Primavera do Leste / MT - Domingo, 05 de Abril de 2026

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Motorista é preso em MT com 30 mil pacotes de cigarros contrabandeados do Paraguai



Um motorista de uma carreta foi preso com uma carga de 30 mil pacotes de cigarros contrabandeados do Paraguai, ao ser abordado na manhã desta quarta-feira (31) na BR-163, em Itiquira, a 359 km de Cuiabá. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o condutor, de 34 anos, disse que transportava os cigarros do Paraguai e levaria para Rondonópolis.

Os policiais rodoviários abordaram uma carreta por volta de 5h (horário de Mato Grosso), no km 50 da BR-163, no posto policial. De acordo com a PRF, o veículo, com placas de Joaquim Távora, do Paraná, trafegava com os eixos erguidos.

De acordo com a PRF, o veículo, com placas de Joaquim Távora, do Paraná, trafegava com os eixos erguidos (Foto: Polícia Rodoviária Federal de MT/Assessoria)De acordo com a PRF, o veículo, com placas de Joaquim Távora, do Paraná, trafegava com os eixos erguidos (Foto: Polícia Rodoviária Federal de MT/Assessoria)

De acordo com a PRF, o veículo, com placas de Joaquim Távora, do Paraná, trafegava com os eixos erguidos (Foto: Polícia Rodoviária Federal de MT/Assessoria)

Os policiais abordaram o veículo e perguntaram ao motorista se a carreta estava vazia. O condutor revelou que levava uma carga de cigarro do Paraguai para Rondonópolis. Ele comentou aos policiais que pegou os cigarros em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, e receberia um valor em dinheiro.

Nos compartimentos da carreta os policiais encontraram 30,6 mil pacotes de cigarro contrabandeados. A carga, a carreta e o motorista foram encaminhados para a Polícia Federal em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá.

Fonte: G1 Mato Grosso



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A Palavra - Opinião

📰 Crônica: A cassação que parou na recepção


Em Primavera do Leste, a política resolveu inovar. Não é mais preciso enfrentar plenário, debate ou voto. Agora, certos assuntos já são resolvidos ali mesmo, na recepção.

 

O pedido de cassação contra o vereador Sargento Telles sequer chegou a “dar bom dia” no plenário. Foi barrado antes, com toda a elegância que os procedimentos técnicos permitem.

 

Segundo a versão oficial, faltou “autorização adequada” para a denúncia. Curioso. Porque, para alguns, a lei parece permitir que até o eleitor participe. Para outros, nem tanto. Vai entender, o Direito, às vezes, é quase uma obra de arte contemporânea: cada um enxerga o que quer.

 

Enquanto isso, o conteúdo da denúncia ficou intacto. Intocado. Intocável. Uma espécie de segredo que ninguém quis abrir — talvez por zelo institucional, talvez por excesso de prudência.

 

E sob a condução do presidente da Câmara, Marco Aurélio, tudo seguiu com tranquilidade exemplar. Sem ruído, sem desgaste, sem aquele incômodo chamado “debate público”.

 

Eficiência é isso.

 

Resolve-se rápido, evita-se constrangimento e, de quebra, mantém-se a harmonia entre os pares. Afinal, política também é sobre convivência.

 

Agora, claro, tudo dentro das regras. Ou pelo menos dentro de uma leitura bastante conveniente delas.

 

No fim, Primavera do Leste dá mais um passo à frente na inovação institucional: criou-se o julgamento sem julgamento.

 

E fica aquela dúvida que ninguém responde, mas todo mundo entende:

 

Foi rigor técnico… ou apenas uma solução elegante para um problema inconveniente?

 

Mas veja, é só uma crônica.

 

 

 


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