Primavera do Leste / MT - Domingo, 05 de Abril de 2026

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Polícia

Agentes encontram drogas, armas, celulares e bebidas alcoólicas em penitenciária



Agentes penitenciários apreenderam uma grande quantidade de drogas, celulares, armas e bebidas artesanais nessa quinta-feira (28) na Penitenciária Central do Estado, no Bairro Pascoal Ramos, em Cuiabá.

Mais de 200 litros de bebida alcoólica foram apreendidos nas celas da PCE (Foto: Sindspen-MT)

Mais de 200 litros de bebida alcoólica foram apreendidos nas celas da PCE (Foto: Sindspen-MT)

Segundo o Sindicato dos Servidores Penitenciários do Estado de Mato Grosso (Sindspen-MT),foram encontrados 23 aparelhos celulares, 200 chips telefônicos, porções de cocaína e maconha, 15 armas artesanais e mais de 200 litros de bebida alcoólica.

Droga e celulares estavam enterrados no chão e nas paredes das celas na PCE (Foto: Sindspen-MT)

Droga e celulares estavam enterrados no chão e nas paredes das celas na PCE (Foto: Sindspen-MT)

A revista foi feita no Raio 4 da PCE. Os materiais estavam nas paredes e no chão da cela.

De acordo com o sindicato, os celulares são usados pelos presos para organizares crimes na cidade, como sequestro e golpes.

Fonte: G1 Mato Grosso



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A Palavra - Opinião

📰 Crônica: A cassação que parou na recepção


Em Primavera do Leste, a política resolveu inovar. Não é mais preciso enfrentar plenário, debate ou voto. Agora, certos assuntos já são resolvidos ali mesmo, na recepção.

 

O pedido de cassação contra o vereador Sargento Telles sequer chegou a “dar bom dia” no plenário. Foi barrado antes, com toda a elegância que os procedimentos técnicos permitem.

 

Segundo a versão oficial, faltou “autorização adequada” para a denúncia. Curioso. Porque, para alguns, a lei parece permitir que até o eleitor participe. Para outros, nem tanto. Vai entender, o Direito, às vezes, é quase uma obra de arte contemporânea: cada um enxerga o que quer.

 

Enquanto isso, o conteúdo da denúncia ficou intacto. Intocado. Intocável. Uma espécie de segredo que ninguém quis abrir — talvez por zelo institucional, talvez por excesso de prudência.

 

E sob a condução do presidente da Câmara, Marco Aurélio, tudo seguiu com tranquilidade exemplar. Sem ruído, sem desgaste, sem aquele incômodo chamado “debate público”.

 

Eficiência é isso.

 

Resolve-se rápido, evita-se constrangimento e, de quebra, mantém-se a harmonia entre os pares. Afinal, política também é sobre convivência.

 

Agora, claro, tudo dentro das regras. Ou pelo menos dentro de uma leitura bastante conveniente delas.

 

No fim, Primavera do Leste dá mais um passo à frente na inovação institucional: criou-se o julgamento sem julgamento.

 

E fica aquela dúvida que ninguém responde, mas todo mundo entende:

 

Foi rigor técnico… ou apenas uma solução elegante para um problema inconveniente?

 

Mas veja, é só uma crônica.

 

 

 


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