Polícia fecha baile funk promovido por facção em Cuiabá e encontra 100 adolescentes no local
Polícia fechou baile funk promovido por facção em Cuiabá e encontrou 100 adolescentes no local — Foto: Polícia Militar de Mato Grosso/Assessoria
Um baile funk promovido por uma facção criminosa foi fechado por policiais militares nessa terça-feira (25) no Bairro Loteamento 21, em Cuiabá. Segundo a Polícia Militar, 100 adolescentes, sete homens com tornozeleiras e três garotas de programa foram conduzidos à delegacia.
O evento, que começou às 15h e terminou às 18h, seria realizado até a madrugada desta quarta-feira (26) se não tivesse sido interrompido pela polícia.
Adolescentes foram encaminhadas à Central de Flagrantes de Cuiabá — Foto: TV Centro América/Reprodução
A PM encontrou drogas, bebidas alcoólicas e indícios de prostituição no local. Os 100 adolescentes e os sete homens monitorados por tornozeleira foram flagrados no espaço, patrocinado por uma facção criminosa.
No local a polícia também apreendeu R$ 5 mil em dinheiro. Alguns adolescentes foram ouvidos durante a madrugada na Central de Flagrantes do Bairro Verdão, em Cuiabá.
Um homem, que seria o líder da facção criminosa e responsável pelo baile funk, foi detido.
PM encontrou drogas, bebidas alcoólicas e indícios de prostituição no baile funk — Foto: TV Centro América/Reprodução
Uma mulher, que de acordo com a polícia seria agenciadora de jovens para prostituição, também foi conduzida à delegacia.
Essa suspeita estava no baile funk com três crianças, entre 3 a 5 anos, que são os filhos dela.
O homem que organizou a festa foi identificado como Eudes Barbosa da Silva Neto. Ele foi preso e deve responder pelos crimes de tráfico de drogas, corrupção de menores e fornecimento de bebida alcoólica a menores. Ainda conforme a polícia, Eudes tem antecedente criminal por homicídio.
Prefeito é preso em Brasília na marcha dos prefeitos
Prefeito de Piçarras é investigado pelo MP em denúncia de corrupção em obra pública
Prefeito de Balneário Piçarras foi preso em Brasília nesta terça, durante operação do Gaeco (foto: Divulgação MPSC)
O prefeito de Balneário Piçarras, Tiago Baltt (MDB), foi preso por volta das 6h de terça-feira, em Brasília, onde participava da 27ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios. O evento começou na segunda e segue até quinta, reunindo prefeitos de todo o país. Organizada pela Confederação Nacional de Municípios, a programação acontece no Centro Internacional de Convenções do Brasil, na capital federal. Baltt foi detido no hotel, antes de seguir pro segundo dia do encontro.
A prisão faz parte da Operação Regalo, do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). O ex-prefeito de São João Batista, Pedro Alfredo Ramos (MDB), o Pedroca, também é investigado no esquema, mas não foi preso.
As investigações começaram em 2024 e são conduzidas pelo Grupo Especial Anticorrupção (Geac) de Itajaí. Os procedimentos apuram crimes funcionais praticados por prefeitos e outros agentes públicos.
Segundo o Ministério Público, esta fase da investigação quer aprofundar a coleta de provas sobre contratos de obras e urbanização da orla norte de Piçarras, além de outros contratos firmados no município e em São João Batista.
A suspeita é de atuação conjunta entre grupo político e grupo empresarial em um esquema estruturado de corrupção, com divisão de tarefas entre núcleo empresarial e político-administrativo. Conforme a investigação, havia pagamento de propina equivalente a 3% dos contratos públicos ligados à prefeitura de Piçarras e valores variados em contratos de São João Batista.
Só em Piçarras, as vantagens indevidas obtidas pelos investigados com pagamento de propina chegam a cerca de R$ 485,9 mil, valor que, segundo o MP, teria sido bancado pelos cofres públicos. As investigações também apontam indícios de que integrantes da organização criminosa continuavam agindo de forma “ardilosa e sorrateira”, com pagamento de propinas custeadas por meio de suposto superfaturamento de obras públicas em municípios do litoral norte catarinense.
Atendendo pedido do Ministério Público, a Justiça determinou o sequestro dos valores apontados como propina. Segundo os investigadores, os recursos pagos pelo núcleo empresarial ao núcleo político têm origem ilícita e deverão ser devolvidos aos cofres públicos.
Foram cumpridas seis ordens de prisão preventiva e 37 mandados de busca e apreensão em casas, empresas e órgãos públicos de Timbó, Biguaçu, Balneário Piçarras, São João Batista, Tijucas, Indaial, Itapema, Itajaí, Porto Belo, Bombinhas e Colíder, no Mato Grosso.
Além do prefeito, empresários suspeitos de manter as práticas ilícitas também foram presos preventivamente. Houve ainda cumprimento de mandados contra servidores, ex-servidores e agentes políticos investigados. Os materiais apreendidos durante as diligências serão analisados pelo Geac com apoio do Gaeco. O objetivo é identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração sobre a possível rede criminosa.
Em nota, a Prefeitura de Piçarras informou que as equipes técnicas da administração municipal acompanharam a coleta de documentos de investigação do MP. “Administração Municipal adotou uma postura de total colaboração com a operação e com os órgãos responsáveis pela investigação”, informou a prefeitura.
No fim desta tarde, o vice-prefeito Fabiano José Alves (UB) tomou posse como prefeito em exercício, no lugar de Baltt.
Operação Regalo
Segundo o Gaeco, o nome da operação faz referência ao termo “regalo”, que significa mimo, presente ou agrado. No contexto da investigação, a palavra foi usada para identificar as propinas ajustadas entre empresários e agentes políticos.
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