Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 22 de Outubro de 2026

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‘Operação Semana Santa’ registra quatro mortes nas rodovias de MT



A Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou 33 acidentes em Mato Grosso durante os quatros dias da Operação Semana Santa 2018. Conforme os dados, 12 dos casos registrados foram sem vítimas e três resultaram em óbito.

A PRF encerrou, às 23h59 deste domingo (1º), a Operação que iniciou às 0h da última quinta-feira (29/03). A estratégia da Superintendência em Mato Grosso foi oferecer reforço concentrado no policiamento ostensivo e preventivo em locais e horários de maior incidência de acidentes e de criminalidade.

Durante os quatro dias de operação, a PRF desenvolveu ações para conter os acidentes relacionados ao excesso de velocidade, à alcoolemia ao volante, ao uso inadequado do cinto de segurança e às ultrapassagens indevidas, principais causas de acidentes com óbito em todo Brasil.

O resultado foi a manutenção da média no número de acidentes, sendo 33 este ano contra 34 em 2017. Em 2018, 33 pessoas saíram feridas após acidentes nas rodovias federais do Mato Grosso, sendo 30 na Operação 2017. O órgão registrou quatro óbitos neste feriadão, enquanto que em 2017 uma pessoa morreu nas rodovias do Estado.

Os flagras que contrariaram o Código de Trânsito Brasileiro – CTB resultaram na aplicação de 1.242 autos de infração. Em 2017, foram 1.563 infrações.

Foram registrados 1.192 flagrantes de excesso de velocidade nas rodovias do Estado. Na Operação do ano passado foram 1.183. Em diversos trechos da BR-364, onde a velocidade regulamentar é de 80 km/h, os policiais operadores do radar móvel capturaram veículos trafegando a 158 km/h em pista molhada. Já na BR-163, região de Rondonópolis, onde a velocidade é de 110 km/h, os radares detectaram veículos a 189 km/h. Além desses, foram autuados também outros 94 motoristas por ultrapassagem em locais proibidos. Em 2017, foram lavrados 195 autos pela mesma manobra.

As equipes PRFs abordaram 32 motoristas que assumiram o volante após o consumo de álcool. 27 deles foram submetidos ao teste do etilômetro (bafômetro) e 12 encaminhados para a Polícia Civil após o aparelho apontar uma concentração de álcool igual ou superior a 0.34 mg/l, crime de trânsito conforme o CTB.  Três pessoas se recusaram a fazer o teste, o que também gera multa nos casos em que estejam visíveis sinais de embriaguez. No total, foram realizados 1.188 testes do etilômetro. Na Operação 2017, foram registrados 54 flagras de alcoolemia e 12 pessoas foram detidas.

Em 2018, foram autuados ainda 30 condutores por transportar crianças sem o uso da cadeirinha, 29 por não usarem o cinto de segurança e outros 43 por transportar passageiros sem o cinto. Outros três motoristas foram autuados depois de serem flagrados usando o celular enquanto dirigia. Em 2017, por transportarem crianças sem o uso da cadeirinha, 30 motoristas foram multados, 49 por não usarem o cinto de segurança e outros 60 por transportar passageiros sem o cinto.

A Operação Semana Santa 2018 reforçou também o policiamento ostensivo e preventivo em locais e horários de maior incidência de criminalidade. No total, foram lavrados 36 Boletins de Ocorrência Policial – BOP e 33 pessoas foram detidas por crimes diversos, entre os quais crime ambiental, alcoolemia, porte ilegal de arma e adulteração de sinais identificadores do veículo.

ACIDENTES EM MT

O 1° deles ocorreu às 4h do dia 29/03, na BR- 158, km 630, em Nova Xavantina, quando uma caminhonete capotou e o condutor veio a óbito no local. Também na última quinta (29/03), por volta das 18h, no Km 453 da BR-174, em Comodoro, uma pessoa morreu após tombamento de veículo de carga. Já na manhã de sexta (30/03), uma colisão frontal entre veículo de passeio e caminhão tanque vitimou duas pessoas no km 551 da BR-163, em Diamantino.

Fonte: Agoramt



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política

TSE estuda desativar canais políticos no WhatsApp 48h antes da eleição


Proposta foi escrita pelo vice-presidente da Corte, André Mendonça

TSE faz últimos preparativos para o primeiro turno nas Eleições 2018

Uma minuta de resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê que canais de WhatsApp com teor político e mais de 200 mil seguidores sejam desativados nas 48 horas anteriores e 24 horas posteriores ao segundo turno da eleição, marcado para o próximo domingo (25). 

Caso aprovada pelo plenário do TSE, a medida entraria em vigor de imediato, conforme o texto da minuta obtida pela Agência Brasil.

A minuta com a proposta passou a circular entre os ministros do TSE após o tema ser debatido em reuniões informais realizadas na sexta-feira (16) e na terça-feira (20). O texto foi redigido pelo ministro André Mendonça, vice-presidente da Corte Eleitoral.

Em nota à imprensa, o gabinete de Mendonça informou não se tratar de uma iniciativa pessoal do ministro, mas que coube a ele a autoria da minuta por ser tradição que as normas eleitorais sejam redigidas pelo vice-presidente do TSE.

“O objetivo discutido é proteger a integridade do pleito nas horas que antecedem e sucedem a votação, quando não há tempo hábil para resposta ou correção de conteúdos ilícitos”, diz a nota do gabinete de Mendonça.

A nota acrescenta ainda que o texto foi redigido a partir de um consenso interno, e que “os critérios em análise são objetivos e impessoais e valem igualmente para todos os canais de natureza político-eleitoral de grande alcance, qualquer que seja o candidato, o partido ou a orientação política”.

Caso seja aprovada, a iniciativa deve atingir o canal “Exército do Lula”, que atingiu nesta quarta (21) a marca de 7 milhões de inscritos no aplicativo de mensagens WhatsApp. Também seria desativado o canal “Tropa do Flávio”, que possui 2 milhões de inscritos.

Proposta

O texto da minuta aplica aos canais de transmissão de natureza político-eleitoral com mais de 200 mil seguidores as mesmas restrições que já vigoram sobre o conteúdo impulsionado de campanha, aquele cujo alcance é potencializado mediante pagamento às plataformas.

O texto também considera haver “alcance desproporcional de canais com grande audiência na difusão de conteúdos ilícitos”.

Em outro trecho, a proposta diz ainda que “o período compreendido entre as 48 (quarenta e oito) horas antes e as 24 (vinte e quatro) horas depois da eleição concentra o maior risco de dano irreversível à formação livre da vontade do eleitorado, por não haver tempo hábil para resposta, esclarecimento ou tutela jurisdicional efetiva”.

Controvérsia

A proposta surge após uma disputa de liminares em torno do canal “Exército do Lula”. Na semana passada, o canal foi retirado do ar pelo ministro Kássio Nunes Marques, presidente do TSE, após pedido da campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro, que alegou disseminação de desinformação.

Logo em seguida, porém, o corregedor-nacional da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o canal. Ele afirmou não haver elementos que justificassem a medida e que Nunes Marques não poderia ter suspendido o canal por via administrativa, como fez, uma vez que o caso já tramitava pela via judicial em processo relatado pelo próprio corregedor.

Pouco depois, porém, Nunes Marques voltou a suspender o canal, alegando que mesmo sendo administrado por um apoiador, o deputado André Janones (Rede-MG), a ferramenta teria vínculo com a campanha oficial, e portanto deveria estar registrado no TSE como tal.

Por fim, o Exército do Lula acabou sendo liberado pelo presidente do TSE, após o registro ter sido feito pela campanha oficial.

Felipe Pontes – repórter da Agência Brasil


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