Primavera do Leste / MT - Sábado, 18 de Abril de 2026

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Servidora denunciou ex-marido por agressão e pedido proteção 3 meses antes de ser assassinada



A servidora pública Marta Alves Martins, de 40 anos, morta a facadas pelo ex-marido nessa segunda-feira (5) em Sinop, a 503 km de Cuiabá, já o havia denunciado por agressão três meses antes de ser assassinada. A informação é da Polícia Civil de Sinop.

Marta foi encontrada morta na cama do quarto da casa onde morava, por volta de 8h. Ela tinha marcas de facadas pelo corpo, tinha um fio de carregador de celular enrolado no pescoço e uma faca de cozinha cravada no pescoço.

Ise Tomé cometeu suicídio após matar a ex-mulher, Marta Alves Martins, em Sinop — Foto: Facebook/Reprodução

Ise Tomé cometeu suicídio após matar a ex-mulher, Marta Alves Martins, em Sinop — Foto: Facebook/Reprodução

O ex-marido dela, Ise Tomé, de 48 anos, foi encontrado morto duas horas depois do crime supostamente após cometer suicídio em um matagal na zona rural da cidade. Ele trabalhava como caminhoneiro.

Segundo a Polícia Civil, Marta foi achada morta depois que a filha dela não conseguia contato com a vítima. A família acreditava que alguma coisa tinha acontecido porque Ise não aceitava o fim do relacionamento. O crime ocorreu na casa da servidora, no Bairro Residencial Delta.

O ex-marido estava morando na casa da filha, já que havia uma medida protetiva contra ele. A filha relatou à polícia que, ao acordar, percebeu que o pai havia saído e que uma das facas da sozinha tinha desaparecido. Mais tarde, a cunhada de Ise ligou para a filha do suspeito dizendo que alguma coisa havia ocorrido na casa de Marta.

Ise Tomé cometeu suicídio após matar a ex-mulher em Sinop — Foto: Visão Notícias

Ise Tomé cometeu suicídio após matar a ex-mulher em Sinop — Foto: Visão Notícias

O caso é tratado como feminicídio e será investigado pela Divisão de Homicídios da 1ª Delegacia de Polícia de Sinop, coordenada pelo delegado Carlos Eduardo Muniz.

Após matar a mulher, o suspeito abandonou o veículo dele em uma região de mata. Próximo ao local haveria sinais de que ele teria entrado no mato, cerca uns 40 metros, e se dependurado em uma árvore com a corda no pescoço. Ele foi encontrado sem vida.

Denúncia em agosto

De acordo com a Polícia Civil, Marta havia procurado a delegacia no dia 30 de agosto para denunciar o companheiro.

A vítima disse que ficou casada com ele por 25 anos. Naquele dia, durante a madrugada, o marido tinha tapado a boca dela com violência e a agrediu no rosto.

Ise disse para que ela não gritasse. Com medo, a servidora obedeceu. No dia seguinte, o marido saiu para trabalhar e Marta decidiu procurar a polícia.

A servidora, naquele dia, registrou boletim de ocorrência contra o marido e pediu medidas protetivas, além de exame de corpo de delito.

Na delegacia, ela denunciou outro episódio de violência ocorrido há quatro anos.



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Região

Caos após chuva: muro desaba e empresas ficam alagadas em Primavera do Leste


Na tarde desta sexta-feira (17), uma forte chuva atingiu o município de Primavera do Leste (MT), causando diversos pontos de alagamento na cidade. Um dos casos mais graves foi registrado nas proximidades da BR-070, onde a força da água derrubou o muro de um comércio de implementos agrícolas.

O incidente também resultou em alagamentos em estabelecimentos vizinhos, incluindo um motel da região, a transportadora Carvalima e uma empresa de revenda de maquinário agrícola. Os prejuízos ainda estão sendo levantados pelos empresários afetados.

O secretário municipal de Obras, Vitor Diniz, divulgou um vídeo relatando a situação e afirmando que a gestão municipal irá atuar para resolver o problema. Segundo ele, a causa do incidente pode estar relacionada a uma intervenção irregular no curso d’água localizado nos fundos das empresas.

De acordo com o secretário, o proprietário de uma fazenda próxima teria realizado uma obra sem o devido planejamento, com o objetivo de proteger sua lavoura. A intervenção incluiu a instalação de uma tubulação considerada insuficiente para suportar o volume de água das chuvas, o que comprometeu o escoamento natural.

Com o fluxo bloqueado, a água acabou sendo represada na área rural, acumulando-se até atingir um nível crítico. A pressão provocou o rompimento da contenção e do muro nos fundos das empresas, fazendo com que a água avançasse de forma repentina e com força, invadindo os estabelecimentos.

“Infelizmente, por falta de planejamento e por uma obra irregular, empresários estão sofrendo consequências graves”, destacou Vitor Diniz. Ele ainda ressaltou que o problema não teve origem diretamente às margens da BR-070, mas sim na intervenção realizada na área rural próxima.

A Prefeitura informou que deve tomar as medidas necessárias para solucionar a situação e evitar novos transtornos.

Da Redação


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