Primavera do Leste / MT - Sábado, 24 de Outubro de 2026

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Motorista é preso em MT com 30 mil pacotes de cigarros contrabandeados do Paraguai



Um motorista de uma carreta foi preso com uma carga de 30 mil pacotes de cigarros contrabandeados do Paraguai, ao ser abordado na manhã desta quarta-feira (31) na BR-163, em Itiquira, a 359 km de Cuiabá. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o condutor, de 34 anos, disse que transportava os cigarros do Paraguai e levaria para Rondonópolis.

Os policiais rodoviários abordaram uma carreta por volta de 5h (horário de Mato Grosso), no km 50 da BR-163, no posto policial. De acordo com a PRF, o veículo, com placas de Joaquim Távora, do Paraná, trafegava com os eixos erguidos.

De acordo com a PRF, o veículo, com placas de Joaquim Távora, do Paraná, trafegava com os eixos erguidos (Foto: Polícia Rodoviária Federal de MT/Assessoria)De acordo com a PRF, o veículo, com placas de Joaquim Távora, do Paraná, trafegava com os eixos erguidos (Foto: Polícia Rodoviária Federal de MT/Assessoria)

De acordo com a PRF, o veículo, com placas de Joaquim Távora, do Paraná, trafegava com os eixos erguidos (Foto: Polícia Rodoviária Federal de MT/Assessoria)

Os policiais abordaram o veículo e perguntaram ao motorista se a carreta estava vazia. O condutor revelou que levava uma carga de cigarro do Paraguai para Rondonópolis. Ele comentou aos policiais que pegou os cigarros em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, e receberia um valor em dinheiro.

Nos compartimentos da carreta os policiais encontraram 30,6 mil pacotes de cigarro contrabandeados. A carga, a carreta e o motorista foram encaminhados para a Polícia Federal em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá.

Fonte: G1 Mato Grosso



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política

TSE estuda desativar canais políticos no WhatsApp 48h antes da eleição


Proposta foi escrita pelo vice-presidente da Corte, André Mendonça

TSE faz últimos preparativos para o primeiro turno nas Eleições 2018

Uma minuta de resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê que canais de WhatsApp com teor político e mais de 200 mil seguidores sejam desativados nas 48 horas anteriores e 24 horas posteriores ao segundo turno da eleição, marcado para o próximo domingo (25). 

Caso aprovada pelo plenário do TSE, a medida entraria em vigor de imediato, conforme o texto da minuta obtida pela Agência Brasil.

A minuta com a proposta passou a circular entre os ministros do TSE após o tema ser debatido em reuniões informais realizadas na sexta-feira (16) e na terça-feira (20). O texto foi redigido pelo ministro André Mendonça, vice-presidente da Corte Eleitoral.

Em nota à imprensa, o gabinete de Mendonça informou não se tratar de uma iniciativa pessoal do ministro, mas que coube a ele a autoria da minuta por ser tradição que as normas eleitorais sejam redigidas pelo vice-presidente do TSE.

“O objetivo discutido é proteger a integridade do pleito nas horas que antecedem e sucedem a votação, quando não há tempo hábil para resposta ou correção de conteúdos ilícitos”, diz a nota do gabinete de Mendonça.

A nota acrescenta ainda que o texto foi redigido a partir de um consenso interno, e que “os critérios em análise são objetivos e impessoais e valem igualmente para todos os canais de natureza político-eleitoral de grande alcance, qualquer que seja o candidato, o partido ou a orientação política”.

Caso seja aprovada, a iniciativa deve atingir o canal “Exército do Lula”, que atingiu nesta quarta (21) a marca de 7 milhões de inscritos no aplicativo de mensagens WhatsApp. Também seria desativado o canal “Tropa do Flávio”, que possui 2 milhões de inscritos.

Proposta

O texto da minuta aplica aos canais de transmissão de natureza político-eleitoral com mais de 200 mil seguidores as mesmas restrições que já vigoram sobre o conteúdo impulsionado de campanha, aquele cujo alcance é potencializado mediante pagamento às plataformas.

O texto também considera haver “alcance desproporcional de canais com grande audiência na difusão de conteúdos ilícitos”.

Em outro trecho, a proposta diz ainda que “o período compreendido entre as 48 (quarenta e oito) horas antes e as 24 (vinte e quatro) horas depois da eleição concentra o maior risco de dano irreversível à formação livre da vontade do eleitorado, por não haver tempo hábil para resposta, esclarecimento ou tutela jurisdicional efetiva”.

Controvérsia

A proposta surge após uma disputa de liminares em torno do canal “Exército do Lula”. Na semana passada, o canal foi retirado do ar pelo ministro Kássio Nunes Marques, presidente do TSE, após pedido da campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro, que alegou disseminação de desinformação.

Logo em seguida, porém, o corregedor-nacional da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o canal. Ele afirmou não haver elementos que justificassem a medida e que Nunes Marques não poderia ter suspendido o canal por via administrativa, como fez, uma vez que o caso já tramitava pela via judicial em processo relatado pelo próprio corregedor.

Pouco depois, porém, Nunes Marques voltou a suspender o canal, alegando que mesmo sendo administrado por um apoiador, o deputado André Janones (Rede-MG), a ferramenta teria vínculo com a campanha oficial, e portanto deveria estar registrado no TSE como tal.

Por fim, o Exército do Lula acabou sendo liberado pelo presidente do TSE, após o registro ter sido feito pela campanha oficial.

Felipe Pontes – repórter da Agência Brasil


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