Mulher é morta a facadas pelo marido durante discussão em quitinete
Uma mulher foi assassinada a facadas na madrugada desta quarta-feira (16) no Bairro Jardim Ikaraí, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá.
Segundo a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) testemunhas disseram que o crime foi cometido pelo marido da vítima, que discutia com ela momentos antes do crime.
A vítima, identificada como Célia Regina Magalhães, de 50 anos, foi esfaqueada e morta na quitinete onde ela morava com o companheiro. O casal morava há 40 dias nesse imóvel, que era alugado.
Os vizinhos e o proprietário do imóvel relataram que Regina e o marido discutiam com frequência e sempre brigavam no local.
A última briga teria começado por volta de 19h de terça-feira (15) (horário de Mato Grosso). Uma pessoa chegou a ligar para o dono do imóvel e comentado que o casal estava discutindo.
“Ao que tudo indica é mais um feminicídio em Várzea Grande. A vítima foi morta a facadas, todas pela parte frontal do corpo. A informação que temos dos moradores é que o casal estava há poucos dias e que as brigas eram constantes”, disse à TV Centro América a delegada da DHPP, Juliana Chiquito Palhares.
Depois de esfaquear a mulher, o suspeito fugiu do local. Até a manhã desta quarta-feira ele não havia sido preso.
A DHPP investiga o caso e tenta identificar se a vítima já tinha registrado boletins de ocorrência ou tinha alguma medida protetiva contra o marido.
O corpo de Célia foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Cuiabá.
TSE estuda desativar canais políticos no WhatsApp 48h antes da eleição
Proposta foi escrita pelo vice-presidente da Corte, André Mendonça
TSE faz últimos preparativos para o primeiro turno nas Eleições 2018
Uma minuta de resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê que canais de WhatsApp com teor político e mais de 200 mil seguidores sejam desativados nas 48 horas anteriores e 24 horas posteriores ao segundo turno da eleição, marcado para o próximo domingo (25).
Caso aprovada pelo plenário do TSE, a medida entraria em vigor de imediato, conforme o texto da minuta obtida pela Agência Brasil.
A minuta com a proposta passou a circular entre os ministros do TSE após o tema ser debatido em reuniões informais realizadas na sexta-feira (16) e na terça-feira (20). O texto foi redigido pelo ministro André Mendonça, vice-presidente da Corte Eleitoral.
Em nota à imprensa, o gabinete de Mendonça informou não se tratar de uma iniciativa pessoal do ministro, mas que coube a ele a autoria da minuta por ser tradição que as normas eleitorais sejam redigidas pelo vice-presidente do TSE.
“O objetivo discutido é proteger a integridade do pleito nas horas que antecedem e sucedem a votação, quando não há tempo hábil para resposta ou correção de conteúdos ilícitos”, diz a nota do gabinete de Mendonça.
A nota acrescenta ainda que o texto foi redigido a partir de um consenso interno, e que “os critérios em análise são objetivos e impessoais e valem igualmente para todos os canais de natureza político-eleitoral de grande alcance, qualquer que seja o candidato, o partido ou a orientação política”.
Caso seja aprovada, a iniciativa deve atingir o canal “Exército do Lula”, que atingiu nesta quarta (21) a marca de 7 milhões de inscritos no aplicativo de mensagens WhatsApp. Também seria desativado o canal “Tropa do Flávio”, que possui 2 milhões de inscritos.
Proposta
O texto da minuta aplica aos canais de transmissão de natureza político-eleitoral com mais de 200 mil seguidores as mesmas restrições que já vigoram sobre o conteúdo impulsionado de campanha, aquele cujo alcance é potencializado mediante pagamento às plataformas.
O texto também considera haver “alcance desproporcional de canais com grande audiência na difusão de conteúdos ilícitos”.
Em outro trecho, a proposta diz ainda que “o período compreendido entre as 48 (quarenta e oito) horas antes e as 24 (vinte e quatro) horas depois da eleição concentra o maior risco de dano irreversível à formação livre da vontade do eleitorado, por não haver tempo hábil para resposta, esclarecimento ou tutela jurisdicional efetiva”.
Controvérsia
A proposta surge após uma disputa de liminares em torno do canal “Exército do Lula”. Na semana passada, o canal foi retirado do ar pelo ministro Kássio Nunes Marques, presidente do TSE, após pedido da campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro, que alegou disseminação de desinformação.
Pouco depois, porém, Nunes Marques voltou a suspender o canal, alegando que mesmo sendo administrado por um apoiador, o deputado André Janones (Rede-MG), a ferramenta teria vínculo com a campanha oficial, e portanto deveria estar registrado no TSE como tal.
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