Primavera do Leste / MT - Sábado, 13 de Junho de 2026

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Quadrilha faz moradores reféns, explode caixas e cofres de 2 bancos



Quadrilha invadiu dois bancos em Denise (Foto: Polícia Militar de MT/Divulgação)

Quadrilha invadiu dois bancos em Denise (Foto: Polícia Militar de MT/Divulgação)

Uma quadrilha atacou duas agências bancárias na madrugada desta quinta-feira (23) em Denise, a 208 km de Cuiabá. Segundo informações da Polícia Militar, entre 15 a 17 homens armados participaram do assalto. Eles explodiram caixas eletrônicos, cofres e fugiram.

Assaltantes usaram marretas para quebrar a porta de vidro das agências em Denise (Foto: Polícia Militar de MT/Divulgação)

Assaltantes usaram marretas para quebrar a porta de vidro das agências em Denise (Foto: Polícia Militar de MT/Divulgação)

Imagens divulgadas pela PM mostram homens com fuzis, todos encapuzados, no interior de dois bancos da cidade. Eles conseguiram explodir terminais bancários que ficam na parte da frente das agências e também entraram nos setores onde ficam os cofres.

Moradores foram feitos reféns e levados para dentro da agência em Denise (Foto: Polícia Militar de MT/Assessoria)

Moradores foram feitos reféns e levados para dentro da agência em Denise (Foto: Polícia Militar de MT/Assessoria)

De acordo com a PM, os assaltantes usavam rádios comunicadores entre eles. Os assaltantes usaram marretas para quebrar a porta de vidro das agências. Alguns moradores foram feitos reféns e colocados dentro dos bancos. Ninguém se feriu.

Quadrilha também conseguiu entrar no interior das agências em Denise (Foto: Polícia Militar de MT/Divulgação)

Quadrilha também conseguiu entrar no interior das agências em Denise (Foto: Polícia Militar de MT/Divulgação)

Policiais militares ouviram disparos e explosões de dentro das agências. Um pedido de reforço de segurança foi feito para forças policiais das cidades vizinhas.

Agências ficaram destruídas após ataque de quadrilha em Denise (Foto: Polícia Militar de MT/Assessoria)

Agências ficaram destruídas após ataque de quadrilha em Denise (Foto: Polícia Militar de MT/Assessoria)

O Batalhão de Operações Especiais (Bope) também foi chamado até a cidade. Ainda não há informações do valor levado pela quadrilha.

Dois veículos usados pelos assaltantes foram abandonados perto de uma usina na saída para a cidade de Barra do Bugres, 169 km de Cuiabá. Nenhuma pessoa foi presa até o início desta manhã.

Fonte: G1 Mato Grosso



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Brasil

Justiça dá prazo de 24 meses para União e Funai demarcarem terra indígena no Nortão


A Justiça Federal em Mato Grosso determinou que a União e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) concluam o processo de demarcação da terra indígena do povo Kajkwakratxi (Tapayuna), na região de Brasnorte e Juara (cerca de 300 quilômetros de Sinop), num prazo de 24 meses. O juiz federal Pablo Kipper Aguilar ordenou ainda o pagamento de R$ 10 milhões em danos morais coletivos e a realização de uma cerimônia pública de pedido de desculpas aos indígenas.

 

Na decisão, o magistrado reconheceu violações de direitos humanos cometidas contra o povo Kajkwakratxi. O juiz mandou a União reunir toda a documentação disponível no Arquivo Nacional sobre violências ocorridas durante o processo de colonização da região do Rio Arinos e a remoção forçada desse povo ao Parque Indígena do Xingu. No processo, os indígenas contaram com o apoio da Defensoria Pública da União (DPU) e do Ministério Público Federal (MPF).

 

O magistrado afastou o argumento da Funai e da União de que o Supremo Tribunal Federal (STF) já estabeleceu prazo de dez anos para a conclusão das demarcações em andamento. Para ele, tal prazo tem natureza administrativa e não impede a atuação da Justiça quando há demora excessiva. “Agradeço a luta coletiva, fico muito feliz, a comunidade fica muito feliz, é uma surpresa”, disse Wetaktxi Tapayuna, presidente da Associação Indígena Tapayuna (AIT), de acordo com mensagem divulgada pela DPU.

 

Ele acrescentou que a comunidade considera a decisão “emocionante”. “É muita alegria ver toda essa trajetória que passamos até chegar nesse ponto tão importante, com relação ao nosso povo, com as gerações que estão lutando pelo território tradicional, para demarcação do território tradicional, com expectativa de viver em cima dos seus parentes que deixaram naquele tempo. Para defender nossa ancestralidade, para viver com a alma dos parentes”, completou Wetaktxi Tapayuna.

 

De acordo com o MPF, os indígenas Kajkwakratxi foram alvo de uma série de violências ao longo do século 20, que resultaram na desestruturação social do grupo. Na década de 1970, eles foram removidos à força, pelo Estado, de seu território tradicional para o Parque Nacional do Xingu.

 

Em seguida, uma Reserva Indígena Tapayuna chegou a ser criada em 1968, mas foi extinta em 1976 sob o argumento de que não haveria indígenas na área. Há indícios, porém, de que até o presente momento existem indígenas da etnia isolada na região de ocupação tradicional.


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