Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 29 de Abril de 2026

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Polícia

Morador de rua suspeito de ameaçar criança em banheiro de igreja é agredido em praça e detido



O morador de rua Antônio Carlos de Oliveira Bernardo, suspeito de ameaçar um menino de 8 anos no banheiro da Igreja Nossa Senhora do Bom Despacho, no último domingo (5), foi detido nesta quarta-feira (8). Segundo a Polícia Civil, Antônio foi levado para a delegacia após ser detido na Praça Ipiranga, região central de Cuiabá.

A polícia havia sido acionada  para atender a ocorrência de um homem que era agredido por populares na Praça Ipiranga.

Durante atendimento, foi verificado que a vítima das agressões era o suspeito de ter ameaçado o menino na igreja. Antônio foi levado para a delegacia, onde foi ouvido. O conteúdo do depoimento, não foi divulgado.

Na segunda-feira (6), o padre Kleberson Paes de Silva, responsável pela igreja, esteve na Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente (Deddica) e registrou um boletim de ocorrência.

Ele relatou que o fato ocorreu por volta de 11h e que o menino havia ido ao banheiro desacompanhado.

Segundo o padre, após ser socorrido, o menino estava assustado e dizia que o homem havia o ameaçado de morte.

O caso

A ameaça passou a ser investigado pela Polícia Civil após denúncia de um dos padres da igreja.

Nas imagens do circuito de segurança da igreja, é possível ver o momento em que o homem passa pela lateral do templo, no pátio dos fundos.

Ele caminha até determinado ponto, para, encosta em uma mureta, observa, entra no banheiro e fecha a porta. A criança já estava dentro do banheiro. Quase quatro minutos se passam, até que um ‘coroinha’ sai correndo e vai até a porta do sanitário.

Ele bate na porta, empurra, até que a porta se abre e o menino sai. E ele caminha rápido ao lado do ‘coroinha’ com a mão sobre o peito, demonstrando estar assustado. O homem sai em seguida, atrás dos dois.

Fonte: G1 Mato Grosso



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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