Primavera do Leste / MT - Terca-Feira, 16 de Junho de 2026

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Polícia

Polícia Civil cumpre prisões de seis responsáveis por tentativa de resgate de preso na UPA



A Polícia Judiciária Civil, por meio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá, deflagrou na manhã desta terça-feira (24) a operação Sangue Inocente, para cumprir mandados de prisão contra os responsáveis pela tentativa de resgate na UPA Morada do Ouro.

O caso aconteceu na terça-feira de carnaval (13.02). Na ocasião, cinco pessoas ficaram feridas, entre elas um bebê de seis meses de idade.

As investigações identificaram oito envolvidos no crime, sendo um deles menor de idade, que dirigiu um dos veículos utilizados na fuga.

Ao todo foram sete mandados de prisão temporária expedidos pela 12° Vara Criminal da Capital. A DHPP cumpriu seis mandados nesta terça-feira (14). Um suspeito continua foragido.

O autor dos disparos que alvejaram as vítimas foi identificado como Lucas Henrique de Oliveira, reconhecido pelas vítimas, e preso pela Polícia Militar em 19 de fevereiro com armas, munições e um dos veículos usados na ação criminosa. Na ocasião, também foram presos Lucas Bolognani e sua esposa.

Participaram ativamente da tentativa de resgate os investigados Lucas de Oliveira, Lucas Bolognani, Brunno Leonardo de Souza e Matheus Dias de Arruda. Eles tiveram os mandados cumpridos na Penitenciária Central do Estado (PCE), assim como José Edmilson Bezerra Filho (preso que seria resgatado).

Um mandado de prisão foi cumprido em desfavor do detento Luciano Mariano da Silva, reeducando do presídio da cidade de Água Boa. Apesar de estar preso na época dos fatos, as investigações apontaram que ele, em conjunto com José Edmilson, planejaram por meses a ação de “resgate”.

De acordo com o delegado à frente das investigações, Marcelo Fernandes Jardim, “foram necessárias duas fases da operação para apurar com rigor o crime, além de grande empenho dos policiais envolvidos na investigação. O caso é complexo, os criminosos planejaram os atos em detalhes, além disso são vários os autores o que aumenta os esforços investigativos para individualizar as condutas”, destaca.

A segunda fase da operação Sangue Inocente deverá ser concluída em breve com a finalização dos trabalhos de perícia, além da realização de diligências pendentes e outras prisões.

Para o secretário de Estado de Segurança Pública, Gustavo Garcia, a operação Sangue Inocente está em sintonia com as ações de enfrentamento constante que vem sendo desenvolvidas em todo o Estado de Mato Grosso. “Todos os esforços necessários são adotados continuamente para atuar com técnica, firmeza, comprometimento e ações especializadas contra diferentes modalidades criminosas”.

Os presos vão responder por tentativa de fuga de pessoa presa, qualificada pelo concurso de pessoas e emprego de arma de fogo, somadas às penas correspondentes às violências praticadas contra as pessoas que estavam na UPA (cinco tentativas de homicídio) e por integrarem organização criminosa.

Durante as investigações, a DHPP contou com apoio da Diretoria de Inteligência da PJC, Delegacia de Nova Mutum, Delegacia Regional de Água Boa, Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos Automotores (Derrfva) e Inteligência da Polícia Militar. “A Delegacia de Homicídios tem atuado fortemente e firmemente na busca e identificação de autores de crimes, com análise criminal dos fatos criminosos”, disse o delegado titular, André Renato Gonçalves.

O delegado geral da PJC, Fernando Vasco, destacou a integração entre as Polícias e as unidades,  que vem contribuindo para esclarecimento mais rápido de crimes.

Fonte: Da Assessoria da PJC



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Região

Polícia flagra rinha de galos e conduz 17 pessoas à delegacia


A Polícia Civil, em ação conjunta com a Polícia Militar, deflagrou, na última sexta-feira, a Operação Espora da Lei, em Canarana (651 km de Cuiabá), que resultou na desarticulação de uma rinha de galos realizada em uma propriedade rural com acesso pela rodovia MT-110. Ao todo, 17 pessoas foram conduzidas à delegacia para registro do Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). Os envolvidos foram liberados mediante assinatura de termo de compromisso de comparecimento à Justiça, respondendo em liberdade pelo crime de maus-tratos a animais.

A investigação teve início após o recebimento de informações repassadas de forma anônima à Polícia Civil, relatando a realização de eventos clandestinos de rinhas de galos na propriedade. Segundo as denúncias, pessoas de diferentes municípios e estados participavam dos eventos, nos quais eram promovidas lutas entre animais para a realização de apostas em dinheiro.

Durante a chegada das equipes policiais, foi constatada intensa movimentação de veículos e pessoas na propriedade. Parte dos participantes tentou fugir em direção a uma área de mata existente nas proximidades, enquanto outros permaneceram no local e foram identificados pelas forças de segurança.

As equipes localizaram diversos galos utilizados em rinhas, muitos deles apresentando ferimentos, mutilações, sangramentos e outros sinais compatíveis com maus-tratos. Também foram apreendidas estruturas utilizadas para a realização dos combates, medicamentos veterinários, balança e anotações relacionadas à atividade investigada.

Os animais encontrados foram apreendidos e encaminhados para avaliação e adoção das medidas cabíveis pelos órgãos competentes. As investigações prosseguem para identificação de outros possíveis envolvidos e apuração de eventuais crimes correlatos.


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