Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Polícia Civil prende envolvido em latrocínio que vitimou policial militar



Acusado de participação no latrocínio que vitimou um policial militar aposentado em Rondonópolis (212 km ao Sul), Miquéas dos Santos Ferreira, 22, foi preso em flagrante pela Polícia Judiciária Civil, em ação da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf-ROO).

O crime que vitimou o policial militar, Ranulfo Severino da Silva, aconteceu na quarta-feira (18), no bairro Jardim Santa Clara em Rondonópolis. O corpo da vítima foi encontrado dentro de sua residência, com uma camisa na cabeça e os braços amarrados para trás.

Durante a verificação do local, foi constatado que os criminosos subtraíram duas espingardas, o aparelho celular e o veículo Chevrolet Corsa, da vítima. Um pouco antes do corpo ser encontrado, o veículo da vítima foi localizado por policiais militares, no bairro Lothar, abandonado e sem pneus.

Assim que foram acionados do latrocínio, os policiais civis iniciaram as diligências para identificar e prender os autores no crime. Durante as investigações, a equipe da Derf-ROO recebeu várias informações que apontavam a participação de Miquéas no crime. Com base na denúncia, os policiais conseguiram localizar o suspeito no bairro Jardim Brasília, onde foi detido.

Questionado, o suspeito confessou a sua participação no crime, porém negou ter participado da morte da vítima. Segundo o acusado, ele passou informações para que os criminosos praticassem o crime e também ficou responsável por conduzir o veículo do policial até o local em que foi abandonado.

Assessoria | PJC-MT

 



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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