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Motorista de carro morre e bebê de 4 meses sobrevive após ser lançado para fora de caminhão em acidente em MT



Motorista de carro morreu e bebê de 4 meses sobreviveu após ser lançado para fora de caminhão em acidente na BR-174 (Foto: Ripa nos Malandros)

Motorista de carro morreu e bebê de 4 meses sobreviveu após ser lançado para fora de caminhão em acidente na BR-174 (Foto: Ripa nos Malandros)

Um homem morreu e cinco pessoas ficaram feridas após um acidente na noite dessa terça-feira (31) entre um carro e um caminhão na BR-174, na região de Cáceres, a 220 km de Cuiabá.

Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), um bebê, de 4 meses, é uma das cinco pessoas que se feriram. Ele estava no caminhão e sobreviveu ao ser arremessado do veículo.

De acordo com a PRF, o acidente ocorreu próximo ao Distrito de Caramujo.

Motorista do carro, um homem de 40 anos, morreu no local do acidente (Foto: Ripa nos Malandros)

Motorista do carro, um homem de 40 anos, morreu no local do acidente (Foto: Ripa nos Malandros)

O motorista do carro de passeio estava saindo de uma estrada vicinal e, ao tentar entrar na rodovia, bateu no caminhão.

Ainda conforme os policiais, o motorista do carro, um homem de 40 anos, morreu no local do acidente. O corpo da vítima ficou preso às ferragens.

As cinco pessoas que estavam no caminhão se feriram, entre elas uma bebê, de 4 meses A criança, após batida, foi lançada para fora do veículo.

As vítimas foram encaminhadas para o Hospital Regional de Cáceres.

Fonte: G1 Mato Grosso



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Brasil

Justiça dá prazo de 24 meses para União e Funai demarcarem terra indígena no Nortão


A Justiça Federal em Mato Grosso determinou que a União e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) concluam o processo de demarcação da terra indígena do povo Kajkwakratxi (Tapayuna), na região de Brasnorte e Juara (cerca de 300 quilômetros de Sinop), num prazo de 24 meses. O juiz federal Pablo Kipper Aguilar ordenou ainda o pagamento de R$ 10 milhões em danos morais coletivos e a realização de uma cerimônia pública de pedido de desculpas aos indígenas.

 

Na decisão, o magistrado reconheceu violações de direitos humanos cometidas contra o povo Kajkwakratxi. O juiz mandou a União reunir toda a documentação disponível no Arquivo Nacional sobre violências ocorridas durante o processo de colonização da região do Rio Arinos e a remoção forçada desse povo ao Parque Indígena do Xingu. No processo, os indígenas contaram com o apoio da Defensoria Pública da União (DPU) e do Ministério Público Federal (MPF).

 

O magistrado afastou o argumento da Funai e da União de que o Supremo Tribunal Federal (STF) já estabeleceu prazo de dez anos para a conclusão das demarcações em andamento. Para ele, tal prazo tem natureza administrativa e não impede a atuação da Justiça quando há demora excessiva. “Agradeço a luta coletiva, fico muito feliz, a comunidade fica muito feliz, é uma surpresa”, disse Wetaktxi Tapayuna, presidente da Associação Indígena Tapayuna (AIT), de acordo com mensagem divulgada pela DPU.

 

Ele acrescentou que a comunidade considera a decisão “emocionante”. “É muita alegria ver toda essa trajetória que passamos até chegar nesse ponto tão importante, com relação ao nosso povo, com as gerações que estão lutando pelo território tradicional, para demarcação do território tradicional, com expectativa de viver em cima dos seus parentes que deixaram naquele tempo. Para defender nossa ancestralidade, para viver com a alma dos parentes”, completou Wetaktxi Tapayuna.

 

De acordo com o MPF, os indígenas Kajkwakratxi foram alvo de uma série de violências ao longo do século 20, que resultaram na desestruturação social do grupo. Na década de 1970, eles foram removidos à força, pelo Estado, de seu território tradicional para o Parque Nacional do Xingu.

 

Em seguida, uma Reserva Indígena Tapayuna chegou a ser criada em 1968, mas foi extinta em 1976 sob o argumento de que não haveria indígenas na área. Há indícios, porém, de que até o presente momento existem indígenas da etnia isolada na região de ocupação tradicional.


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