Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 04 de Marco de 2026

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Servidora denunciou ex-marido por agressão e pedido proteção 3 meses antes de ser assassinada



A servidora pública Marta Alves Martins, de 40 anos, morta a facadas pelo ex-marido nessa segunda-feira (5) em Sinop, a 503 km de Cuiabá, já o havia denunciado por agressão três meses antes de ser assassinada. A informação é da Polícia Civil de Sinop.

Marta foi encontrada morta na cama do quarto da casa onde morava, por volta de 8h. Ela tinha marcas de facadas pelo corpo, tinha um fio de carregador de celular enrolado no pescoço e uma faca de cozinha cravada no pescoço.

Ise Tomé cometeu suicídio após matar a ex-mulher, Marta Alves Martins, em Sinop — Foto: Facebook/Reprodução

Ise Tomé cometeu suicídio após matar a ex-mulher, Marta Alves Martins, em Sinop — Foto: Facebook/Reprodução

O ex-marido dela, Ise Tomé, de 48 anos, foi encontrado morto duas horas depois do crime supostamente após cometer suicídio em um matagal na zona rural da cidade. Ele trabalhava como caminhoneiro.

Segundo a Polícia Civil, Marta foi achada morta depois que a filha dela não conseguia contato com a vítima. A família acreditava que alguma coisa tinha acontecido porque Ise não aceitava o fim do relacionamento. O crime ocorreu na casa da servidora, no Bairro Residencial Delta.

O ex-marido estava morando na casa da filha, já que havia uma medida protetiva contra ele. A filha relatou à polícia que, ao acordar, percebeu que o pai havia saído e que uma das facas da sozinha tinha desaparecido. Mais tarde, a cunhada de Ise ligou para a filha do suspeito dizendo que alguma coisa havia ocorrido na casa de Marta.

Ise Tomé cometeu suicídio após matar a ex-mulher em Sinop — Foto: Visão Notícias

Ise Tomé cometeu suicídio após matar a ex-mulher em Sinop — Foto: Visão Notícias

O caso é tratado como feminicídio e será investigado pela Divisão de Homicídios da 1ª Delegacia de Polícia de Sinop, coordenada pelo delegado Carlos Eduardo Muniz.

Após matar a mulher, o suspeito abandonou o veículo dele em uma região de mata. Próximo ao local haveria sinais de que ele teria entrado no mato, cerca uns 40 metros, e se dependurado em uma árvore com a corda no pescoço. Ele foi encontrado sem vida.

Denúncia em agosto

De acordo com a Polícia Civil, Marta havia procurado a delegacia no dia 30 de agosto para denunciar o companheiro.

A vítima disse que ficou casada com ele por 25 anos. Naquele dia, durante a madrugada, o marido tinha tapado a boca dela com violência e a agrediu no rosto.

Ise disse para que ela não gritasse. Com medo, a servidora obedeceu. No dia seguinte, o marido saiu para trabalhar e Marta decidiu procurar a polícia.

A servidora, naquele dia, registrou boletim de ocorrência contra o marido e pediu medidas protetivas, além de exame de corpo de delito.

Na delegacia, ela denunciou outro episódio de violência ocorrido há quatro anos.



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Assessor parlamentar registra Boletim de Ocorrência contra vereador por supostas ameaças e assédio na Câmara de Primavera do Leste


Incidente teria ocorrido na manhã desta segunda-feira (02/03/2026) na sala de café da Casa de Leis. Servidor acionou a Polícia Civil e a Ouvidoria do Legislativo.

POR: Luis Costa / Redação]

DATA: 02 de Março de 2026

Um desentendimento entre um assessor parlamentar da Vereadora Mariana Carvalho e o Vereador Eraldo Gonçalves Fortes (PSB) motivou o registro de um Boletim de Ocorrência (BO) e uma denúncia formal na Ouvidoria da Câmara Municipal de Primavera do Leste na manhã desta segunda-feira (02). O servidor acusa o parlamentar de ameaça, constrangimento público e assédio moral.

De acordo com o Boletim de Ocorrência nº 2026.68122, registrado junto à Polícia Judiciária Civil, o fato ocorreu por volta das 09:00h na área do café da Câmara. O comunicante relata que foi abordado pelo vereador, que o acusou, “sem provas”, de registrá-lo em vídeo durante as sessões e sessões gravadas para uso jocoso e de gerenciar páginas de sátira política em redes sociais.

O assessor afirma no documento que foi constrangido diante de outros servidores e sofreu ofensas à sua dignidade pessoal e profissional através de comunicação agressiva e desrespeitosa. O registro policial cita ainda “ameaças veladas” proferidas pelo vereador, com frases indicando que a situação “não iria ficar assim”.

A ocorrência foi tipificada preliminarmente pela polícia como “Preservação de Direito (Consumado)” e “Ameaça (Consumado)”. O servidor informou que o incidente foi presenciado por testemunhas e captado pelas câmeras de segurança da Sala de Comissões.

Ação na Ouvidoria

Além da representação policial, o assessor formalizou uma denúncia detalhada junto à Ouvidoria Geral da Câmara Municipal (Protocolo nº 02112.2026.000001-50). A manifestação classifica o ocorrido como “Assédio Moral” e “Conduta imprópria nas relações de trabalho”. O denunciante solicita que a Casa de Leis tome as devidas providências, fundamentando o pedido inclusive com base na Lei nº 13.869/2019 (Lei de Abuso de Autoridade).

A Versão do Vereador Eraldo Fortes

​Em sua defesa, o Vereador Eraldo Gonçalves Fortes negou as acusações de agressividade. O parlamentar afirmou que sim, falou com o assessor parlamentar. Ele explicou que o motivo da conversa foi solicitar que o assessor não ficasse gravando-o para fazer memes em uma página no Instagram, a qual ele suspeita ser ligado ao servidor.

O comunicante foi informado pela Polícia Civil sobre o prazo legal de seis meses para representar criminalmente contra o suspeito.


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