Primavera do Leste / MT - Segunda-Feira, 06 de Abril de 2026

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Polícia

Ladrões que pretendiam usar filmadora para gravar roubo de R$ 500 mil em banco são presos



Uma quadrilha foi presa na madrugada desta segunda-feira (4) ao tentar roubar uma agência bancária na Avenida Carmindo de Campos, em Cuiabá.

De acordo com a Polícia Militar, quatro pessoas foram presas. Com elas, a polícia encontrou ferramentas e uma filmadora, que seria usada por eles para gravar o assalto.

Segundo a PM, eles conseguiram a informação de que havia cerca de R$ 500 mil no cofre da agência. Todos fazem parte de uma facção criminosa que atua no estado. O líder já foi identificado, mas não foi localizado.

Parte do grupo estava no banco, outros estavam fora monitorando e outros estavam em uma casa no Bairro São Matheus. Todos têm antecedentes criminais e são considerados ‘experientes’ na prática de assaltos.

Antes de irem até o banco, eles quebraram a vidraça de um estabelecimento comercial em outro ponto da cidade para chamar atenção e atrair os policiais.

Um deles entrou pelo teto do banco e desligou o sistema de alarme. Eles viraram as câmeras de monitoramento e se preparavam para começar o assalto.

Ainda conforme a PM, o grupo gravaria o assalto usando a filmadora como forma de ostentação para depois mostrar aos outros integrantes da organização criminosa. Eles disseram à polícia que colocariam a gravação em grupos e redes sociais.

Os policiais descobriram o assalto e conseguiram identificar um dos suspeitos na frente do banco e impediram o roubo. Diversas ferramentas foram apreendidas e o Batalhão de Operações Especiais (Bope) foi chamado ao local.

A quadrilha usava um rádio comunicador que estava na frequência da PM, conseguindo assim monitorar onde os policiais estavam.

Fonte: G1 Mato Grosso



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A Palavra - Opinião

📰 Crônica: A cassação que parou na recepção


Em Primavera do Leste, a política resolveu inovar. Não é mais preciso enfrentar plenário, debate ou voto. Agora, certos assuntos já são resolvidos ali mesmo, na recepção.

 

O pedido de cassação contra o vereador Sargento Telles sequer chegou a “dar bom dia” no plenário. Foi barrado antes, com toda a elegância que os procedimentos técnicos permitem.

 

Segundo a versão oficial, faltou “autorização adequada” para a denúncia. Curioso. Porque, para alguns, a lei parece permitir que até o eleitor participe. Para outros, nem tanto. Vai entender, o Direito, às vezes, é quase uma obra de arte contemporânea: cada um enxerga o que quer.

 

Enquanto isso, o conteúdo da denúncia ficou intacto. Intocado. Intocável. Uma espécie de segredo que ninguém quis abrir — talvez por zelo institucional, talvez por excesso de prudência.

 

E sob a condução do presidente da Câmara, Marco Aurélio, tudo seguiu com tranquilidade exemplar. Sem ruído, sem desgaste, sem aquele incômodo chamado “debate público”.

 

Eficiência é isso.

 

Resolve-se rápido, evita-se constrangimento e, de quebra, mantém-se a harmonia entre os pares. Afinal, política também é sobre convivência.

 

Agora, claro, tudo dentro das regras. Ou pelo menos dentro de uma leitura bastante conveniente delas.

 

No fim, Primavera do Leste dá mais um passo à frente na inovação institucional: criou-se o julgamento sem julgamento.

 

E fica aquela dúvida que ninguém responde, mas todo mundo entende:

 

Foi rigor técnico… ou apenas uma solução elegante para um problema inconveniente?

 

Mas veja, é só uma crônica.

 

 

 


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