Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 21 de Janeiro de 2026

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Polícia Civil cumpre prisões de seis responsáveis por tentativa de resgate de preso na UPA



A Polícia Judiciária Civil, por meio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá, deflagrou na manhã desta terça-feira (24) a operação Sangue Inocente, para cumprir mandados de prisão contra os responsáveis pela tentativa de resgate na UPA Morada do Ouro.

O caso aconteceu na terça-feira de carnaval (13.02). Na ocasião, cinco pessoas ficaram feridas, entre elas um bebê de seis meses de idade.

As investigações identificaram oito envolvidos no crime, sendo um deles menor de idade, que dirigiu um dos veículos utilizados na fuga.

Ao todo foram sete mandados de prisão temporária expedidos pela 12° Vara Criminal da Capital. A DHPP cumpriu seis mandados nesta terça-feira (14). Um suspeito continua foragido.

O autor dos disparos que alvejaram as vítimas foi identificado como Lucas Henrique de Oliveira, reconhecido pelas vítimas, e preso pela Polícia Militar em 19 de fevereiro com armas, munições e um dos veículos usados na ação criminosa. Na ocasião, também foram presos Lucas Bolognani e sua esposa.

Participaram ativamente da tentativa de resgate os investigados Lucas de Oliveira, Lucas Bolognani, Brunno Leonardo de Souza e Matheus Dias de Arruda. Eles tiveram os mandados cumpridos na Penitenciária Central do Estado (PCE), assim como José Edmilson Bezerra Filho (preso que seria resgatado).

Um mandado de prisão foi cumprido em desfavor do detento Luciano Mariano da Silva, reeducando do presídio da cidade de Água Boa. Apesar de estar preso na época dos fatos, as investigações apontaram que ele, em conjunto com José Edmilson, planejaram por meses a ação de “resgate”.

De acordo com o delegado à frente das investigações, Marcelo Fernandes Jardim, “foram necessárias duas fases da operação para apurar com rigor o crime, além de grande empenho dos policiais envolvidos na investigação. O caso é complexo, os criminosos planejaram os atos em detalhes, além disso são vários os autores o que aumenta os esforços investigativos para individualizar as condutas”, destaca.

A segunda fase da operação Sangue Inocente deverá ser concluída em breve com a finalização dos trabalhos de perícia, além da realização de diligências pendentes e outras prisões.

Para o secretário de Estado de Segurança Pública, Gustavo Garcia, a operação Sangue Inocente está em sintonia com as ações de enfrentamento constante que vem sendo desenvolvidas em todo o Estado de Mato Grosso. “Todos os esforços necessários são adotados continuamente para atuar com técnica, firmeza, comprometimento e ações especializadas contra diferentes modalidades criminosas”.

Os presos vão responder por tentativa de fuga de pessoa presa, qualificada pelo concurso de pessoas e emprego de arma de fogo, somadas às penas correspondentes às violências praticadas contra as pessoas que estavam na UPA (cinco tentativas de homicídio) e por integrarem organização criminosa.

Durante as investigações, a DHPP contou com apoio da Diretoria de Inteligência da PJC, Delegacia de Nova Mutum, Delegacia Regional de Água Boa, Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos Automotores (Derrfva) e Inteligência da Polícia Militar. “A Delegacia de Homicídios tem atuado fortemente e firmemente na busca e identificação de autores de crimes, com análise criminal dos fatos criminosos”, disse o delegado titular, André Renato Gonçalves.

O delegado geral da PJC, Fernando Vasco, destacou a integração entre as Polícias e as unidades,  que vem contribuindo para esclarecimento mais rápido de crimes.

Fonte: Da Assessoria da PJC



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Janeiro Roxo: Hanseníase ainda é desafio para a saúde pública em Mato Grosso


Com mais de 4 mil casos notificados em Mato Grosso em 2024, a hanseníase continua sendo um grande desafio para a saúde pública no Brasil. Embora a doença tenha sido progressivamente controlada, ainda representa um problema relevante, especialmente em áreas endêmicas como o estado de Mato Grosso. O tratamento, disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), varia de seis meses a um ano, dependendo da forma e gravidade da enfermidade.

 

A Unidade Básica de Saúde (UBS) é a principal porta de entrada para o diagnóstico e avaliação inicial da hanseníase nos municípios. Nessas unidades, os profissionais de saúde são treinados para identificar os primeiros sinais da doença, como manchas na pele e perda de sensibilidade, que, se não tratados a tempo, podem levar a complicações graves. Quando necessário, os pacientes são encaminhados para Centros de Referência em Hanseníase, que possuem uma estrutura mais especializada, oferecendo tratamento avançado e acompanhamento contínuo para aqueles com formas mais graves ou complicadas da doença.

 

A conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce da hanseníase tem ganhado força especialmente durante o Janeiro Roxo, uma campanha nacional idealizada pelo Ministério da Saúde. Essa ação busca sensibilizar a população sobre a importância da detecção precoce da doença, que, se diagnosticada a tempo, pode ser tratada com eficiência, evitando complicações e o estigma social.

 

A Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) apoia essa iniciativa e destaca o papel fundamental da campanha para despertar a sociedade sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. A hanseníase é uma doença de notificação compulsória, o que significa que profissionais de saúde devem registrar e comunicar todos os casos diagnosticados, contribuindo para o controle e erradicação da enfermidade.

 

Atenção especializada – Em Mato Grosso, seis municípios mantêm Ambulatórios de Atenção Especializada Regionalizados (AAER), que oferecem tratamento da hanseníase em Alta Floresta, Barra do Garças, Juara, Juína, Tangará da Serra e Várzea Grande. O Hospital Regional de Colíder passou a ofertar atendimento especializado em 2025, ampliando a rede de assistência.

 

Ações nos municípios – Municípios de todo o estado estão desenvolvendo ações em alusão à campanha Janeiro Roxo e reforçando a importância do diagnóstico precoce. As atividades incluem campanhas de esclarecimento, orientações, eventos educativos, entre outras atividades direcionadas à população. Em Várzea Grande, Unidades de Saúde da Família (USF) estão realizando ações de conscientização, avaliação clínica, busca ativa e diagnóstico, facilitando o acesso da população.

 

Aripuanã organiza o Dia D de Combate à Hanseníase, que será realizado no dia 24 de janeiro, em que profissionais de saúde vão orientar a população, identificar sinais suspeitos e encaminhar os casos para acompanhamento e tratamento, quando necessário.

 

Em Sinop as ações incluem atendimentos específicos nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e no Centro de Referência em Combate à Hanseníase e Tuberculose. As iniciativas contemplam, ainda, a qualificação de novos profissionais da saúde que integram a Atenção Primária à Saúde.

Agência de Notícias da AMM


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