar uma agência bancária na Avenida Carmindo de Campos, em Cuiabá.

De acordo com a Polícia Militar, quatro pessoas foram presas. Com elas, a polícia encontrou ferramentas e uma filmadora, que seria usada por eles para gravar o assalto.

Segundo a PM, eles conseguiram a informação de que havia cerca de R$ 500 mil no cofre da agência. Todos fazem parte de uma facção criminosa que atua no estado. O líder já foi identificado, mas não foi localizado.

Parte do grupo estava no banco, outros estavam fora monitorando e outros estavam em uma casa no Bairro São Matheus. Todos têm antecedentes criminais e são considerados ‘experientes’ na prática de assaltos.

Antes de irem até o banco, eles quebraram a vidraça de um estabelecimento comercial em outro ponto da cidade para chamar atenção e atrair os policiais.

Um deles entrou pelo teto do banco e desligou o sistema de alarme. Eles viraram as câmeras de monitoramento e se preparavam para começar o assalto.

Ainda conforme a PM, o grupo gravaria o assalto usando a filmadora como forma de ostentação para depois mostrar aos outros integrantes da organização criminosa. Eles disseram à polícia que colocariam a gravação em grupos e redes sociais.

Os policiais descobriram o assalto e conseguiram identificar um dos suspeitos na frente do banco e impediram o roubo. Diversas ferramentas foram apreendidas e o Batalhão de Operações Especiais (Bope) foi chamado ao local.

A quadrilha usava um rádio comunicador que estava na frequência da PM, conseguindo assim monitorar onde os policiais estavam.

Fonte: G1 Mato Grosso



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Executivos de empresa que controla a Águas de Primavera fazem delação e dizem ter pago R$ 30 milhões e uma BMW a Juarez Costa


Relatos de ex-dirigentes da Aegea envolvem a concessão de saneamento de Sinop e citam o deputado federal

 

O deputado federal Juarez Costa voltou ao centro de uma investigação de repercussão nacional após ex-executivos da Aegea Saneamento afirmarem, em acordos de colaboração premiada firmados com o Ministério Público Federal, que teriam realizado pagamentos milionários para garantir interesses da empresa em contratos públicos de saneamento. Entre os relatos apresentados pelos delatores está a informação de que Juarez Costa teria recebido R$ 30 milhões destinados ao pagamento de despesas de campanha, além de uma BMW adquirida em 2014.

 

As informações vieram à tona após a homologação dos acordos pelo Superior Tribunal de Justiça e passaram a integrar uma das maiores apurações já realizadas envolvendo concessões privadas de saneamento no país. A investigação reúne relatos de antigos dirigentes da companhia sobre supostos pagamentos feitos para facilitar contratos e manter operações em diferentes municípios brasileiros.

 

Segundo os depoimentos divulgados pela imprensa nacional, o ex-presidente da Aegea, Hamilton Amadeo, afirmou aos investigadores que autorizou repasses relacionados à concessão de saneamento de Sinop durante o período em que Juarez Costa administrava o município. Já o ex-diretor financeiro Flávio Crivellari teria detalhado operações financeiras e a aquisição de uma BMW avaliada em cerca de R$ 330 mil na época.

 

O caso não se limita a Mato Grosso. As delações fazem parte de um conjunto de acordos nos quais ex-executivos relataram supostos pagamentos ilícitos realizados entre 2010 e 2018 em diversos estados. Os valores mencionados nas investigações ultrapassam R$ 60 milhões e envolvem contratos considerados estratégicos para a expansão da empresa no setor de saneamento.

 

Em Sinop, a investigação está relacionada à concessão dos serviços de água e esgoto assinada em 2014. O contrato transferiu a operação para a Águas de Sinop, empresa pertencente ao grupo Aegea, em um dos maiores processos de concessão realizados pelo município naquele período.

 

A repercussão do caso também alcança Primavera do Leste. Isso porque a Aegea é a mesma controladora da Águas de Primavera, concessionária responsável pelos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário da cidade. A empresa mantém operações em outros municípios mato-grossenses e figura entre os principais grupos privados do setor no estado.

 

Não há, até o momento, qualquer acusação ou investigação pública envolvendo a concessão de Primavera do Leste. A relação com o caso ocorre exclusivamente porque a operação local pertence ao mesmo grupo empresarial citado nas delações. Ainda assim, a divulgação dos acordos colocou a companhia sob os holofotes e ampliou o interesse público sobre suas concessões em Mato Grosso.

 

A tramitação do processo passou por diferentes instâncias judiciais em razão das discussões sobre foro privilegiado de alguns dos citados. O caso chegou ao Supremo Tribunal Federal e posteriormente retornou ao Superior Tribunal de Justiça, onde os acordos acabaram homologados. Especialistas apontam que a longa discussão processual poderá influenciar os desdobramentos futuros da investigação.

 

Até o momento, as informações divulgadas têm como base os relatos dos colaboradores e os documentos apresentados aos órgãos de investigação. Juarez Costa ainda não apresentou manifestação pública detalhada sobre o conteúdo das acusações divulgadas nacionalmente.

 

A revelação das delações recoloca em debate uma das decisões mais importantes da história recente do saneamento em Sinop e projeta seus efeitos para além dos limites do município. O fato de a mesma controladora atuar em diversas cidades mato-grossenses, incluindo Primavera do Leste, aumenta a repercussão política do caso e mantém a atenção voltada para os próximos passos das investigações.


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