Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 27 de Agosto de 2026

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Polícia faz operação para cumprir 50 ordens judiciais em investigação sobre desvio de R$ 28 milhões de cooperativa em MT



Operação Etanol é realizada em Mato Grosso (Foto: Polícia Civil de MT/Assessoria)

Operação Etanol é realizada em Mato Grosso (Foto: Polícia Civil de MT/Assessoria)

Uma operação que apura desvio de R$ 28 milhões em uma cooperativa de açúcar e etanol é realizada na manhã desta quinta-feira (23) em Mato Grosso, Goiás, Rondônia, Minas Gerais, Paraná e São Paulo.

Se trata da 3ª fase da operação ‘Etanol’, para cumprimento de 50 ordens judiciais, sendo 46 mandados de busca e apreensão e 4 mandados de prisão nesses estados.

A investigação, conduzida pela Delegacia da Polícia Civil do município de Campo Novo dos Parecis, a 397 km de Cuiabá, apura desvios de cerca de R$ 28 milhões da cooperativa de produtores de álcool e cana-de-açúcar, a Coprodia.

Operação Etanol (Foto: Cristina Mayumi/TV Centro América)

Operação Etanol (Foto: Cristina Mayumi/TV Centro América)

A cooperativa tem 46 cooperados, divididos em 19 famílias, quase todas moradoras de Campo Novo do Parecis, e constitui importante fonte de renda e emprego da cidade.

Na fase atual da operação, 3 ex-funcionários da cooperativa e a pessoa responsável pela abertura de empresas de fachadas para lavar o dinheiro estão com ordens de prisão decretadas. Alguns têm mais de um domicílio e serão notificados nas cidades ou estados que forem encontrados.

Dinheiro e materiais foram apreendidos na Operação Etanol (Foto: Polícia Civil de MT/Assessoria)

Dinheiro e materiais foram apreendidos na Operação Etanol (Foto: Polícia Civil de MT/Assessoria)

Outros endereços, como residências e empresas fantasmas, serão alvos de busca e apreensão de materiais.

O delegado que preside a investigação, Adil Pinheiro de Paula, informou que o objetivo da nova fase da operação é arrecadar elementos e apreender documentos fiscais e contábeis, que comprovem a movimentação financeira já detectada e investigada pela Polícia Civil, em parceria com o Ministério Público.

Mandados

Em Mato Grosso são cumpridos mandados de prisão e buscas nas cidades de Cuiabá (12), Várzea Grande (1), Araputanga (3), Campo Novo dos Parecis (7), Tangará da Serra (5), Santo Antônio do Leverger(1), Sapezal (2), Sinop (1), Porto Espiridião (2) Primavera do Leste (3) e Jaciara (1).

No estado de Goiás, dois mandados de busca e apreensão são cumpridos em Goiânia. No Paraná serão realizadas buscas nas cidades de Ponta Grossa (2) e Tibagi (1).

Em São Paulo os endereços estão localizados nas cidades de Marília (1), Ribeirão Preto (1), Mogi Mirim (1) e São Paulo (6). Em Minas Gerais serão duas buscas nas cidades de Itauiutuba (1) e Juiz de Fora (1). No Estado de Rondônia será cumprido um mandado de busca na cidade de Cacoal.

Fases 1 e 2

A 1ª fase da operação foi deflagrada em julho de 2017, em cumprimento de decisão judicial da 2ª Vara da Comarca de Campo Novo do Parecis, com parecer positivo do Ministério Público, para bloqueio dos bens de Nivaldo Francisco Rodrigues, apontado como um dos chefes do esquema criminoso.

Nivaldo Francisco Rodrigues foi preso em outra fase da operação e negou os crimes (Foto: Polícia Civil de MT)

Nivaldo Francisco Rodrigues foi preso em outra fase da operação e negou os crimes (Foto: Polícia Civil de MT)

Foram bloqueados 15 imóveis em Campo Novo dos Parecis, 7 bens localizados em Juína, Cuiabá e Paraná, além de recursos financeiros, automóveis e gado, demonstrando o enriquecimento ilícito do suspeito.

O ex-diretor financeiro da cooperativa foi preso na 2ª fase, após a Polícia Civil descobrir, que mesmo sendo monitorado por tornozeleira eletrônica, ele continuou movimentando dinheiro da cooperativa. Entre o final de 2017 e começo de 2018 foram cerca de R$ 1 milhão – ato que estava expressamente proibido por determinação judicial.

Segundo a investigação, Nivaldo é o chefe da organização criminosa, sendo o elo entre as empresas (fantasmas) que forneciam as notas falsas de prestação de serviço e o dinheiro da cooperativa. Ele também ficava com a maior parte do dinheiro desviado.

Durante buscas realizadas no dia 12 de julho de 2017, a Polícia Civil apreendeu farta documentação que prova o enriquecimento ilícito de Nivaldo Francisco, nos últimos anos.

Fonte: G1 Mato Grosso



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Polícia Civil prende quatro suspeitos de planejar ataques contra agentes de segurança em Primavera do Leste


A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (26), a Operação Cerberus, com o objetivo de interromper uma suposta articulação criminosa que estaria planejando ataques contra policiais e outros integrantes das forças de segurança em Primavera do Leste.

 

A ação foi coordenada pela Delegacia de Homicídios e Delitos Gerais do município e contou com o cumprimento de oito mandados judiciais: quatro de prisão preventiva e quatro de busca e apreensão.

 

Segundo as investigações, os suspeitos estariam envolvidos na preparação de possíveis ações violentas contra agentes públicos, que poderiam estar relacionadas a uma tentativa de retaliação às operações de combate ao crime organizado realizadas na região.

 

Investigação identificou divisão de tarefas

 

As informações reunidas pelos investigadores apontam para uma possível organização com funções distribuídas entre os envolvidos. Entre as atividades investigadas estão articulação, financiamento, busca por armamentos e preparação operacional.

 

A Polícia Civil também identificou reuniões e tratativas que teriam relação com a preparação de possíveis ataques. Movimentações recentes, procura por armas e disponibilidade de recursos financeiros teriam aumentado a preocupação das autoridades.

 

Justiça determina prisão de quatro investigados

 

A Justiça determinou a prisão preventiva de quatro pessoas investigadas. As ordens foram expedidas pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Primavera do Leste.

 

Também foram autorizadas buscas em quatro imóveis ligados aos investigados. Durante as diligências, os policiais procuram celulares, computadores, documentos, valores e outros materiais que possam auxiliar no esclarecimento dos fatos.

 

Material apreendido será analisado

 

Os equipamentos e documentos eventualmente apreendidos deverão passar por análise. O objetivo é identificar novas informações sobre contatos, conversas, movimentações financeiras, possível aquisição de armas e eventual participação de outras pessoas.

 

A investigação considera ainda a possibilidade de que a articulação tenha sido motivada por uma tentativa de retaliação contra as forças de segurança, após ações realizadas contra integrantes do Comando Vermelho.

 

Operação busca impedir possíveis ataques

 

Para a Polícia Civil, a deflagração da operação ocorreu diante de indícios de que a articulação estaria avançando e poderia resultar em ações contra agentes de segurança.

 

De acordo com o delegado Eric Martins, a operação é resultado do trabalho investigativo da Delegacia de Homicídios e Delitos Gerais de Primavera do Leste, com apoio de informações produzidas por órgãos de inteligência das forças de segurança.

 

Com o cumprimento dos mandados, a investigação deverá prosseguir para esclarecer a participação individual dos suspeitos, a origem dos recursos, a possível obtenção de armamentos e a dinâmica das reuniões.

 

As investigações continuam em andamento.


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